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18 Dez

TÓQUIO, MAS QUE GRANDE LOUCURA!

 

Tóquio. Mas que grande loucura!

Texto & Fotos de Mário Menezes

 

Tóquio  

O Japão foi a mais louca viagem que fiz. O ano anterior tinha estado na Índia, país que não me encheu as medidas, não é “a minha praia”…Aí decidi que no ano seguinte teria de visitar um país moderno, civilizado e acima de tudo seguro, onde pudesse andar nas ruas sem ser incomodado por esquemas ou burlões. Não poderia fazer uma escolha mais acertada.

Parque Ueno

 

O Japão é perfeito! Mesmo (minha opinião) perdendo em beleza, monumentos e museus, e no modernismo dos transportes, para a China que conheci. Mas aquela sociedade na forma de estar, no seu civismo, boas maneiras, respeito pelos outros e educação supera qualquer um! E por causa desse modo de vida, com que convivi durante duas semanas,  fiquei rendido a este país, e me faz sentir um privilegiado por ter tido oportunidade de o visitar.

 

Boas maneiras no metro de Tóquio

 

O Japonês é um povo de fino trato e de boas maneiras.  Incrível como caminham todos pelo mesmo lado nos corredores das estações de metro e nas escadas rolantes, ou como fazem filas para entrar nos comboios, mesmo de longo curso. No interior das carruagens o silêncio é constante sendo inclusivamente considerado falta de boas maneiras falar ao telefone ou não o colocar em modo silencioso! O videoclip  “Rather B” dos Clean Bandit, foi filmado em Tóquio e tem uma cena passada dentro de um comboio, e por este motivo foi das mais difíceis de conseguir. Nos comboios de longo curso, o “Shinkansen”, os revisores fazem vénias sempre que passam de uma carruagem para a outra.

 

Akihabara , conhecida como Electric town

 

Transeuntes sempre disponíveis para ajudar o próximo, basta um turista tirar um mapa para se tentar orientar e alguém se disponibiliza para o ajudar e até a acompanhá-lo no caminho. As ruas são limpas como em poucos países se veem e só é permitido fumar nas ruas, em áreas autorizadas. Através das limpezas, o Japão deu uma enorme lição de vida ao Mundo durante o Mundial de futebol de 2018. Após a eliminação da sua Seleção Nacional, pela da Bélgica nos 1/8 final, a comitiva deixou o balneário impecavelmente limpo e arrumado, e os seus adeptos também recolhiam o lixo as bancadas do estádio!

 

Tokyo Tower

 

Para um turista oriundo da Europa, cidades Asiáticas como Tóquio, são “demasiadamente” modernas, e ao fim de 3 dias aquele cenário já cansa, devido aos seus arranha-céus retilíneos e às enormes avenidas onde os raios de sol não entram. Ao contrário de Tóquio, por exemplo, Xangai ou Hong Kong conseguem ser cidades “bonitas” e muito menos enfadonhas.

 

Asakusa – vista para a Skytree

 

Tóquio é um verdadeiro caos organizado que anda “a mil à hora”. O respeito pelo outro, o sentimento de interesse de equipa ser mais importante que o individual são valores enraizados naquela sociedade.
O trabalho  leva-os à exaustão e também à doença, à loucura e ao suicídio. O país do “burnout”. Eles adormecem em todo o lado. No metro, em qualquer carruagem é normal vê-los em sono profundo, até mesmo quando viajam de pé. O patrão é visto como um pai pelos seus subordinados e até adormecer no emprego é, ao contrário dos outros países, “bem visto”. Uma cultura onde tirar férias ou dias de folga ou mesmo sair à hora do trabalho é “mal visto”. As consequências deste estilo de vida estão à vista. O Japão é um dos países mais envelhecidos do Mundo e os idosos são altamente respeitados. A quantidade de lojas que vendem suplementos alimentares, vitaminas, chás e outros produtos naturais energéticos é enorme!
O conceito de “capsule hotel” nasceu disto. Não há tempo para ir dormir para casa, pois os dias de trabalho não têm hora de saída. Dormir em “capsule hotel” foi experiência que não deixei de fazer. Económico, limpo, higiénico e seguro, ideal para curtas estadas até 3 noites. E de manhã cedo, é ver os Japoneses nos balneários coletivos a vestirem fato e gravata para irem trabalhar!

