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24 Mar

ALGUNS DOS MAIS IMPORTANTES MONUMENTOS PELO MUNDO

 

ALGUNS DOS MAIS IMPORTANTES MONUMENTOS PELO MUNDO

Texto & Fotos de Mário Menezes

 

Tal como os museus, os monumentos são alguns dos ex-libris das cidades, dos países, dos continentes, até mesmo do Mundo, pois alguns são considerados Património da Humanidade. São por isso locais bastante procurados e de romaria de milhões viajantes à escala global. Quem os visita fá-lo independentemente de ser ou não perito em arte, arquitetura ou em qualquer outra área científica ou artística. Fá-lo muitas vezes para desfrutar de uma vista panorâmica. Posar junto dos monumentos, tirar selfies com eles também é um ritual de qualquer viajante. Publicar nas redes sociais, também é tradição. Muitos monumentos acabam por ser também museus, tanto pelo seu exterior como pelo seu interior. Muitos albergam obras de arte, algumas inamovíveis, mas com valor incalculável.
Grandiosos monumentos existem pelo Mundo fora. Uns mais antigos, outros mais recentes. Não devemos esquecer que muitos foram erigidos com recurso a trabalho de escravatura, sacrificando diversas vidas humanas. Desde os tempos dos faraós aos tempos da televisão a cores.

Dos mais de 50 países em que estive, tive a oportunidade e o privilégio de ter visitado alguns dos mais famosos monumentos que escreveram História e que são ex-libris de vários países, cidades ou continentes. Seria impensável mencionar todos.
Aqui segue uma lista dos que considero como os mais importantes.

 

Torre Eiffel – Paris – França 

 

Um ex-libris de Paris, de França, da Europa também. Consta-se que é o monumento mais visitado em todo o Mundo.

Medindo cerca de 324 metros de altura, é o edifício mais alto da cidade, tendo sido até 1930 o edifício mais alto do Mundo. Foi construída para a Exposição Universal de 1889, que iria comemorar o centenário da Revolução Francesa. É uma obra de arquitetura, mas também de engenharia e acima de tudo é considerada uma obra de arte, que herdou o nome do seu autor, o Engº Gustave Eiffel. Nós Portugueses temos orgulho de possuir no nosso país obras projetadas por Gustave Eiffel, sendo a Ponte de D. Maria Pia no Porto a mais famosa, e por um dos seus discípulos, como é o caso do Elevador de Santa Justa em Lisboa.

A sua iluminação é considerada como uma obra de arte e encontra-se protegida por direitos de autor, sendo por isso proibido tirar fotos à Torre Eiffel de noite, e sobretudo divulgar essas imagens para fins não privados.

Ao chegar ao cimo da Torre Eiffel e desfrutar da vista panorâmica sobre Paris, com o Rio Sena, as suas pontes, os jardins, as avenidas e os edifícios famosos como por exemplo o do Museu do Louvre, cidade imortalizada no romantismo do cinema e da música, o viajante sente que atingiu um dos patamares mais supremos a que poderia ambicionar.

Na primeira vez que visitei Paris, não foi possível subir ao cimo da Torre Eiffel, tive de ficar pelo 2º piso. Uma lacuna que durou mais de 30 anos e mais de 30 países estrangeiros visitados.

Era um menino e regressei a Paris já homem, com tantas voltas dadas nas viagens da vida, tantos objetivos concluídos e finalmente cheguei ao cimo da Torre Eiffel. Sublime!

 

Torre Eiffel, Paris, França

 

Arco de Triunfo – Paris – França 

 

Muitas cidades possuem um monumento semelhante, em Lisboa por exemplo existe um na Rua Augusta, mas o Arco de Triunfo em Paris, no centro da Praça Charles de Gaulle é o mais importante. Inaugurado em 1836 em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, contém os nomes de 128 batalhas e de 558 generais gravados. Na sua base, situa-se o Túmulo do Soldado Desconhecido, um local existente em vários monumentos patrióticos para honrar os soldados que morreram em tempo de guerra sem que os seus corpos tenham sido identificados.

A Praça Charles de Gaulle, também chamada Praça “de l’Étoile”, é talvez a rotunda mais célebre em todo o Mundo. Ali confluem 12 avenidas, razão pela qual foi, originalmente chamada “L’Étoile” (Estrela). Uma das avenidas são os famosos Champs Élysées, uma avenida única e que é replicada em muitas cidades pelo Mundo fora.
O Arco de Triunfo é o segundo monumento mais representativo de Paris. É possível visitar o seu interior onde existe um centro interpretativo sobre a sua construção, e subir ao topo. Fi-lo em 1983. Numa das vezes que regressei a Paris, limitei-me a tirar uma foto junto ao túmulo do Soldado Desconhecido, onde teria estado cerca de 36 anos antes. Subir ao topo é um dos próximos objetivos, pois Paris é também uma passagem para viagens a destinos mais longínquos.

