23 Jun

VI-ME GREGO POR QUATRO DIAS

 

Vi-me Grego por quatro dias

Texto & Fotos de Mário Menezes

 

A Grécia é um dos países do Mundo mais ricos em História, cultura e sabedoria. É o berço da Democracia, da Filosofia e das Ciências. Os ensinamentos que trouxe à Humanidade e que a mudaram para sempre.

Um povo alegre, atencioso, afável e que muito sofreu ao longo da História, antiga e contemporânea. Invasões, guerras, e mais recentemente as crises de Dívida Externa.

Atenas-Vista da Colina Licabeto para a Acrópole e para o porto do Pireu onde fica o Estádio Karaiskákis do Olympiacos

 

Um paraíso vinícola e gastronómico. Mussaka, souvlaki, gyros, kleftiko são alguns dos deliciosos pratos que jamais esquecerei os nomes. E claro, o vinho “vinsanto” feito com uvas secas, com que os padres usam nas missas, e o “uzo”, a bebida Nacional que não convém abusar…

 

Atenas-Mussaka, o prato Nacional

 

Atenas-Souvlaki-prato típico

 

Atenas-kleftiko, borrego cozinhado em papel de pergaminho

 

Depois de no 7º e 8º ano ter tido professoras de História horríveis, com aulas expositivas, de enorme seca,  e odiar a disciplina, com o passar dos anos, e com o desejo crescente de viajar,  passei a interessar-me por saber um pouco de História, sobretudo pelo conhecimento dos países que vou visitando e que me preparo de longa data para o que vou ver e fazer, e deste modo rentabilizar ao máximo o dinheiro que gasto neste modo de vida.  A internet é uma ferramenta de enorme utilidade, onde a informação circula à velocidade da luz!

 

Atenas-Complexo Olímpico

 

Passados mais de 30 anos, o programa de História do 7º ano que tanto me afligiu, ainda é o mesmo, e o capítulo da Civilização Grega, que me dei ao cuidado de ler na íntegra num manual escolar que me emprestaram (os que tinha desses anos foram destruídos à porrada) fez-me matar esses fantasmas.

Espero que nos dias de hoje, o  programa da disciplina seja ensinado de forma mais motivadora, pois a História, ciência definida por Napoleão Bonaparte como  “um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo”  e que segundo George Orwell  ” é escrita pelos vencedores” deve ensinar-nos a criticar e não a decorar. Com esta viagem fiz as pazes com a História desse malfadado ano. Com a parte da Grécia Antiga…

 

Atenas-Museu da Acrópole

 

A Grécia sempre me acompanhou na vida académica e visitá-la era um objetivo de vida.

Na disciplina de História que tão mal me foi ensinada, na  Matemática, na Geometria Descritiva, na Física e na Química, onde as letras do alfabeto Grego são utilizadas de forma recorrente. Nas matérias,  do Princípio de Arquimedes na Física (Eureka!!!!) que dei no 9º ano, ao Cálculo diferencial e integral na Matemática que estudei até à exaustão para me formar em Engenharia, mas também em Filosofia no secundário, a Grécia Antiga foi sempre a minha companheira invisível.

“Eu sei que nada sei”, mas sei que, o que somos hoje devemos em parte à Civilização Grega.

 

Atenas-Estádio Panatenaico, pode observar-se a curvatura de todas as bancadas

 

O Teatro, a Tragédia Grega, os poetas e dramaturgos, a cultura física, também são assuntos abordados no programa da disciplina de História. A Arquitetura Grega, onde sobressaem as colunas de vários estilos.

Uma civilização com muitos Deuses, o Zeus (o nome que pus ao meu gato) é o pai de todos.

 

Atenas-Atenas-Vista para o Parthenon desde o Museu da Acrópole

 

Também há a parte das práticas sexuais em que a pedofilia, segundo eles, era consentida e por isso aceite como normal. Nos dias de hoje é um crime hediondo.