 

Shinjuku – Capsule hotel – balneários

 

Shinjuku – Capsule hotel – a minha cama

 

“Only in Japan”, um slogan conhecido em todo o Mundo! Uma fonte infindável de surpresas para qualquer estrangeiro. Há coisas que só quem visitou o País do Sol Nascente consegue entender quanto podem marcar, a ponto de não deixarmos de falar nelas!  Por exemplo, a começar pelas “washlets” que tornam uma visita a uma qualquer casa de banho pública uma experiência inolvidável por mais caricato e paranoico que isso pareça! Em tecnologia e também em cidadania pois, apesar de serem locais frequentados por centenas de pessoas diariamente, tudo se encontra limpo, conservado e impecável. Impensável para a maioria dos países Europeus. Descobri há dias que também há urinóis que são autênticos “game boys”. Fazer pontaria dá pontos!  Os “cat cafe” onde eles se dispõem a pagar, cerca de 10€  para conviverem com gatos durante alguns minutos. E para isso fazem filas! As loucas máquinas de “vending”. Os salões de jogos, por cá em extinção, mas lá com vários pisos, onde pude reviver os meus anos de adolescência e as máquinas, de moeda, como cá havia nas estações do metro, que tiram fotos tipo passe, mas lá  as fotos são com motivos radicais. E também os cafés onde as empregadas servem os clientes, vestidas com roupas colegiais de jovens em tenra idade, para satisfazer certas paranoias de pessoas mais idosas.

 

WC pública-sanita com uma washlet moderna

 

WC pública-Comandos de uma washlet

 

Os efeitos no corpo e na cabeça, causados pela longa viagem de Portugal para o Japão e a diferença horária de 9 horas, demoram alguns dias a passar. O terceiro dia, após a chegada, é o mais doloroso. Ao final da tarde, manter-me acordado era um exercício complicado. Às 9 da noite aterrava na cama e por volta das 3 da manhã já se tornava difícil voltar a adormecer. Isto impediu-me de conhecer mais profundamente a louca vida noturna da cidade. Por exemplo, os salões de “Pachinko”, um jogo de azar tradicional,  e também os “cyber cafes”, onde eles passam as noites e até lá chegam a dormir. Muitos Japoneses são viciados em jogo, o que lhes destrói a vida.

 

Takeshita dori – loja de roupa Japonesa

 

Takeshita dori – Loja de máscaras

 

Tóquio foi o ponto de partida e de chegada. Pelo meio HiroshimaOsaka e Nara e Quioto e depois Sapporo foram os capítulos perfeitos desta linda epopeia Oriental.

Tóquio, como normalmente nos referimos à capital Nipónica, é tecnicamente uma área metropolitana. A maior do Mundo com quase 40 milhões de habitantes. A “Metrópole de Tóquio” assim chamada é um  aglomerado de 23 bairros, 26 cidades primárias, 5 cidades secundárias e 8 vilas. Cada qual possui um Governo Regional. Incluem-se também pequenas ilhas no Oceano Pacífico, localizadas a cerca de mil quilómetros ao Sul. Tudo Isto gerido por um Governo Metropolitano.  A sede do TMG-Tokyo Metropolitan Government localiza-se na cidade de “Shinjuku” um complexo  que engloba um arranha-céus com 243 metros de altura. O seu observatório é local de passagem obrigatória. A entrada é gratuita e a vista quer de dia quer de noite é maravilhosa.

 

TMG-OB

 

Consta-se que os Japoneses não são dados a invenções. Nem sequer a própria escrita! Eles pegam nas coisas que outros povos inventaram e melhoram-nas. Talvez por isso, do observatório do edifício do TMG, na imensidão daquela selva de pedra que parece ultrapassar a linha do horizonte, podemos observar ao longe a  “Torre Eiffel”, e mais próximo o “Empire State Building” e o “Central park”. Nada disso! Em “Shinjuku” até existe um “Central Park”, mas aquele que nós observamos é de facto o “Shinjuku Gyoen”, uma das outras áreas verdes. E os outros dois edifícios são réplicas. E até uma estátua da Liberdade existe em Tóquio! Quanto ao Empire State Building, trata-se do “NTT DoCoMo Yoyogi Building”, um edifício de negócios.