 

Arco de Triunfo, Paris, França

 

Notre Dame – Paris – França

 

Existem diversas igrejas chamadas de “Notre Dame”, com arquitetura muito semelhante, espalhadas por diversas cidades Francesas, mas a Notre Dame de Paris é a mais importante.
Situa-se no famoso bairro de “Saint-Michel” numa ilha, a “Île de la Cité”, que é o lugar onde se fundou Paris.
Construída entre 1163 e 1245 é uma das catedrais Góticas mais antigas do Mundo. O nome da catedral é dedicado à Virgem Maria. Com 8 séculos de História, foi local de importantes acontecimentos, como por exemplo, a coroação de Napoleão Bonaparte, a beatificação de Joana D’Arc e a coroação de Henrique VI da Inglaterra.
Em Abril de 2019, sofreu um grave incêndio que provocou danos significativos no telhado e derrubou a agulha da torre principal.  Era possível visitar o interior onde os vitrais se destacam, os seus jardins, onde se encontra uma estátua de Joana D’Arc e do Papa João Paulo II e subir às torres, desfrutando da vista sobre o bairro de “Saint-Michel”.
De momento encontra-se encerrada. O Mundo espera ansiosamente pelo regresso Notre Dame de Paris ao caminho dos viajantes!

 

Paris, Notre Dame, França

 

Palácio de Versailhes – Versailhes – França 

 

“À grande e à Francesa” e “Se não têm pão comam brioches” são duas célebres frases que nos ajudam a compreender a História de França. Expressões indissociáveis de Versalhes.
Há no Mundo Palácios mais impressionantes e grandiosos que Versalhes, por exemplo em São Petersburgo na Rússia, os próprios Franceses reconhecem isso. Mas Versalhes é provavelmente o palácio mais visitado do Mundo!

O Palácio de Versalhes situa-se como o nome indica, em Versalhes, uma antiga aldeia rural, atualmente uma cidade nos arredores de Paris.

Em tempos foi um pavilhão de caça, tornou-se o centro do “Antigo Regime”, onde residiam os Monarcas Absolutistas. Ali eles podiam viver de forma abastada, resguardados e bem longe de Paris, onde os tumultos e doenças de uma cidade apinhada eram recorrentes. A grandeza da sua construção fala por si: 2153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1250 lareiras e 700 hectares de parque.
Na visita ao Palácio de Versalhes percorremos diversas salas e corredores enormes, onde se destaca a Capela e os Grandes Aposentos do Rei e da Rainha, cuja decoração sobressai. A Galeria dos Espelhos, é outro dos locais de destaque, com os seus 73 m de comprimento, possuindo 375 espelhos, foi o lugar onde em 1919 foi assinado o Tratado de Versalhes, que pôs fim à I Guerra Mundial. Os seus jardins, os “Jardins de Versalhes” são famosos em todo o Mundo. A sua construção durou cerca de 40 anos. O local era ocupado por bosques e terreno pantanoso, tendo sido necessários milhares de homens para transportar terra e todo o tipo de árvores. Nos Jardins de Versalhes, destaca-se o “Grand Trianon”, um pequeno palácio de mármore rosa, local onde Maria Antonieta, esposa de Luís XVI, os monarcas depostos pela Revolução Francesa, desfrutava de uma vida simples e campestre. De Abril a Outubro é possível assistir a espetáculos em que a água das fontes se movimenta ao ritmo da música.

 

Palácio de Versailhes, França

 

Palácio de Versailhes, França

 

Abadia do Monte de Saint Michel – Monte Saint Michel – França 

 

Situada na região da Normandia, numa localidade chamada de Monte de Saint Michel, é o monumento mais visitado em França, fora de Paris. Trata-se de um santuário em homenagem ao arcanjo São Miguel (Michel em Francês).

Tudo começou no ano de 709 quando o Bispo Aubert, de Avranches teve um sonho. Nesse sonho, o Arcanjo Miguel apareceu-lhe e pediu-lhe que construísse uma ali uma abadia. O sonho repetiu-se e o Bispo Aubert voltou a não lhe dar importância. Pela terceira vez, o Bispo voltou a sonhar com o Arcanjo Miguel e desta vez, o Arcanjo deve ter perdido a paciência, e fez-lhe um buraco na testa com o dedo. Então o Bispo Aubert percebeu que não se tratava de um simples sonho e ordenou ali a construção de uma igreja numa rocha que se encontrava abandonada. Em 966, o duque da Normandia ali estabeleceu uma comunidade de monges beneditinos. Estes, desde o ano 1000 foram construindo uma abadia pré-romana e uma pequena vila ao seu redor. A abadia sofreu várias ampliações ao longo dos séculos, sendo protegida por muralhas durante a Guerra dos Cem Anos, tornando-se uma fortaleza inexpugnável que resistiu a todas as tentativas dos Ingleses de tomá-la, e constitui-se assim num símbolo de identidade nacional. Durante a Revolução Francesa a abadia foi utilizada como uma prisão para dissidentes políticos. Era um local horrível de onde fugir era impossível! Em 1863 devido à pressão da opinião pública, nomeadamente de diversos intelectuais, entre os quais, o escritor Victor Hugo, a prisão foi desativada. Ao longo dos anos tem sido um local de peregrinação, pois acima de tudo é um local religioso que inspira espiritualidade.
A visita ao seu interior inclui os acessos, a igreja românica lá no alto com estátua em ouro do Arcanjo Miguel que fica situada a 156 metros de altura, abençoando aquele local. O interior da Igreja, o refeitório, os claustros, os jardins e a sala dos Cavaleiros são alguns dos seus pontos altos.

A vista panorâmica do alto dos 80 m da plataforma, para o Canal da Mancha, para as duas regiões, Normandia e Bretanha e para as areias movediças que cercam a ilha que podem ser observadas com a maré vazia, são soberbas.  Conseguimos também observar várias pessoas caminhando por aquelas areias movediças em grupos organizados.