As doenças sexualmente transmissíveis não eram o que são nos dias de hoje, e os  bacanais eram práticas correntes. Todos nós sabemos que essas práticas faziam parte do modo de vida dos Gregos mas na escola isso não é referido nos programas. Pudera!!!! Essas práticas de sexo em grupo, entre homens, eram comuns. Os gregos tinham a convicção que os melhores guerreiros eram aqueles que tinham uma maior união entre si,  o que era importante num campo de batalha, logo nesse cenário, eles nunca se abandonariam. E que melhor do que um bacanal para fortalecer o espírito de equipa? Os Gregos, tal como os Romanos, reclamam o título de pioneiros dos bacanais e nos apresentam com orgulho os “souvenirs” alusivos, que por lá se vendem nas lojas.
Souvenirs, limitado pelo espaço na mochila, acabei por trazer apenas um pote cerâmico com o Zeus pintado, o qual considero ter sido o meu talismã, pois alguns dias depois de regressar a casa, fechei um negócio que estava em curso há meses.

 

Atenas-Souvenirs alusivos aos bacanais

 

Para a maior parte dos turistas, a Grécia, é sobretudo um destino de praia devido às suas inúmeras ilhas paradisíacas. Atenas é apenas uma curta passagem, a menos que se trate de algum “expert” em História, e com arcabouço cultural para ver tantas pedras, que segundo os Historiadores, elas são todas diferentes e falam connosco!  Nesse aspeto, a Grécia continental, tem muito mais que Atenas para satisfazer esse tipo de visitante. E como o Império Grego era gigantesco, na Europa há imensas coisas para visitar, e diversos países, onde a cultura Grega está intrinsecamente presente.

 

Atenas Estádio Panatenaico

 

E foi assim que programei esta escapadela de 4 noites (3 dias) à Grécia. Comprando, com cinco meses de antecedência uma passagem aérea em promoção, por pouco mais de 90€, ida e volta a Atenas desde Lisboa, para o início de Novembro de 2019, e com um mês de antecedência, as passagens aéreas de Atenas para Santorini, ida e volta por 40€. Duas noites em cada um destes locais o que deu em tempo útil 3 dias para Atenas e 1 dia para Santorini. Esse tempo foi muito bem aproveitado e chegou perfeitamente.

 

Atenas – Estádio Panatenaico-museu-tochas olímpicas dos Jogos Olímpicos de Verão

 

Atenas era o objetivo principal desta viagem, mas nesses dias era também possível satisfazer o desejo de conhecer uma das Ilhas. De barco, fazendo uma viagem diurna e outra noturna, era o meu desejo, mas nessa altura do ano os horários eram impossíveis de conjugar com o tempo disponível, tive então de optar pelo avião. Dado tratar-se de época baixa, as tarifas aéreas de Atenas para as Ilhas são bastante atrativas.

Esta foi então uma escapadela de Outono com muito sabor a Verão!

 

Atenas-vista da Colina Licabeto-a imensidão de casas brancas que constitui a cidade

 

ATENAS

Os 3 dias (2 noites) que passei em Atenas foram mais que suficientes para ter uma panorâmica geral da cidade e conhecer os seus locais mais importantes.

Atenas é uma cidade grande, com mais de 3 milhões de habitantes que se distribuem em longa extensão, visto ser proibido construir acima dos 32 metros de altura e em breve esta limitação vai passar para os 21 metros, em nome da proteção da vista sobre a Acrópole, considerada mais que um monumento, um símbolo Nacional. E quando subimos à Acrópole ou à Colina Licabeto, observamos um amontoado a perder de vista, de edifícios brancos.

 

Atenas- vista da Colina Licabeto ao anoitecer

 

A maior parte dos locais mais importantes estão concentrados numa pequena área próxima da Acrópole, sendo facilmente acessíveis caminhando. De dia e de noite é muito interessante percorrer aquelas ruas dos bairros típicos de Plaka e Monastiraki, cheias de turistas, onde abundam os restaurantes, hotéis, bares e espaços de diversão noturna, e também observar, ao perto e ao longe, os monumentos iluminados.