 

TMG-Observatório de noite

 

TMG

 

E foi em “Shinjuku” que dei início à descoberta desta megalópole Asiática. “Shinjuku”, é uma das cidades que constituem aquela Área Metropolitana e a mais central. As suas ruas estão imortalizadas no filme “Lost in translation” vistas do alto de um quarto do hotel “Park Hyatt Tokyo” onde a personagem principal, “Charlotte”,  interpretada por Scarlett Johansson ficou instalada. Não sendo necessário ficar alojado neste luxuoso hotel qualquer um pode desfrutar destas paisagens icónicas de forma gratuita, subindo ao observatório do TMG que fica a dois passos.

 

Shinjuku-Kabukichō

 

Shinjuku-Kabukichō

 

Em “Shinjuku” a vida noturna é muitíssimo agitada, sendo o bairro do “Kabukichō” o mais famoso. Muitos negócios do “calor da noite” são controlados pela Yakuza, a máfia Japonesa. Apesar da prostituição ser ilegal no Japão, o “Kabukichō” é conhecido por causa dela e internacionalemte chamado o “Red light district” de Tóquio. Fortemente policiado onde o turista deve abster-se dos convites para entrar em locais suspeitos onde se pratiquem coisas tidas como ilícitas. Bares, discotecas e “Karaokes” não faltam na animada noite de Shinjuku.
As ruas cheias de néons encontram-se imortalizadas em muitos filmes Asiáticos e não só. Com sorte até podemos ver ao vivo um dos heróis. Além do Godzilla, herói virtual que brilhou por aquelas ruas e que dá nome a um cruzamento. Eu quero acreditar que tirei uma selfie com o Jackie Chan. O aparato era enorme, de smartphones apontados a ele, numa aparição pública, o que me leva a crer que era mesmo o Jackie Chan. Mais tarde, pesquisando na internet consegui confirmar que sim!

 

Selfie com o Jackie Chan num evento público em Shinjuku

 

Jackie Chan num evento público em Shinjuku

 

Shinjuku – limousine

 

A rede de transportes públicos de Tóquio é gigantesca. Metropolitano, comboios suburbanos e autocarros. O metropolitano de Tóquio já foi considerado o mais moderno do Mundo, e encontra-se entre os mais extensos, existindo estações em qualquer lugar. Existem várias companhias que operam na área metropolitana, sendo muitas vezes necessário tirar novo bilhete para mudar de linha. O preço da tarifa depende do destino e mesmo que nos enganemos, ao sair da estação o torniquete não abre e é necessário pagar a diferença logo ali numa máquina automática. A rede de comboios no Japão é das que transportam mais passageiros em todo o Mundo, sendo os horários cumpridos ao segundo. Os comboios suburbanos complementam a rede de transportes.  Em “Shinjuku” situa-se a estação de comboios mais movimentada do Mundo, passando por ela cerca de 3,5 milhões de passageiros diariamente. Uma encruzilhada de linhas de comboios de longo curso, suburbanos e linhas de metropolitano, com cerca de 200 portas de saída e também uma gigantesca área comercial associada.

 

Asakusa – Nakamise Dori

 

Asakusa – Gato da sorte Japonês

 

Junto a “Shinjuku”, a “Shibuya“, outra cidade!  Local frenético, onde famoso cruzamento mais movimentado do Mundo, “Shibuya crossing” marca presença. Assim que os semáforos da estrada mudam para vermelho e os dos peões para verde, cerca de 3.000 pessoas atravessam aquelas artérias em todos os sentidos. No Japão não é comum ver peões atravessarem a estrada com o peão vermelho, mesmo que não passe nenhum veículo! Uma zona de enorme movimento, a “Times Square” de Tóquio! “Shibuya” é também o nome de uma famosa estação de comboio. Gigantesca, para não variar. Fica mesmo junto ao famoso cruzamento, sendo possível do seu interior observar o movimento das pessoas a atravessarem as ruas. “Shibuya crossing” e a sua dinâmica pode também ser observada do alto, sendo o Edifício “Magnet by Shibuya 109” o local predileto para o fazer. De dia e de noite, não pára!

