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5 Jun

SOUVENIRS QUE PERPETUAM AS MEMÓRIAS DAS VIAGENS

 

Souvenirs que perpetuaram as memórias das viagens

Texto & Fotos de Mário Menezes

 

Uma das coisas que gastamos dinheiro e ficamos mais ricos é certamente viajar. É um dos maiores prazeres que a vida nos pode proporcionar. A vida são as férias que a morte nos concede, é curta a nossa passagem pelo Mundo, é muito incerta e muito precária. Cada viagem que fazemos estamos a aproveitar os melhores momentos que a vida nos pode proporcionar. Uma das coisas que posso dizer que sou grato à vida é pelas viagens que tenho feito e os mais de 50 países estrangeiros que visitei.

Ao contrário de outras coisas que podemos comprar, uma viagem é investimento que fazemos num “produto” do qual apenas podemos desfrutar por um tempo determinado, horas, dias ou semanas. Uma viagem, é um “produto” que se esgota em pouco tempo. Ficam as memórias que guardaremos para sempre, as amizades que fazemos e também os souvenirs que trazemos como lembrança.

 

Bonecas, Lituania, Letónia, Estónia, Finlandia e Alemanha

 

Bonecas, Países baixos, Suécia (mais alta) e Irlanda (mais pequenas)

 

Loja de souvenirs em Praga, especializada em matriosksa

 

Maneki Neko, China

 

Ovo Fabergé, Rússia

 

Paisagem de Valeta, cerâmica, Malta

 

Quando viajo, não me sobra muito tempo, nem muito espaço na bagagem para compras, elas nem sequer são objetivo principal, mas dos diversos países que visitei, alguns mais que uma vez, tento trazer algo para que me possa lembrar. Mesmo que seja uma t-shirt que muitas vezes até uso no dia a dia, um porta chaves ou íman para o frigorífico (por acaso até trago mais com intuito de oferecer) ou mesmo algo para comer ou beber, mesmo comprado à última hora no aeroporto a caminho da porta de embarque. Seguindo o conselho que a minha mãe me deu há muitos anos, tento trazer uma boneca de porcelana, ou de plástico, dos países que vou visitando. A minha coleção já possui algumas dezenas!  De Malta trouxe mesmo uma sereia!

 

Boneca, Bélgica

 

Boneca, Bulgária

 

Boneca, China

 

Boneca, Dinamarca

 

Boneca, Emirados Árabes Unidos

 

Boneca, Espanha

 

Boneca, França

 

Boneca, Hungria

 

Boneca, Índia

 

Boneca, Itália

 

Boneca, Japão

 

Boneca, Luxemburgo

 

Boneca, Moldávia

 

Boneca, País de Gales

 

Boneca, Roménia

 

Boneca, Rússia

 

Boneca, sereia de Malta

 

Boneca, Sérvia

 

Boneca, Tailândia

 

Além das bonecas e dos bonecos (haja igualdade!!!!) que vou trazendo, destaco as matrioskas. Um tradicional brinquedo Russo que é composto por uma série de bonecas, feitas geralmente de madeira, colocadas umas dentro das outras, da maior, que fica no exterior até a menor que em geral é maciça, pintadas, podendo sê-lo de forma tradicional, como as que trouxe (ofereceram) da Rússia, ou alusivas a vários temas como por exemplo desportistas ou políticos, como as que comprei em Praga numa loja no centro da cidade que apenas vende matrioskas. A lenda destas famosas bonecas Russas está relacionada com a fertilidade: Num rigoroso inverno, Serguey, um carpinteiro que ganhava a vida talhando objetos, estava com dificuldade para encontrar bons pedaços de madeira, pois todos os que encontrava pela frente estavam apodrecidos pela humidade. Após um dia inteiro de buscas, cansado e com muito frio, no regresso a casa ele encontrou um pedaço de madeira que lhe chamou a atenção pela sua qualidade. Então decidiu esculpir uma boneca com ele. A sua obra ficou tão bonita que ele optou por não vendê-la e batizou-a como “Matrioska”, diminutivo de “Matryona”, palavra que possui a raiz Latina “mater”, que significa “mãe”. Todos os dias pela manhã ele cumprimentava-a com um: “bom dia Matrioska”.  Um belo dia, a boneca respondeu-lhe, “bom dia Serguei”. Surpreendido, mas não assustado, ficou feliz por ter alguém com quem conversar. O tempo foi passando e Serguei percebeu que a Matrioska estava triste, ao perguntar-lhe o motivo foi surpreendido pela resposta, ela desejava ter um filho. Ele avisou-a “terei que te abrir e isso será doloroso”. E ela disse: “Na vida, as coisas importantes requerem um pequeno sacrifício”. Serguei, então construiu uma réplica mais pequena e lhe chamou de Trioska. O tempo foi passando e o instinto maternal também tomou conta de Trioska e Serguei concordou que ela também teria um filho, que se chamaria Oska. Mais tarde, Oska também pediu um descendente e após suas insistência ele fez mais uma boneca. Mas desta vez de sexo masculino, para que o desejo de maternidade acabasse ali. Ele fez o “bebé” e desenhou-lhe rapidamente um bigode e chamou-lhe “Ka”, garantindo que seria homem. Então colocou Ka, dentro da Oska. A Oska dentro da Trioska e a Trioska dentro da Matrioska!
Além das matrioskas, da Rússia, e da Ucrânia certamente, destacam-se outros souvenirs:  O samovar. Trata-se de um utensílio culinário utilizado para aquecer água e servir chá, sendo muito apreciado pelos czares. O samovar é frequentemente citado na literatura russa do século XIX, em obras de Tolstoi, Dostoievski e Máximo Gorki. Atualmente é muito utilizado em hotelaria e restauração e empresas de catering em eventos, substituindo a garrafa térmica, com café, chá, chocolate, leite e todo o tipo de bebidas quentes. Os samovares mais comuns, apresentam-se decorados e são fabricados em latão. Existem outros fabricados em prata, com ou sem ornamentos, sendo os de uso profissional de linhas mais simples.  Os ovos Fabergé eram tradicionalmente feitos de ouro, diamantes e outras pedras preciosas. Eram normalmente encomendados pelos Czares para oferecerem às Czarinas na Páscoa. Atualmente é possível comprar réplicas destes objetos muito mais baratas. O ovo é um símbolo bastante antigo, anterior ao Cristianismo, que representa a fertilidade e o renascimento da vida. Os ovos de madeira pintados com motivos religiosos, são outros dos souvenirs de eleição da Rússia, assim como diversos objetos de madeira, como por exemplo guarda jóias ou colheres de cozinha.