 

Monte Saint-Michel, deck de madeira e estrada de acesso à ilha

 

Castelo de Neuschwanstein – Füssen – Alemanha 

 

Na Baviera, cuja capital é Munique, lindíssima cidade, também considerada a capital Mundial da Cerveja, Fussen, que se localiza a cerca de 130Km, famosa pelos castelos de Hohenschwangau e de Neuschwanstein é o destino mais belo da Alemanha. Os visitantes visitam ambos os castelos, mas a beleza do Neuschwanstein, ofusca qualquer outro. Trata-se do edifício mais fotografado da Alemanha. A zona com o enquadramento dos castelos, lagos e montanhas, é carregada de magia, talvez por isso o Castelo da Cinderela, figura de ficção da Walt Disney, presente em todos os parques assim chamados, nele se inspira.

No século XIX a Baviera era um reino. O Castelo de Hohenschwangau foi residência oficial de Verão, e aqueles lados, zona de caça, do Rei Maximiliano, da sua esposa Maria, e dos seus dois filhos: Ludwig que mais tarde se tornou o Rei Ludwig II e Otto que mais tarde se tornou o Rei Otto. Ambos tinham distúrbios mentais graves. Foi pela admiração que sentia por Richard Wagner, que Ludwig mandou construir o Castelo Neuschwanstein. No fundo é uma história de amor, segundo se consta, apenas espiritual e não físico, entre dois homens que tão bem é explicada, com muitos eufemismos, nos audioguias, durante a visita ao interior, à medida que percorremos as salas. A visita é impressionante, e tem o seu ponto mais alto quando entramos na Sala de trono. No interior do Castelo de Neuschwanstein é proibido tirar fotos. Talvez para fazer a vontade ao Rei Ludwig, que expressou o desejo de que o seu castelo, onde tão pouco tempo viveu, não fosse visitado por curiosos.

 

Castelo de Neuschwanstein-Füssen – Alemanha

 

Palácio do Parlamento – Bucareste – Roménia

 

Para quem tem hoje mais de 45 anos, Nicolae Ceaușescu é um nome que nunca esqueceu.
Estávamos em 1989, no dia de Natal, o execrável ditador era executado por crimes contra o povo. A Roménia foi o único país do Leste Europeu, onde o Regime Comunista terminou com sangue.

No coração de Bucareste sobressai o enorme Palácio do Parlamento, o segundo maior edifício do Mundo. A obra que Ceaușescu mandou erguer, à custa do sacrifício do seu povo, à fome, a privações e humilhações, para satisfazer os seus caprichos. Ceauşescu chamou-lhe Casa da República, mas muitos Romenos chamaram-lhe Casa do Povo.
Atualmente ali funciona a Câmara dos Deputados e o Senado. Dada a enormidade do edifício, as diversas galerias e salões são usados para conferências e outros eventos.
A visita guiada ao seu interior que dura cerca de 2 horas é apenas a uma pequena parte do mesmo. Nem os próprios guias conhecem a totalidade do edifício com mais de 1000 salas, cada uma com a sua decoração própria,12 pisos de altura e 8 subterrâneos (4 ficaram por concluir) e uma arquitetura exterior inspirada em Palácios que o ditador visitou quando se deslocou à China e à Coreia do Norte. Construído exclusivamente por materiais oriundos da Roménia (país com enormes recursos) e com os serviços dos melhores arquitetos e engenheiros nacionais e internacionais ligados ao Partido Comunista Romeno e a mão de obra em regime de escravatura do povo, trabalhando até socumbir. Uma das salas interiores, não possui janelas, para que Ceaușescu pudesse ali dentro escutar bem alto aqueles que lhe batiam palmas. Possui também várias salas de teatro que eram frequentadas pelos cabecilhas do Partido, onde assistiam a grandiosos e exclusivos espetáculos. Possui escadarias inspiradas no Palácio do Hermitage de São Petersburgo e corredores ao estilo do Museu do Louvre de Paris. A varanda com vista para a célebre “Boulevard Unirii”, a avenida feita à imagem dos Champs Elysées onde dois factos marcaram a história: Um foi o dia que Ceaușescu ali chegou e disse que aquela avenida era pequena e que deveria ser prolongada até perder de vista. Foram então expropriadas ainda mais habitações e várias igrejas foram transladadas, uma delas a “Mihai Voda” que foi movida para 285 metros do seu local de origem. O outro, foi em 1992 quando Michael Jackson visitou a Roménia e dali do alto se dirigiu aos fans dizendo “Hello Budapest!”, confundindo a capital da Roménia com a da Hungria.

A visita ao interior coloca-nos com um sentimento de estupefação e revolta que vai aumentando à medida que se percorrem as diversas salas. É de facto muito difícil imaginar os limites da natureza humana. O egoísmo, a presunção e a maldade!
Quando Ceaușescu foi executado, menos de 80% da obra estava concluída. Não foi demolido após a queda do regime pelo facto da sua demolição ser mais onerosa que mantê-lo erguido ao longo dos anos.