 

Shibuya Crossing vista do observatório do edifício Magnet by Shibuya 109. Peão vermelho e ninguém ousa passar

 

Shibuya Crossing vista desde a estação de comboios

 

Em 1925 ocorreu ali uma história de amor sem igual. “Hachikō” um cão de raça Japonesa Akita, adotado por uma família de um professor universitário que residia por aqueles lados, todos os dias esperava ali junto à estação pelo regresso do dono ao final do dia de trabalho. Um dia o dono, na universidade, faleceu subitamente de AVC, e nunca mais voltou para casa. A família deixou de ter condições para o ter e deu “Hachikō”  para adoção. Ele nunca aceitou a sua nova família e fugia sempre para junto da estação de comboio, e esperava ali em vão pelo dono. Alimentado por transeuntes que o conheciam, viveu assim durante dez anos, vindo a falecer muito debilitado, de dirofilariose, um verme que ataca o coração. Junto à estação de  “Shibuya” existe uma estátua memorial que homenageia este grande herói e o seu amor imensurável.  Que honra foi para mim posar com esta estátua, na altura desconhecendo esta história de “Hachikō” que deu origem a um filme Japonês “Hachiko monogatari” em 1987 e posteriormente a um “remake” Americano, “Hachi” em 2009 que recentemente vi. A prova que os animais são os nossos melhores amigos e que nos dão tudo em troca de nada!

“Shibuya crossing” foi o local que marcou a hora em que vim ao Mundo, 44 anos depois.

Em “Shibuya”, o distrito de “Harajuku” é conhecido pela arte urbana colorida, pela moda, pelas suas lojas de roupa excêntrica e de máscaras.  A Rua “Takeshita dori” conhecida internacionalmente por “cat street” no distrito de Harajuku, é uma rua comercial, pedonal com cerca de 400 metros de grande romaria. Tornei-me num dos turistas do rol dos dececionados, pois gatos, nem vê-los. Mas mesmo assim não dei o tempo por perdido! Gato que é tido como um animal de sorte por aqueles lados!

 

Shibuya – Estátua memorial a Hachikō – a minha homenagem

 

O Parque” Yoyogi” com os templos da Religião do Xintoismo, constituem uma área verde que é ponto de visita obrigatório.

Em “Shibuya” e “Shinjuku”  o alojamento é muito caro. Daí que somente na última noite em Tóquio, após o regresso de Sapporo, escolhi ficar em um capsule hotel, em Shinjuku e deste modo conhecer melhor a sua vida noturna. Pena o corpo a uma certa hora pedir cama. O dia seguinte ia ser longo.Às 24 horas normais, juntar mais as 9 horas de diferença horária, de regresso a casa, passando várias horas em escala a passear por Paris.

 

Palácio Imperial- complexo

 

A minha escolha para as primeiras 5 noites recaiu no seu distrito de “Jinbōchō”, em “Chiyoda“, outra cidade que em tempos foi chamada de “Edo”. Uma zona de negócios muito sossegada onde o alojamento económico é fácil de encontrar.

Em “Chiyona” fica localizado o Palácio Imperial, cujo complexo inclui o Castelo de Edo e vários jardins e áreas verdes.

 

Chiyoda – Vista desde o complexo do Palácio Imperial

 

Castelo de Edo

 

“Akihabara” que pertence aos distritos de “sotokandae”  e “kanda sakumacho”. É a famosa “Electric town” de Tóquio. Um paraíso de lojas de artigos elétricos, eletrónicos e de telecomunicações onde todos os viajantes passam.

“Tokyo Station”, a Estação de comboios principal também fica localizada em Chiyoda. Mantendo a sua fachada original, de estilo Ocidental, pois abriu em 1914, não deixa de ser um local altamente movimentado. Foi dali que segui para Hiroshima e dei início ao meu roteiro pelo Japão.

 

Tokyo Station, posando com um monge Budista Tailandês

 

Chūō” é a cidade ao lado. Ali localiza-se o Distrito da “Ginza”. A zona das lojas de luxo. Aquelas são algumas das ruas mais caras do Mundo. Tiffany & Co, Louis Vuitton, Rolex, Dior ou Chanel são algumas das marcas de artigos luxuosos que ali podemos encontrar. O Japão também é um paraíso de compras e os estrangeiros têm a vantagem de poderem usar o regime “Tax free”.
No ponto onde a principal avenida,  a “Chuo dori” cruza com a “Harumi dori”, encontramos o “coração” deste distrito luxuoso. Ali está o Nissan Crossing, uma galeria comercial onde não poderiam faltar os veículos de alta cilindrada, desportivos da famosa marca Nipónica “Nissan”. Ali até somos convidados a sentar e tirar fotografias ao volante, que é do lado direito, conforme a circulação naquele país.

Do outro lado da rua, na diagonal, o “Wako”, outra galeria comercial cujo edifício é famoso pelos seus traços Europeus e pela sua torre do relógio que faz dele o edifício mais icónico da Ginza.