Dia de todos os Santos, que por cá voltou a ser feriado, e já anoitecia quando aterrei no aeroporto Elefthérios Venizélos. De metro até à Praça Syntagma são cerca de 45 minutos.

A minha primeira paragem. Em frente ao edifício do Parlamento Helénico, a praça que durante os tempos da Crise de 2010 era o centro do Mundo. Revoltas e manifestações contra as políticas de austeridade. Todos os dias nas TVs as imagens dali passavam em “prime time”.
Várias vezes ao dia e também de noite, é possível assistir de perto ao render da guarda. Os guardas, aprumados com o uniforme dos soldados que lutaram na Guerra da Independência contra os Turcos, fazem aquela estranha coreografia batendo no chão com aqueles tamancos nos pés.

 

Atenas-Praça Syntagma

 

Ali mesmo ao lado fica o bairro da “Plaka”, onde escolhi ficar alojado. Comparado pelos turistas Portugueses ao Bairro Alto de Lisboa, dada a sua vida boémia e chamado pelos Gregos como o “Bairro dos Deuses” dada a proximidade com a Acrópole. E foi mesmo numa subida da Acrópole que nessa noite terminei o dia de férias.

 

O dia seguinte começou no Templo de Zeus Olímpico, ou melhor, naquilo que resta do que foi o maior de todos os templos Gregos. É possível observar esse complexo de fora, de dia e de noite. Entrando, paga-se e é possível observar de perto aquelas pedras.

 

Atenas-Templo de Zeus Olímpico

 

Saindo e atravessando a estrada encontramos os Jardins Nacionais onde se destaca o Zappeion, um edifício de arquitetura neoclássica, usado durante os Jogos Olímpicos de Verão, de 1896 como sala principal das provas de esgrima, nos de 1906 como  Aldeia Olímpica e nos de  2004 como Centro de Imprensa. Atualmente funciona como local de cerimónias oficiais.

 

Atenas-Zappeion

 

Atenas-Jardins Nacionais

 

O Estádio Panatenaico fica a poucas centenas de metros. Este estádio, também conhecido por Calimármaro, dado a sua construção inteiramente em mármore branco do Monte Pentélico, é um dos estádios mais antigos do Mundo. Possui capacidade para 50.000 espetadores. Aqui decorre a cerimónia do acendimento da chama olímpica, que depois circula pelo Mundo fora até se fixar no país organizador. É um estádio de atletismo, a pista de tartan mede na mesma os 400 metros, apesar de ter dimensões maiores em comprimento e menores em largura em relação aos estádios olímpicos. Possui também uma zona “VIP”, constituída em cadeiras em mármore esculpidas, sendo os locais ocupados, em tempos, pela família Real. A sua forma é em ferradura, dado um dos topos não possui bancadas.  Da bancada do outro topo, podemos verificar que toda a sua forma é curvada, embora pareça reta na maior parte. Nos Jogos Olímpicos de 2004, sediou a competição de tiro com arco e a chegada da maratona masculina e feminina. A zona que albergou os balneários está atualmente afeta a um museu sobre as Olimpíadas que é possível visitar.
Recentemente o estádio é usado somente para atos solenes, como cerimónias de celebrações de conquistas importantes do desporto Grego, como a vitória no Europeu de Futebol de 2004 da Seleção Grega.