 

Palácio do Parlamento, Bucareste, Roménia

 

Palácio do Parlamento, Bucareste, Roménia

 

Convento de Santa Maria das Graças – Milão – Itália 

 

Milão, não sendo propriamente uma cidade bonita, pois é sempre escura e os habitantes são sisudos, consegue atrair-nos pelo seu charme. É a capital Mundial da moda, possui um nível de vida alto, com as ruas mais caras do Mundo vendendo artigos de luxo, como é o caso da Via Monte Napoleone, onde as lojas de roupa de marcas de costureiros famosos dominam. Também a Ópera, que por sinal nasceu em Itália, é património da cidade, estando o “Teatro alla Scala” entre as 5 mais importantes salas de ópera do Mundo. É uma das capitais do futebol Mundial, o dois grandes clubes da cidade, a Associazione Calcio Milan e o Football Club Internazionale Milan, disputam os seus jogos no bairro de San Siro, numa das catedrais do futebol. Catedral de Milão é o Duomo, uma das catedrais de estilo Gótico mais famosas do Mundo, localizada bem no centro da cidade.

Mas em Milão destaco o Convento de Santa Maria das Graças que a muitos visitantes não lhes ocorre visitar. Trata-se de uma igreja e convento dominicano que se encontra incluída na lista dos Patrimónios Mundiais da UNESCO. O convento alberga a segunda obra mais famosa de Leonardo Da Vinci, o “Cenacolo Vinciano”, conhecida no Mundo como “A última ceia”. A obra foi pintada na parede do antigo refeitório sendo por isso inamovível. Presume-se tenha sido iniciada em 1495 ou 1496 no âmbito de um plano de reformas na igreja e no convento, encomendadas por Ludovico Sforza, duque de Milão. A obra representa o episódio bíblico da Última Ceia de Jesus Cristo com os Apóstolos antes de ser preso e crucificado, retratando o momento exato em que Jesus Cristo informa que um dos Apóstolos o irá trair. Judas encontra-se destacado por ser pintado de negro, tendo a sua imagem sido baseada num monge recalcitrante que permanentemente perguntava a Leonardo quando a obra estaria pronta!
A obra sofreu diversas agressões ao longo do tempo, como por exemplo a abertura de uma porta pelos padres e os bombardeamentos da II Guerra Mundial.
Só para ver o “Cenacolo Vinciano” é obrigatório visitar Milão, mas fica o aviso, marquem a visitar com antecedência, pois as listas de espera chegam a ter alguns meses!
Visitar esta obra num importante dia da minha vida, aquele em que vi nevar pela primeira vez.

 

Convento de Santa Maria das Graças-Milão-Itália

 

Convento de Santa Maria das Graças-Milão-Itália

 

Coliseu Romano – Roma – Itália 

 

Roma, a “Cidade Eterna” é um museu ao ar livre. Uma das cidades mais antigas do Mundo e em tempos capital do Império Romano que se estendia pela Bacia do Mar Mediterrâneo, ocupando parte da Europa, do Médio Oriente e do Norte de África.
O principal símbolo da cidade, o Coliseu Romano, foi construído sob o lema “panis et circenses”, traduzindo do Latim, “pão e circo”, pois segundo os Imperadores, o povo Romano se andasse entretido e distraído, ficaria feliz e não contestaria o Governo, nem tão pouco se revoltaria contra as injustiças sociais, desigualdades, esbanjamento de dinheiros públicos ou aumento de impostos. Lema ainda hoje aplicado pelos governantes e que os vai mantendo no poder. Há que entreter a povo com festas e futebol e com isso ninguém se lembra, por exemplo que a gasolina aumentou…
A obra começou a ser construída no ano de 72 no mandato do Imperador Vespasiano e terminou no ano de 80 durante o mandato do Imperador Tito. Tornou-se no maior anfiteatro Romano, com 188 m de comprimento, 156 m de largura e 57 m de altura. Tinha capacidade para mais de 80 mil espetadores, podendo ser coberto com um teto de lona para os proteger do sol. Tinha uma capacidade de evacuação de público em caso de emergência, que em nenhum estádio de futebol ou qualquer outro recinto semelhante, construído nos dias de hoje, conseguiu ser igualada.

O Coliseu permaneceu ativo durante mais de 500 anos. A partir do século VI, sofreu saques, terramotos e até bombardeamentos durante a II Guerra Mundial.  Inicialmente chamado de “Anfiteatro Flaviano” foi substituído por “Coliseu” devido à grande estátua de Nero que se encontrava na entrada da Domus Aurea, um grande palácio construído sob as ordens deste depois do Incêndio de Roma. Nos seus tempos áureos, ali eram realizados diversos espetáculos sangrentos, perante as bancadas lotadas de espetadores ávidos de presenciar violência e morte. E com isso exultavam. Lutas de gladiadores até à morte, execuções de Cristãos perante feras, que eram lançadas para a arena através de um sistema de elevadores, desde as jaulas que se encontravam no subsolo. Presume-se que também se realizavam representações de batalhas navais, com a arena a transformar-se num lago, enchendo-se de água. Nos dias de hoje, em diversos países latinos, existe a tourada, uma espécie de luta até à morte entre um ser humano e um touro bravo enraivecido, onde nem sempre ganha o primeiro, que poderá ter reminiscências nestes espetáculos sangrentos. A natureza humana não mudou, apesar da sociedade ir evoluindo. A necessidade do ser humano, presenciar espetáculos sangrentos, ou ir ao futebol insultar o árbitro ou os adeptos dos outros clubes, segundo os entendidos em psicologia, são formas de catarse e deste modo canaliza-se a agressividade para outras coisas, evitando-se por exemplo, bater no cônjuge, nos filhos, no polícia, no professor, no chefe ou no patrão…

O edifício encontra-se em ruínas, sendo continuamente recuperado. É um local de enorme romaria de visitantes de todo o Mundo. Na visita ao seu interior é possível observar as bancadas, a arena e os lugares VIP onde apenas o Imperador poderia aceder.
Junto ao Coliseu existe o Arco de Constantino, um arco de triunfo construído por ordem do Senado Romano para comemorar a vitória do Imperador Constantino sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvia no ano de 312. Nas imediações do Coliseu encontra-se a Via Sacra, celebérrima rua de Roma desde a antiguidade, que dá acesso ao Fórum Romano e ao Palatino, o centro do Império Romano.