E como o Japão é um paraíso de cerveja, ali nas imediações, a famosa “Ginza Lion” onde podemos desfrutar de uma refeição típica de cervejaria ao estilo Nipónico.

 

Ginza

 

Ginza – Wako, o edifício mais famoso devido à sua torre do relógio

 

Ginza – Nissan crossing

 

Museus não são o ponto forte deste país. Nisso a China ganha-lhe de goleada, então a Europa, nem falemos. Recomendo visitar estes dois museus localizados no Parque Ueno, uma área verde muito agradável para passar parte de um dia, na cidade de “Taito“:

Museu Nacional de Tóquio onde estão expostas inúmeras peças de arte antiga Nipónica e também de arqueologia.

 

Museu Nacional de Tóquio – complexo

 

Museu Nacional de Ciência do Japão -Locomotiva na entrada principal

 

Museu Nacional de Ciência do Japão – O Akita, cão de raça Japonês famoso no Mundo

 

Museu Nacional de Ciência do Japão – Dinossauro

 

Museu Nacional de Tóquio

Museu Nacional de Ciência do Japão que relata, o contributo para a ciência e para a tecnologia, do Japão no período entre finais do século XIX e início do século XX, altura em que este país conheceu uma acelerada modernização, vindo a tornar-se uma potência mundial. Um avião produzido pela Mitsubishi e uma locomotiva a vapor destacam-se assim como as experiências científicas interativas.

Na parte da História Natural, o hall com um esqueleto de dinossauro (como em Nova Iorque) e inúmeros animais embalsamados, entre os quais um “Akita” a raça de cães, oriunda deste país, mundialmente conhecida. Na parte “Pré-histórica” ficamos a saber que se pensa, que há milhões de anos o arquipélago do Japão se desprendeu da parte continental da Ásia o que teve enorme influência nesta História milenar. Referências ao período Paleolítico, este bem mais recente, também não poderiam faltar.

À “Taito” pertence o distrito de “Asakusa”. E que bem que soube visitar esta zona depois de uns dias de exaustão com paisagem “selva de pedra”. A zona mais tradicional de Tóquio.

O “Templo de Senso-ji” é um paraíso de ancestralidade Nipónica.
Trata-se do templo budista mais antigo de Tóquio. Sofreu danos causados pelos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial, mas ainda conserva muito da sua beleza e estrutura original.
O acesso é feito pela rua comercial de estilo clássico, “Nakamise Dori” e depois  atravessando a “Porta de Kaminarimon”. Um complexo onde a arquitetura oriental, os pagodes e a côr vermelha tradicional marcam forte presença. As duas religiões, Budista e do Xintoísmo, coabitam em perfeita harmonia pois as “portas Tori” também marcam presença. Um local carregado de magia Oriental, onde os visitantes podem experimentar os rituais budistas como queimar incenso.

 

Templo de Senso-ji, Ritual Budista queimando insenso

 

Templo de Senso-ji, entrada no edifício principal

 

Complexo do Templo de Senso-ji.Porta de kaminarimon

 

Complexo do Templo de Senso-ji. Posando com jovens Japonesas com roupas típicas, na entrada de um templo da religião do Xintoismo

 

Complexo do Templo de Senso-ji. Porta de kaminarimon

 

Complexo do Templo de Senso-ji, um pagode

 

Complexo do Templo de Senso-ji, jardins

 

Complexo do Templo de Senso-ji, estátuas de Buda e um pagode

 

Saindo do complexo do “Templo de Senso-ji” e voltando à “selva de pedra” deparamos com uma das famosas torres, a “Tokyo Skytree”. Uma torre de TV, a mais alta do Mundo, com mais de 600m onde é possível subir e apreciar a vista desde o topo. Localiza-se em “Sumida”, outra cidade. O nome advém do rio que pelo qual é banhada, e desde a ponte que o atravessa podemos tirar lindíssimas fotos com a torre em grande plano e também com o edifício da Fábrica de Cerveja Asahi, uma das principais marcas de cerveja Nipónicas, com a sua chama dourada que pesa 360 toneladas!