 

Atenas Estádio Panatenaico

 

Atenas Estádio Panatenaico-túnel de acesso

 

Atenas – Estádio Panatenaico-estátuas

 

Atenas Estádio Panatenaico visto da bancada topo

Atenas-Estádio Panatenaico-lugares destinados aos reis

 

Atenas tem vários estádios e vários clubes de futebol: AEK, Panathinaikos e Olympiacos são os maiores. Em 3 dias era impossível visitar todos. Assim, a minha escolha recaiu no Estádio Olímpico. Integrado no Complexo Olímpico, que foi sede das Olimpíadas de 2004. Uma zona da cidade que foi remodelada, por Santiago Calatrava com vários pavilhões onde se disputaram diversas provas da competição. As estruturas metálicas constituintes desses locais, que fazem lembrar a nossa Gare do Oriente,  de momento apresentam sinais de abandono e degradação, sobretudo pelos pontos de corrosão visíveis, o que compromete a segurança. Lá como cá, a manutenção não é prioridade, e estas infraestruturas são sempre construídas com objetivos políticos com esbanjamento de dinheiros públicos sem preocupação com os custos futuros de conservação. Os Gregos como povos do sul da Europa têm caraterísticas comuns.

 

Atenas Estádio Panatenaico-pódium

 

O estádio Olímpico de Atenas que tive a oportunidade de visitar por dentro, é mais um que engrandece o meu palmarés de estádios de futebol pelo Mundo fora.  Ao entrar, ao olhar o tapete verde mesmo à minha frente, revivi como se estivessem ali a acontecer, os jogos das finais da Champions em que o Milan venceu, com grandes golos de Massaro, Savićević e Desailly o “Dream team” do Barcelona em 1994 e em 2007 com Inzaghi a bisar perante o Liverpool. O Estádio Olímpico também tem sido casa do AEK e do Panathinaikos. Fica localizado fora da zona histórica e é acessível de metro.

 

Atenas-Complexo Olímpico, os sinis de corosão e abandono das infraestruturas

 

Atenas-Complexo Olímpico e vista para o Estádio Olímpico

 

Atenas-Estádio Olímpico-exterior

 

Atenas-Estádio Olímpico-interior

 

O início da tarde foi passado no bairro Monastiraki, onde almocei “moussaka”, o prato Nacional da Grécia. Um bairro de compras com muitas lojas e que alberga um mercado com aspecto similar ao dos “souks” Árabes, onde o “regatear”  é usual devido à Influência Turca nos costumes Gregos.
Daqui segui para a Colina Licabeto onde terminei o dia. Acessível de metro, e depois de uma caminhada com cerca de 1,5Km, de funicular até ao topo. A melhor vista sobre a cidade. O ponto mais alto de Atenas. Dali podemos ver a imensidão branca que é capital Grega, lá ao fundo o porto de Pireu, e o Estádio Karaiskákis onde joga o Olympiacos que sobressai pela sua cor vermelha. A Acrópole fica em frente a nós, mas mais em baixo. Ali o pôr-do-sol tem mais encanto e nessa altura é feita a cerimónia do arriar da bandeira Grega, numa manifestação de enorme orgulho Nacional, o que que carateriza o povo Grego. Este foi o ponto da cidade que mais me encantou e foi perfeito para terminar o dia.

 

Atenas-Bairro de Monastiraki

 

Atenas-Acrópole vista da Colina Licabeto

 

A manhã seguinte foi dedicada à Acrópole. Era o primeiro Domingo do mês e a entrada foi gratuita, nos outros dias paga-se 20€.  É daqueles locais que se visita uma vez na vida pelo que justifica o elevado preço. O Parthenon, ou melhor, as ruínas do que ele era, lá no alto tem lugar de destaque. As colunas gregas ainda existentes sobressaem os seus estilos. Há capitéis espalhados pelo chão, e muitas pedras de elevado valor arqueológico mas que para o comum visitante ao fim de pouco tempo já começa a ser mais do mesmo.