Diz o povo que, “Roma e Pavia não se fizeram num dia”, Roma é grandiosa e o Coliseu é apenas uma pequena parte do que tem para nos oferecer, e também “em Roma, sê Romano”, pois em Roma há muito para ver e viver, e claro, “todos os caminhos vão dar a Roma” e “quem tem boca vai a Roma” e a qualquer parte do Mundo também!

Coliseu Romano – Roma – Itália

 

Coliseu Romano – Roma – Itália

 

Coliseu Romano – Roma – Itália

 

Basílica de S. Pedro – Vaticano 

 

Pelo Mundo fora há basílicas para todos os gostos, mas esta do Vaticano é a mais importante. O Vaticano é a sede da Igreja Católica, o Estado independente mais pequeno do Mundo e um dos mais ricos. Independente das suas crenças religiosas, quem visita Roma, visitar o Vaticano, um enclave único no Mundo, é obrigatório e constitui um dos pontos mais altos do currículo de qualquer viajante. Numa estada em Roma, pelo menos um dia é destinado para visitar o grandioso Museu do Vaticano por onde se acede ao interior da Capela Sistina, a Praça de S. Pedro e Basílica de S. Pedro. Há um provérbio popular “é como ir a Roma e não ver o Papa”…a mim aplica-se. Não vi, mas como manda a tradição, atirei a moeda na Fonte de Trevi, assim é suposto um dia lá voltar e cumprir essa tradição! Não vi o Papa (na altura era o Bento XVI) mas visitei o Vaticano. O Papa tem dias e hora para ser visto. É de uma janela, do alto dos seus sumptuosos aposentos, no edifício onde se encontra a Capela Sistina, que ele se dirige à multidão com a sua benção!
A Basílica de São Pedro, cujo nome se deve ao primeiro Papa da História, São Pedro, abriga em seu interior a Santa Sé, sendo a igreja onde o Papa realiza as liturgias mais importantes. As celebrações de Ano Novo e a Missa do Galo na noite de Natal ou a Homilia Pascal são dali transmitidas para todo o Mundo! A sua construção começou em 1506 e terminou em 1626. Nela participaram diversos arquitetos, entre os quais Bramante, Michelangelo ou Carlo Maderno. Possui capacidade para albergar cerca de 200 mil pessoas. Mede 190 m de comprimento e a nave central tem 46 m de altura. A cúpula alcança uma altura de 136 m.

Entre as obras de arte que podem ser encontradas no seu interior destaca-se o “Baldaquino” de Bernini, “La Pietà” de Michelangelo e a estátua de S. Pedro no seu trono.  “La Pietà”, uma estátua que representa Jesus morto nos braços de sua mãe, sofreu uma tentativa de destruição pelo que se encontra protegida por um vidro. Os túmulos dos diversos Papas também são locais de romaria, onde o de São Pedro se destaca pela opulência da sua decoração. A cúpula, cuja construção foi iniciada por Michelangelo, continuada depois por Giacomo Della Porta e finalizada por Carlo Maderno em 1614, a sua arquitetura serviu de inspiração para outras obras como a Catedral de S. Paulo de Londres e o Capitólio de Washington. Subindo ao cimo desfrutamos de uma vista maravilhosa sobre o Vaticano, a Praça de S. Pedro com o Obelisco do Vaticano ao centro, trazido do Egipto pelo Imperador Romano Calígula, e sobre Roma, com o Rio Tibre e o seu famoso bairro “Trastevere”, o Castelo St. Ângelo, onde a Ópera “Tosca” tem o seu final dramático e o Monumento a Vítor Emanuel II da Itália, o “Altar da pátria”, alcunhado pelos Italianos como “Máquina de Escrever”.

 

Praça de S. Pedro-Vaticano

 

Basílica de S. Pedro-vista desde a Cúpula-Vaticano

 

Parthenon – Atenas – Grécia 

 

Localiza-se na Acrópole, este antigo templo Grego, o Parthenon, ou melhor, as ruínas do que ele foi ocupando lá no alto um lugar de destaque, sendo visível de qualquer ponto da cidade. Das colunas Gregas ainda existentes sobressaem os seus estilos que nas aulas de História nos ensinaram. Há capitéis espalhados pelo chão, e muitas pedras de elevado valor arqueológico, dizem os entendidos que “elas falam”, mas que para o comum visitante ao fim de pouco tempo já começa a ser mais do mesmo. O complexo da Acrópole, à medida que subimos vamos encontrando locais de culto, como por exemplo o Odeão de Herodes Ático e o Teatro de Dionísio que foi o mais importante dos teatros da Grécia Antiga, e é considerado o berço do Teatro ocidental e da Tragédia Grega.
O Parthenon foi um templo dedicado à Deusa grega Atena, construído por iniciativa de Péricles, governante da cidade. Foi projetado pelos arquitetos Calícrates e Ictinos.  É um ex-libris Ateniense e também Helénico. No entanto, nem a Acrópole, apesar das vistas sobre Atenas serem esplêndidas, é o ponto mais alto da cidade, este situa-se na Colina Licabeto, nem o Parthenon é o maior templo, esse é lugar é ocupado pelo Templo de Zeus Olímpico, que é tido como aquele que foi o maior templo Grego do Mundo, porém atualmente só existem as ruínas do pouco que resta dele.