 

Santuário Meiji

 

A outra famosa torre, localiza-se na cidade de “Minato“. A tal “Torre Eifell”. O nome é “Tokyo Tower”. Mais alta que a obra de Gustave Eiffel que se situa na “Cidade Luz”.  É outra torre de TV e que funciona igualmente como atração turística. A minha escolha para pagar (e não foi pouco!) para subir ao alto, recaiu aqui, pelas pesquisas que fiz na internet que a recomendam em detrimento da outra. O final do dia foi memorável. A paisagem, com as últimas horas de sol e depois ao cair noite,  o efeito das luzes daquela imensidão urbana a acenderem lentamente, é único, com a  Baía de Tóquio em grande destaque e as luzes da “Ponte Arco íris”, uma ponte do tipo suspensa, a acenderem ao mesmo tempo. Eram quase 18 horas e já era noite cerrada em Tóquio mas em Lisboa eram quase 9 da manhã. E lá do alto, aproveitei para fazer um vídeo em direto no Facebook, a desejar aos meus colegas do serviço um bom dia de trabalho!

 

Tokyo Tower

 

Tokyo Tower -Vista do topo

 

Tokyo Tower – Vista do topo

 

A “Minato” pertence o distrito de Odaiba. Seguramente com as vistas mais bonitas e mais pitorescas de Tóquio. Uma ilha artificial,  construída sobre resíduos de incineração, na Baía de Tóquio que até contém uma praia artificial. Acessível através de um meio de transporte futurista, comboios sem maquinista “Yurikamome” que circulam em viaduto e atravessam a “Ponte Arco iris”. Além de edifícios de arquitetura futurista, onde sobressai a sede da Fuji Television, e é lá que se encontra a Estátua da Liberdade! Aquele local por acaso, faz lembrar o DUMBO de Nova Iorque. A zona é moderna com vários hotéis de luxo, possui também um shopping onde na sua praça de restaurantes se fazem excelentes refeições económicas.

 

A caminho de Odaiba no comboio futurista Yurikamome

 

Odaiba – vista para a Ponte Arco Iris

 

Odaiba – vista para a Ponte Arco Iris e para a Estátua da Liberdade

 

Os Japoneses são os maiores consumidores de peixe do Mundo. Outrora visitar o famoso “Mercado de peixe de Tsukiji” era uma experiência sem igual. Visitantes chegavam pela madrugada e assistiam de perto, a poucos metros, aos leilões dos atuns. Um atum rabilho chega a ser transacionado por alguns milhões de Euros. Os leilões são autênticos rituais e em poucos segundos há várias licitações, e em poucos minutos  já estão vários atuns transacionados. Este mercado infelizmente encerrou e o turista jamais poderá sentir ao perto essa atmosfera tradicional.
O “Mercado de peixe de Toyosu” veio substituir o “de Tsukiji”. Novas, modernas e gigantescas instalações industriais, localizadas na cidade de “Koto“. É possível assistir aos leilões, mas ao longe, lá do alto através de um vidro, o que não é a mesma coisa! Para isso, é necessário chegar muito cedo, pelas 4h30 da manhã, altura em que ainda não estão transportes públicos a circular, somente o táxi, um meio de transporte muito caro no Japão. Indo a horas mais tardias  é possível visitar as instalações que são abertas ao público, localizadas fora das áreas de laboração, inclusivamente o local onde se assistem aos leilões, a exposição didática e as lojas que vendem enormes “facalhões” para cortar atuns, e claro, os restaurantes de peixe, onde pelas 9h da manhã já se almoça! Diga-se de passagem que, para comer sushi, é óbvio que ali é provavelmente o melhor local do Mundo!

 

Mercado de peixe de Toyosu – zona de exposição

 

Mercado de peixe de Toyosu – observatório. Lá em baixo são feitos os leilões de atuns

 

Mercado de peixe de Toyosu – loja de facalhões para cortar atuns

 

Mercado de peixe de Toyosu – almoço às 10h da manhã, provavelmente o melhor sushi do Mundo

 

O Japão é tido como dos países mais caros do Mundo, sendo Tóquio muitas vezes englobada no rol de cidades mais caras, encabeçando essa lista. Esses indicadores, contudo, não se refletem na totalidade no custo de vida do turista.

Mais caro que Tóquio são muitas cidades Europeias, por exemplo do Reino Unido, da Irlanda, da Suíça, dos Países Baixos ou dos países Nórdicos.

Os transportes em Tóquio têm um custo próximo do nível de Londres. É mesmo o mais caro. No entanto, caminhando pelas ruas, parques e jardins também se explora a cidade.