 

Quadro, Cuba

 

Tribo do Pescoço de Girafa, Tailândia

 

Alce, Canadá

 

E por falar em objetos de madeira, o souvenir mais importante da Suécia é o cavalo de Dalarna.  A origem desta figura remonta ao século XVIII, presumindo-se que foi inventado por carpinteiros ou por soldados, na região de Dalarna. Tradicionalmente é um cavalo de madeira, pintado em cor vermelha, mas existem em diversas cores. O cavalo de Dalarna está para a Suécia como o galo de Barcelos está para Portugal. Não muito longe, ainda na zona do mar Báltico, nos Países Bálticos o gato é dos animais muito apreciados, em Riga por exemplo é o símbolo da cidade e é um dos souvenirs de eleição, gatos em madeira ou em outros materiais! Mas são os souvenirs de âmbar o mais importante por aquelas paragens Bálticas onde se inclui também o norte da Polónia e São Petersburgo na Rússia. Aquela resina fóssil que existe há milhões de anos e pode ser encontrada naquelas florestas, serve para fabricar jóias de diversos modelos e feitios. Quanto ao gato, souvenirs relacionados a ele existem um pouco por todo o Mundo. Na Ásia, por exemplo, o gato da sorte é um dos souvenirs mais importantes. O Maneki Neko assim chamado, é o Gato da Sorte ou o Gato do Dinheiro é uma escultura Asiática comum, na maior parte das vezes feita em cerâmica, que se acredita que trará boa sorte ao seu dono.  Tradicionalmente é um Bobtail Japonês a acenar com uma pata levantada, e é muitas vezes colocado em lojas, restaurantes, salas de Pachinko (jogo de azar no Japão) e de outros negócios, quase sempre à entrada. Algumas das figuras são elétricas, funcionam a pilhas ou são alimentadas por energia solar, e efectuam um pequeno movimento de pata, a acenar. A pata direita levantada supostamente atrai dinheiro, enquanto uma pata esquerda levantada atrai clientes. O Maneki Neko pode ter cores diferentes. O amarelo dourado é o mais usual mas também há o preto e o branco! Além do Japão e da China, a Rússia, a Letónia, a Turquia, a Tailândia e a Argentina foram países que fizeram aumentar os meus “souvenirs felinos”. Já na Índia, os elefantes são souvenirs de eleição. A imagem do elefante Indiano faz parte de diversas casas e ambientes de trabalho, sendo-lhe atribuído um poder específico e milenar capaz de afastar energias negativas e ainda atrair sorte a quem o possui.

 

Bonecas, Ucrânia

 

Bonecos, Cuba

 

Bruxas Galegas e bonecos Asturianos Espanhois, matrioskas Russas e o cavalo de Dalarna Sueco

 

Diversos souvenirs decorativos que quase toda a gente compra, também tenho na coleção. A Torre Eiffel de Paris, o Burj Khalifa, os hotéis Burj Al Arab e Jumeirah beach, do Dubai,  a Estátua da Liberdade, de Nova Iorque, o Manneken Pis de Bruxelas, os canais de Amesterdão, o  Castelo de Neuschwanstein da Baviera e as canecas de cerveja de Munique, o alce do Canadá que é um dos animais mais representativos da nação, o Menino Jesus de Praga, esculpido em cristal da Boémia, as bruxas da Galiza, o touro preto símbolo da Espanha devido à tourada, uma paisagem de Valeta com as suas típicas varandas nas ruelas, em cerâmica, um leque e uma mini cortina do Japão, com o mapa do país do Sol Nascente, são alguns que destaco.