 

Parthenon, Atenas, Grécia


Catedral de S. Basílio, Kremlin e Praça Vermelha – Moscovo – Rússia

 

A capital da Rússia é uma cidade gigantesca, a perder de vista, certamente das 5 maiores do Mundo em área, com avenidas largas, edifícios volumosos de arquitetura Soviética, com uma rede de metropolitano, grande parte a circular a mais de 90 m de profundidade, cujas estações são autênticos palácios. Ali tudo é longe, mesmo o outro lado da rua, autênticas auto estradas no meio da cidade, para lá chegar é preciso andar muito pois só se acede através de passagens subterrâneas. Em Moscovo qualquer viajante por muitos locais que tenha andado, sente-se um provinciano. Além de se sentir literalmente “engolido” pela cidade, muitos dos seus habitantes não falam línguas estrangeiras e tratam os visitantes, mesmo do próprio país, com desprezo e rudez.
A grandiosa Praça Vermelha é o coração de Moscovo. O centro do Império Soviético e da Guerra Fria. Sempre engalanada no dia Dia da Vitória, 9 de Maio, celebrando a Vitória da União Soviética contra a Alemanha Nazista em 1945, com desfiles militares de caravanas com material bélico numa manifestação de poder e orgulho nacional Russo. Apesar do vermelho dos edifícios ser a cor predominante, ela deve o seu nome à palavra de língua Russa “krasnaya” que significa além de vermelha, bonita. Um local que no tempo da Guerra Fria, só o nome causava arrepios no Ocidente. Um local que provoca medo cénico ao visitante internacional que ali chega pela primeira vez. Esperemos que a Praça Vermelha volte a ser um local de sonho e não de pesadelo…
O conjunto de Monumentos que contém são o ex-libris da Rússia. O Kremlin, apesar de ali apenas se encontrarem os muros, o Mausoléu de Lenine e a Catedral de S. Basílio. O Museu de História Nacional e o GUM, um shopping de luxo, instalado no edifício que em tempos foi o mercado do povo, completam o quadro.  No GUM, o preço do m² é dos mais caros da Europa, superando por exemplo, os Champs-Élysées.

 

Muros do Kremlin, Catedral de S. Baílio e Praça Vermelha, Moscovo, Rússia

 

A Catedral de S. Basílio é o edifício mais emblemático de Moscovo, localizando-se no seu centro geométrico. Faz lembrar um “bolo colorido” a forma das suas belas cúpulas com diferentes cores e formatos que são um regalo para a vista, tanto de dia como de noite quando são iluminadas. Porém, a visita ao seu interior é uma desilusão. Reduzidas dimensões, constituindo um labirinto formado por nove capelas decoradas entre as quais está uma torre central que se eleva como se fosse um campanário. Este templo Ortodoxo foi mandado construir pelo Grão-Príncipe de Moscovo, Ivan IV, também conhecido por “O Terrível”, entre 1555 e 1561 para comemorar a captura de Kazan e Astracã.  Postnik Yakovlev foi o arquiteto da obra e diz a lenda que Ivan “O Terrível” o mandou cegar, para evitar que construísse algo mais magnífico para mais alguém. Saindo do lado contrário, chegando ao tabuleiro da Ponte Bolshoy Moskvoretsky a vista para a grandiosidade do complexo do Kremlin deixa-nos perplexos. Kremlin, que significa cidade fortificada, mas a visita restringe-se às catedrais e ao Palácio do Arsenal, onde existe um museu que expõe peças de joalharia, armas históricas, armaduras e carruagens.

 

Rússia-Moscovo-Catedral de S. Basílio


Igreja do Sangue Derramado – São Petersburgo – Rússia 

 

São Petersburgo é a mais bela cidade da Europa. A seguir a Lisboa…
A cidade é rica em museus, palácios, monumentos e catedrais.  Além disso possui canais, imensas pontes, belíssimas avenidas e edifícios emblemáticos. Foi a antiga capital da Rússia Czarista e assistiu de perto a guerras, cercos e revoluções. Hitler e Napoleão por aqui não conseguiram passar! O “General Inverno” residia por estes lados, que juntamente com a resiliência da sua população, ajudaram a salvar a Humanidade do domínio Nazi. São Petersburgo que já se chamou Leninegrado é terra natal de Vladimir Putin, e assim esperemos que estas coisas horríveis não se repitam…
Dos muitos monumentos da cidade, a Igreja do Sangue Derramado destaca-se. O nome oficial é “Igreja da Ressurreição do Salvador” mas internacionalmente é conhecida como “do Sangue Derramado” por ter sido construída no local onde o Czar Alexandre II foi assassinado. No interior, o mausoléu que fica no lado oposto ao altar ainda preserva algumas pedras com marcas de sangue. É confundida com a Catedral de S. Basílio de Moscovo, dadas as suas semelhanças arquitetónicas. Ao contrário da Catedral Moscovita, na qual foi inspirada, esta não se localiza numa gigantesca Praça, mas junto a um dos vários canais que banham a cidade, nas proximidades da celebérrima avenida “Nevsky Prospekt”. Apesar de não aparentar, pois as suas cores são menos garridas, consegue ser maior, mais rica em detalhes e o seu interior bem mais requintado, sendo um verdadeiro museu de arte. À semelhança das Igrejas tradicionais Russas, não possui esculturas, sendo totalmente decorado com mosaicos que usam pedaços de pedras semipreciosas de diferentes cores.