O custo da alimentação está ao nível da média dos países da Europa. É possível fazer uma refeição económica, sem bebidas alcoólicas por 15/20€. Tóquio possui cerca de 60.000 restaurantes, quase o triplo de Nova Iorque. Há oferta para todos os preços e para todos os gostos. Fica o aviso, atenção aos molhos e temperos picantes da comida Nipónica. Apesar de saborosíssima, o corpo pode não se adaptar a ela nos primeiros dias. Juntamente com o jet lag, com o efeito das diferenças de pressão no corpo proveniente das  longas horas de voo, é um autêntico cocktail explosivo que por pouco não me deixou ficar mal no primeiro dia quando regressei do Monte Fuji!

 

Máquina automática de pedido de refeições à mesa de um restaurante

 

Grelhador de mesa nas churrasqueiras

 

Máquina de vending de senhas de refeição em restaurantes económicos – display

 

Menu da Ginza Lion, uma cervejaria ao estilo Nipónico

 

Bife de kobe

 

Máquina de vending de senhas de refeição em restaurantes económicos

O alojamento económico, consegue-se na casa dos 40/45€ por noite, por um hostel com casa de banho partilhada e quarto individual, em distritos distantes dos de “Shinjuku” ou de “Shibuya”, pois nesses por esse preço só mesmo um capsule hotel. Por incrível que pareça, eu consegui dormir em Tóquio, e com melhor qualidade, pagando menos que em Madrid! Os estabelecimentos hoteleiros Nipónicos, mesmo os mais baratos, primam pela higiene, limpeza e cordialidade dos funcionários.  O pequeno-almoço, quando não faz parte do serviço, nos capsule hotel por exemplo não faz, pode ser tomado, por 5/7€, em supermercados, existindo a cadeia “7-Eleven” que vende bebidas quentes, água, sumos, fruta e diversos tipos de sanduíches embaladas. Ou mesmo os menus “breakfast” de cadeias de fast food como a McDonald ‘s.

 

Okonomiyaki

 

Ramen (sopa) e Gyoza (dumplings fritos)

 

Há diversas companhias aéreas a viajar de Lisboa para Tóquio, via outra cidade Europeia, via Dubai ou via Qatar.  Comprando a viagem com alguns meses de antecedência, é possível  conseguir tarifas a menos de 600€, ida e volta. Os Voos da Europa para Tóquio, e de Tóquio para a Europa, normalmente partem de noite. A viagem dura cerca de 12h30. Em Tóquio chegando da Europa aterra-se já de noite, assistindo durante a viagem ao nascer e ao pôr-do-sol.

Os voos que partem de Tóquio para a Europa, saindo de noite, devido aos fusos horários, são totalmente noturnos. Aterram de madrugada na Europa e escolhendo uma escala longa é possível passar esse dia a passear, por exemplo, no meu caso, em Paris.

5 dias em Tóquio deu para ter uma ideia muitíssimo bem formada da capital Nipónica, dos pontos mais importantes, no entanto estou consciente que muito ainda ficou por conhecer.

 

Vista para Sunida. Torre Skytree e edifício da Fábrica de Cerveja Asahi onde sobressai a sua chama dourada

Monte Fuji e Hakone

Quem visita Tóquio não pode perder a oportunidade de visitar o Monte Fuji e Hakone. A beleza desses locais é extraordinária e a sua mística associada também. Merecem uma estada de dois dias ou mais e assim desfrutar do descanso cercados pela natureza. Não sendo possível encaixar estes dias num roteiro pelo Japão, a melhor forma é marcar um tour de um dia desde Tóquio.Os tours têm a opção extra de regressar de comboio de alta velocidade “Shinkansen” caso haja interesse de experimentar esse meio de transporte. Não justifica pois quer voltando de “Shinkansen” como no autocarro, a chegada a Tóquio é sempre ao final do dia. No meu caso tive oportunidade de viajar no “Shinkansen” dias depois para Hiroshima. Os tours têm guia em língua Inglesa, e almoço buffete. O tempo é muito bem rentabilizado em em “passo de corrida” conseguimos visitar o mais importante, conseguindo ter uma panorâmica genérica. Para um “bate volta”fazer mais é difícil. Custa cerca de 120€, é caro, mas há que ter em conta que no Japão os transportes públicos também o são. O Monte Fuji fica a cerca de 130 Km de Tóquio, irmos por nossa conta, é possível, mas será difícil no Inverno com os dias mais pequenos visitar tudo o que o tour nos pode proporcionar.