 

Romã, Istambul

 

Samovar, Rússia

 

Torre Eiffel de Paris e Burj Khalifa do Dubai

 

Quadros e fronhas para almofadas também vou trazendo, estas últimas são mais fácil de transportar, trouxe de Istambul e de Budapeste por exemplo, mas os quadros que trouxe de Cuba, a viagem onde entrei nos 30 anos, são importantíssimos por esse motivo e onde destaco o da Bodeguita del medio de Havana!

 

Almofada, Budapeste

 

Almofada, Istambul

 

Na Grécia não podermos esquecer os souvenirs alusivos aos bacanais! No tempo da Grécia antiga, a práticas sexuais eram levadas ao extremo. A pedofilia, que nos dias de hoje é um crime hediondo, naqueles tempos, segundo eles, era consentida e por isso aceite como normal. As doenças sexualmente transmissíveis não eram o que são nos dias de hoje, e os bacanais eram práticas correntes. Todos nós sabemos que essas práticas faziam parte do modo de vida dos Gregos. Essas práticas de sexo em grupo, entre homens, eram comuns. Os Gregos tinham a convicção que os melhores guerreiros eram aqueles que tinham uma maior união entre si, o que era importante num campo de batalha, logo nesse cenário, eles nunca se abandonariam. E que melhor do que um bacanal para fortalecer o espírito de equipa? Os Gregos, tal como os Romanos, reclamam o título de pioneiros dos bacanais e nos apresentam com orgulho os souvenirs alusivos, que por lá se vendem nas lojas. Limitado pelo espaço na mochila, os bacanais (pratos cerâmicos pintados) ficaram por lá, e acabei por trazer apenas um pote cerâmico com o Zeus pintado, o qual considero ter sido o meu talismã, pois alguns dias depois de regressar a casa, fechei um negócio que estava em curso há meses.

 

Burj Khalifa, Burj al Arab e Jumeirah Beach Hotel do Dubai

 

Canais de Amesterdão, Países Baixos

 

Canecas de cerveja, Munique

 

Castelo de Neuschwanstein, Alemanha

 

Cavalo de Dalarna, Suécia

 

Cristal da Boémia com o Menino Jesus de Praga

 

Dromedário,Marrocos

 

Elefante, Índia

 

Estátua da Liberdade, Nova Iorque

 

As pedras semipreciosas são uma das minhas paixões! Tudo começou por razões do foro familiar, quando decidi utilizar uma parte do último dinheiro que há muitos o meu pai me pagava mensalmente por obrigação judicial, uma pensão de alimentos, no tempo de estudante do ISEL, para comprar um objeto que o pudesse guardar para sempre. No dia em que fiz 22 anos, comprei então um obelisco de quartzo rosa. Mais tarde nas viagens que comecei a fazer, tentei sempre trazer algo feito com pedras semi preciosas, pois por paragens longínquas de onde são oriundas, os preços são bem mais baratos que por cá.

A última grande viagem que fiz passei pela Argentina e pelo Chile, dois paraísos de pedras semipreciosas. A pedra nacional da Argentina é a rodocrosita que é extremamente cara. No Chile é o lápis-lazúli, cujo preço é inferior à rodocrisita. Comprei um pinguim feito com pedras semipreciosas, de lápis-lazúli e um pouco de rodocrosita (bico). Além de pássaros em pedra também comprei budas, gatos e até mesmo dromedários! Destaco a catatua que em 1999 trouxe do Brasil, apoiada numa ametista, na altura chamada a pedra do Milénio.

 

Buda feito com pedra semi preciosa, Tailândia

 

Catatua feita com pedras semi preciosas, destacando-se a ametista, brasil

 

Gato feito com pedra semi preciosa, malaquite, Rússia

 

Pássaro feito com pedras semi preciosas, Argentina

 

Pinguim feito com pedras semi preciosas, lápis-lazúli e com o bico de rodocrosita, Chile

 

E muitas das vezes que navego na internet, escrevo estes textos e acedo às redes sociais, faço-o através da minha tablet Huawei que trouxe da China, e por acaso nela consigo até ver os vídeos das entrevistas que dei em direto para as TVs à entrada do Estádio da Luz, nos dias dos jogos do Benfica!

Que esses dias de glória voltem rapidamente assim como a rotina das viagens para longe, das memórias inesquecíveis e dos souvenirs tradicionais, de pedras semipreciosas e não só!

 

To be continued…I hope

 

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Chamo-me João Almeida, moro em Sintra (Portugal), e sou um AMANTE DE VIAGENS. Uma paixão que existe faz longos anos. A minha missão com esta página é de ajudá-lo a realizar o seu próximo destino! Saiba mais sobre mim e sobre o site.

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