 

Atenas-Colina Licabeto vista da Acrópole

 

Atenas-Acrópole-Parthenon

 

Atenas-Acrópole-Odeão de Herodes Ático

 

Atenas-Acrópole-Parthenon-capiteis amontoados

 

Atenas-Acrópole-Parthenon-pormenor das colunas de Arquitetura Grega

 

O complexo da Acrópole, à medida que subimos vamos encontrando locais de culto, onde destaco o Odeão de Herodes Ático e o Teatro de Dionísio que foi o mais importante dos teatros da Grécia Antiga, e é considerado o berço do Teatro ocidental e da Tragédia Grega. Os gatos são animais que abundam pela Grécia e são muito acarinhados nestes países do Mediterrânicos, devido à influència Muçulmana. Consta-se que quando o profeta Maomé esteve para ser atacado por uma cobra venenosa, um gato o salvou! Jamais esqueço um gato muito brincalhão e malandreco que encontrei aqui. Um animal de alto status, pois podia percorrer aquelas bancadas e locais que são vedados ao público.

 

Atenas-Acrópole-Parthenon

Atenas-Parthenon visto desde o Templo de Zeus Olímpico

Lá do alto a vista da cidade com aquele enquadramento monumental é encantadora, única e inesquecível.

 

Atenas-Vista para o porto Pireu desde a Acrópole

 

Atenas-Templo de Zeus Olímpico visto desde a Acrópole

A Ágora Romana foi a paragem seguinte. Situada no bairro de Plaka, o local onde nos tempos da Grécia Antiga era uma praça pública, e  o centro da vida social, política e comercial.

 

Atenas-Ágora Romana

 

O almoço nesse dia foi “kleftiko”,  um prato de borrego cozinhado em papel de pergaminho. A tarde começou no Museu da Acrópole,  um edifício inaugurado em 2009, construído em aço, cristal e cimento  cujo design foi estudado para aproveitar ao máximo a luz natural. Alberga uma coleção de peças pertencentes aos diferentes monumentos da Acrópole.

 

Atenas-Museu da Acrópole

 

Atenas-Museu da Acrópole

 

Atenas-Museu da Acrópole

 

Atenas-Museu da Acrópole-objetos típicos cerâmica

 

A Colina das Musas, também conhecida por Colina de Filopapo  foi o último local que visitei. No topo encontra-se o Monumento de Filopapo, o mausoléu de Caio Júlio Antíoco Epifanes Filopapo, que foi um príncipe do Reino de Comagena  e que se tornou um dos mais proeminentes gregos do Império Romano. Caminhando por aqueles trilhos, com a ajuda do GPS, é possível encontrar uma antiga masmorra, chamada “Prisão de Sócrates”, onde se crê que esse grande filósofo viveu ali os últimos dias depois de condenado à morte.

Atenas-Prisão de Sócrates na Colina das Musas

A caminho do aeroporto voltei a passar na Praça Syntagma e desfrutar pela última vez da cerimónia do render da guarda. E foi assim que me despedi de Atenas. A caminho de Santorini, a paragem que se seguiu.

 

Atenas-Praça Syntagma-guardas

 

Links

Voos: Companhia aérea Grega, com voos diretos de Lisboa para Atenas.

 

Hotel: Escolhi este hotel (ver aqui), localizado no coração de Atenas, bairro da Plaka, pertíssimo da Acrópole. É mais um hostel que um hotel. Económico e agradável, sobretudo pela presença de gatos de estimação dos proprietários.

 

Atenas- vista da Colina Licabeto ao pôr do sol

 

Página oficial do Ministério da cultura e desporto da Grécia- Ver aqui.

Transportes públicos em Atenas- ver aqui.

 

SANTORINI

A escolha de uma das Ilhas Gregas para juntar a este passeio foi Santorini. A Ilha mais famosa e visitada de todas. Um dia inteiro serviu para explorar alguns dos seus pontos principais.

 

Santorini-Oia ao pôr do sol

 

A manhã foi passada em Fira, desfrutando das vistas maravilhosas para mar Egeu, onde as águas azuis contrastam com as casas brancas, percorrendo os passadiço até ao Rochedo Skaros, zona Oeste da ilha. Ao perto vemos as Ilhas de Nea Kamen e de Thirassia que é possível visitar em tours, mas seria necessário ficar mais um dia.