Visitar o interior de uma catedral Ortodoxa é um encanto e transmite paz. Sempre que o faço não desperdiço a oportunidade de efetuar o ritual de colocar velinhas aos santos, pelas pessoas que me são chegadas e pelas amizades que possuo sobretudo nesses países do Leste Europeu.

 

Igreja do Sangue Derramado, São Petersburgo, Rússia

 

Catedral Santa Sofia e Mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas  Kiev – Ucrânia

 

Numa altura em que a Ucrânia se encontra em guerra, seria uma injustiça não incluir um dos seus monumentos neste artigo de viagens, desejando que a paz volte rápido a essa lindíssima nação. Desconhecemos o que nos tempos mais próximos vai suceder à Ucrânia, ao seu património e ao seu povo, e que repercussões terão na Europa e no Mundo.
A Catedral de Santa Sofia e o Mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas são os maiores símbolos de Kiev, tal como a Catedral de S. Basílio o é para Moscovo. Localizam-se na Colina Volodymyrska, local acessível de funicular e de onde é possível observar a vista para o Rio Dniepre que banha a cidade. A Catedral Santa Sofia é a mais antiga catedral da cidade. Destaca-se pela cor verde no exterior e as suas cúpulas douradas. O seu interior é coberto de mosaicos e pinturas de mestres bizantinos do século XI. Trata-se do primeiro monumento Ucraniano reconhecido como Património da Humanidade pela UNESCO.

O Mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas distingue-se pela cor azul no seu exterior e como é óbvio, pelas suas cúpulas douradas. Construído na Idade Média pelo Grão-príncipe Esvetopolco II, este mosteiro é composto pela catedral, pelo refeitório de São João “O Divino” construído em 1713, pela Porta Económica construída em 1760 e pelo campanário que foi acrescentado entre 1716 e 1719. O exterior foi reconstruído no século XVIII em estilo Barroco Ucraniano, enquanto o interior continua com o seu Estilo Bizantino original A catedral foi destruída na década de 1930 pelos Soviéticos sendo reconstruída após a independência da Ucrânia em finais do século XX.

 

Mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas, Kiev, Ucrânia

 

Catedral Santa Sofia, Kiev, Ucrânia

 

Praça Tiananmen – Pequim – China

 

Esta praça é o epicentro da China que juntamente com a Praça Vermelha de Moscovo, são as praças mais importantes e mais poderosas do Mundo. A sua História foi escrita com sangue, e por isso é tão conhecida no Ocidente. A 4 de Junho de 1989, o exército abriu fogo perante manifestantes, que se mobilizavam de forma pacífica contra a repressão e corrupção do Regime. Muitos deles eram jovens estudantes, que foram assassinados às mãos do Governo Comunista, que por lá se vai mantendo e desrespeitando os Direitos Humanos.

As suas dimensões, tornam-na como uma das maiores praças do Mundo. Tal como a Praça Vermelha, o seu tamanho e arquitetura soviética provocam medo cénico ao visitante. Patrulhada por um grande aparato de polícias e militares, todos eles com cerca de 1,90m de altura, com ar sisudo, alguns munidos de extintores, pois as autoimolações são uma forma de protesto comum na China, sobretudo os Tibetanos. A entrada na Praça de Tiananmen está sujeita a controlo de identidade e revista de segurança. Abre portas ao nascer, e fecha ao pôr do sol. A cerimónia, consoante se trate, do hastear ou do arriar da bandeira da China, para o qual os visitantes se juntam a observar, é uma manifestação de orgulho Nacional, em frente da foto, no extremo Norte, de Mao Tsé Tung, fundador da República Popular da China. O seu corpo está colocado num mausoléu, um edifício enorme que é possível visitar. A visita não dura mais de dois minutos, mas são certamente os dois minutos mais intensos de qualquer viagem à China, pois assistir aos visitantes fazendo vénias à sua estátua na entrada e depositando nela flores, antes de se dirigirem em passo acelerado sem paragens por um corredor de onde se avista uma sala pouco iluminada, cercada por vidros, onde se encontra o caixão, junto com guardas em sentido, causa arrepios.

No lado Oeste da praça, encontra-se o Museu Nacional da China é um dos maiores e mais visitados do Mundo. Do lado Este, o Grande Salão do Povo, onde ocorrem as reuniões do Partido, do Governo por conseguinte, mas não é aberto ao público.  No centro da praça, existe o  “Monumento dos heróis do povo” que possui 38 metros de altura e também está cercado de forças de segurança. No extremo Sul, o Portão de Qianmen que fez parte da muralha da cidade. Saindo do perímetro da praça, atravessando a Avenida Chang’an pela passagem inferior, chegamos à Porta de Tiananmen onde se encontra o quadro de Mao Tse Tung e desde aí é possível observar a vista panorâmica.

 

Praça de Tiananmen, Pequim, China

 

Cidade Proibida – Pequim – China 

 

Na China qualquer coisa por lá é tida como “a maior do Mundo”…
A Cidade Proibida é uma cidade dentro de outra cidade. O nome de Cidade Proibida surgiu pelo facto de apenas o imperador, sua família e empregados especiais terem permissão para entrar lá dentro.