Este dia foi muito especial. Tinha chegado ao Japão na noite anterior. Fazia 44 anos que tinha vindo ao Mundo, no entanto devido à diferença horária tive de esperar algumas horas para poder celebrar na altura exata.

Hakone – Lago Ashi

 

Monte Fuji, a montanha mais alta do Japão, tem 3776 metros de altitude. É um vulcão inativo. O maior símbolo do país.

Uma das religiões dominantes no Japão, a do Xintoismo, atribui a elementos da natureza forças místicas, logo o Monte Fuji é considerado por aquele povo, como um lugar sagrado, onde residem os espíritos mais antigos.
O topo é coberto de neve, praticamente todo o ano.

 

Monte Fuji visto ao longe

 

Monte Fuji, vista da 4ªestação

 

Existem 10 estações, ou seja, locais visitáveis, que o dividem. Os tours que transportam turistas, não vão além da 5ª estação (2300 metros de altitude). Para subir mais alto, somente em trekkings organizados, que demoram várias horas durante alguns dias, e existem somente no período de Verão quando não existe neve no topo.  É necessário equipamento especial e boa condição física para um desafio destes.
O tour que fiz, devido às condições metereológicas, com gelo na estrada, ficou pela 4ª estação. Mesmo assim, à chegada, desde o observatório, a paisagem a perder de vista, da zona do Parque Nacional Fuji-Hakone impressiona. Tirar fotos nesse cenário e também com o Monte Fuji, é tradição.

 

Monte Fuji, vista da 4ªestação

 

Hakone foi o programa da tarde. Um local famoso pelos seus lagos, suas montanhas, seus locais termais e as vistas que proporciona sobre o Monte Fuji. Navegando pelo lago Ashi, e depois subindo no teleférico até Komagatake. Lá do alto é um prazer desfrutar das vistas sobre o Lago Ashi, e também sobre o Oceano Pacífico já na linha do horizonte. Foi a primeira vez na vida que vi o Oceano Pacífico. Ao longe, mas era ele!

 

Hakone – Komagatake, selfie com vista para o Pacífico

 

Hakone – Komagatake, vista para o Oceano Pacífico

 

Hakone – Lago Ashi

 

Hakone – Lago Ashi

 

Hakone- Japão

 

Hakone-Lago Ashi visto desde Komagatake

 

Almoço Buffet no tour ao Monte Fuji e Hakone

 

LINKS

Hotel  (1ª estada) – Jimbosho, recomendo devido ao preço, qualidade, cordialidade dos funcionários, incluir pequeno almoço que começa a ser servido ainda de madrugada e pelo ambiente de turistas internacionais.
Capsule hotel (última noite no Japão) – Shinjuku.  É bem mais caro que os Capsule hotel que fiquei em Hiroshima e Sapporo. Shinjuku é uma área de Tóquio onde o alojamento é caro. É uma experiência fascinante dormir num capsule hotel. Limpo, seguro, económico e confortável. Para estadas curtas é mesmo o ideal!

Comboios

Caso optem por viajar de comboio, os estrangeiros têm oportunidade de adquirir um passe para vários dias. Caso pretendam visitar o Monte Fuji de comboio podem utiliza-lo.

Tours desde Tóquio

 

Complexo do Templo de Senso-ji – Entrada em templo da religião do Xintoísmo

 

Clean Bandit – Rather Be ft

Lost in Translation – trailer

Hachiko monogatari  (1987) -trailer

Hachi (2009) – trailer

Ginza Lion – uma cervejaria ao estilo Nipónico

 

Shinjuku. Ao fundo, o comboio a passar

 

Loja de artigos de artes marciais, em Shinjuku. Local ideal para os praticantes de Karate se abastecerem.

Waslet – apresentação

Como as casas de banho públicas me fascinaram! – Urine game

Leilão de atuns no antigo Mercado de peixe de Tsukiji

Leilão de atuns no atual Mercado de peixe de Toyosu

“Only in Japan” – canal no Youtube

 

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João Almeida

Chamo-me João Almeida, moro em Sintra (Portugal), e sou um AMANTE DE VIAGENS. Uma paixão que existe faz longos anos. A minha missão com esta página é de ajudá-lo a realizar o seu próximo destino! Saiba mais sobre mim e sobre o site.

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