 

Santorini-Fira junto ao mar Egeu

 

Santorini-Fira junto ao mar Egeu

 

Santorini-Fira junto ao mar Egeu

 

Santorini-vista de Fira desde o Rochedo Skaros

 

Santorini-Fira junto ao mar Egeu

 

Santorini-Fira-Uma sala de cinema sui generis

 

Seguiu-se visita ao museu do vinho localizado no interior da ilha, sendo considerado um dos 10 melhores museus vinícolas do Mundo. A visita dá direito a prova de vinhos. Um museu com várias zonas, um labirinto de 300 metros, a 8 metros de profundidade, que nos mostram a história da produção de vinho naquela ilha. O facto de se tratarem de terras de origem vulcânica, torna este “néctar dos Deuses” por ali produzido com caraterísticas especiais.  A produção de vinho foi muito importante na Economia da Ilha. As trocas comerciais entre a Grécia e a Rússia no tempo dos Czares, de vinho por madeira que era usada para fabrico das pipas. O vinho era enviado para Odessa (atualmente  na Ucrânia) e as trocas comerciais eram por via marítima. A Revolução Bolchevique pôs fim a estas relações comerciais.

 

Santorini-Museu do vinho

 

Santorini-Museu do vinho-Prova de vinhos da região

 

À tarde um mergulho na praia Kamari, que fica a Este. Aqui  fiz o meu encerramento da minha época balnear 2019. Tudo isto foi percorrido a pé e ao final do dia, apanhei daqui um autocarro para a Oia, a Norte de Fira, local em que o pôr-do-sol é considerado o mais bonito da Ilha. Ainda cheguei a tempo de o contemplar e ao início da noite percorrer aquelas ruas com lojas de souvenirs típicos e com alguns turistas pelas ruas, ao contrário de Fira, onde as ruas já estavam quase desertas, pois estávamos em época baixa.

 

Santorini-Praia Kamari

 

Santorini-Praia Kamari

Mesmo em época baixa, as paisagens não perdem a sua beleza e arrisco-me a dizer que para visitar Santorini, que não é propriamente uma estância de praia, pois as mesmas são de cascalho, é a altura ideal. Podemos desfrutar das paisagens sublimes que a natureza nos proporciona, sem sermos incomodados com multidões e tudo se aproximará das nossas expectativas. Os preços muito mais baixos que no Verão, das viagens de e para a ilha desde Atenas,  dos hotéis devido à maior oferta de camas disponíveis e também dos restaurantes.

 

Santorini-vista para a Ilha vulcânica de Nea Kameni, desde o Rochedo Skaros

 

Ao jantar escolhi um guisado de búfalo. Mais uma iguaria da Gastronomia Grega que experimentei, desta vez para me despedir destes dias maravilhosos.

 

Santorini-Guisado de búfalo

 

Santorini-Um petisco de queijo feta

 

Links

Voos: Volotea e Olympic Air são algumas das companhias aéreas que voam de Atenas para Santorini. Utilizei a primeira para ida e a segunda para volta. Paguei respetivamente 9€ e 30,77€.

Santorini-Os famosos burros

 

Ligações marítimas » ver aqui.

 

Santorini-Vista para a Ilha de Thirassia

 

Hotel: Este aparthotel (ver aqui) foi onde escolhi ficar. Staff atencioso, boa localização e possibilidade de marcar tours. É possível marcar também online o transporte de e para o aeroporto.

 

Santorini-Oia ao pôr do sol

 

Para alojamento, consulte aqui.

Para programas de viagem, consulte aqui.

 

 

João Almeida

Chamo-me João Almeida, moro em Sintra (Portugal), e sou um AMANTE DE VIAGENS. Uma paixão que existe faz longos anos. A minha missão com esta página é de ajudá-lo a realizar o seu próximo destino! Saiba mais sobre mim e sobre o site.

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