Saindo da Praça Tiananmen, onde a grande parte dos nossos dias em Pequim são passados, atravessando a Avenida Chang’an pela passagem inferior, chegamos à Porta de Tiananmen onde se encontra o quadro do Grande Líder, Mao Tse Tung. Largos metros à frente, pela Portão Meridian chegamos à Cidade Proíbida.
É o maior palácio do Mundo. Possui cerca de 1000 edifícios que ocupam 720 mil m² de área. Julga-se que (eu não as contei…) possui 9999 divisões, entre quartos e salas, dado o número 9 ser o número da sorte para os Chineses. A sua construção levou 14 anos e foi ordenada pelo imperador Chengzu da dinastia Ming em 1406.
O Último Imperador, Pu Yi, retratado no cinema por Bernardo Bertolucci, foi ali rodado. É um encanto, é inesquecível visitar a Cidade Proibida. A Sala do Trono, onde o filme tem a comovente cena final, é o local mais fotografado, onde a multidão se amontoa para conseguir de longe, do lado de fora, a melhor selfie. Dizem eles que os tijolos do soalho são mais caros que o ouro. Com a Revolução, Pu Yi acabou os seus dias como jardineiro, possivelmente pelos jardins Imperiais, mesmo ali ao lado.

 

Foto de Mao Tsé Tung em frente à Praça de Tiananmen, Pequim, China

 

Grande Muralha da China – Jinshanling  – China 

 

Na China tudo é grande, e claro, a Grande Muralha é mais monumento à sua imagem.
Existe há cerca de 2200 anos, possui mais de 21 mil km e é visível do Espaço.  Um conjunto de séries de fortificações feitas de pedra, tijolo, terra compactada, madeira ou outros materiais, com 8 m de altura e 4 m de largura. A sua construção custou a vida a mais de 300 mil trabalhadores, ao longo de centenas de anos que durou. Os Chineses afirmam que é o maior cemitério do Mundo!  Foi erigida com objetivo proteger o país dos invasores, mas também ocupar prisioneiros e soldados que com o fim das guerras ficavam sem trabalho.

Jinshanling é uma das 3 localidades acessíveis de Pequim, a mais distante, a cerca de 150Km, para visitar a Grande Muralha. É tida como a mais pitoresca. É acessível através de tour organizado de um dia, com saída pelas 6 horas da manhã, pois mais tarde para sair da cidade, o trânsito é caótico. O caminho de ida e volta é feito em autoestrada e sujeito a vários checkpoints policiais.
Os visitantes fazem uma caminhada com cerca de 5Km subindo e descendo a mesma e desfrutando da paisagem. Aquele troço separa a China da antiga Manchúria. Se tiverem sorte e apanharem céu limpo, e em alturas como o Ano Novo Chinês, em que muitos Chineses deixam as grandes cidades rumando às suas terras de origem, poderão tirar belíssimas fotografias e quando regressarem dirão que tiveram a Muralha da China só para vocês.

 

Grande Muralha da China, Jinshanling , China

 

Grande Muralha da China, Jinshanling , China

 

Grande Buda (Tian Tan) – Ngong Ping – Hong Kong

 

Hong Kong até hoje é o local do continente Asiático que mais me encantou. É considerada a cidade com maior número de arranha céus do Mundo. Até 1997 pertenceu ao Reino Unido, hoje tem o estatuto de “Região Administrativa Especial” tal como Macau, o que não lhe confere a Independência da China (continental) apesar de possuir por exemplo Governo próprio, moeda própria, hino, bandeira e leis próprias por exemplo sem aplicação da pena de morte. A China é um país com dois sistemas, Comunismo e Capitalismo, e em Hong Kong o último que impera em larga escala. Quando subimos ao Pico Victoria e observamos a vista panorâmica sobre a cidade, e ao cair da noite as luzes dos edifícios, lá em baixo, a acenderem alternadamente ficamos deslumbrados.
Em Ngong Ping, um planalto no ponto mais alto da Ilha de Lantau, a cerca de 50 km do centro financeiro de Hong Kong, encontra-se o Buda Tian Tan na posição sentado. Uma estátua de bronze, formada por 202 peças, com 34 m de altura e pesando 250 toneladas, sendo considerada a maior estátua do Mundo de um Buda sentado. Foi inaugurada em finais de 1993 e simboliza a relação harmoniosa entre o Homem e a natureza, as pessoas e a Religião. A base da estátua, que tem a forma de uma folha de lótus, encontra-se rodeada, ao longo da plataforma onde se acede, por pequenas estátuas de Deuses que representam a Imortalidade. Aceder a essa plataforma, subindo uma escadaria com 268 degraus, e desfrutar dessa vista panorâmica, juntamente com a visita ao Pico Vitória são os momentos supremos de uma viagem a Hong Kong.

O Grande Buda faz parte do Mosteiro “Po Lin” (cá em baixo da escadaria) que é o principal centro de Budismo em Hong Kong. O mosteiro foi fundado por três monges em 1906. Inicialmente foi chamado “The Big Hut” mas em 1924 passou a chamar-se “Po Lin”, que significa Lótus Precioso. O complexo do mosteiro contém um templo, as casas dos monges, um restaurante vegetariano e várias lojas que vendem incenso para usar nos rituais, e até os turistas, não sendo budistas, também praticam. No templo encontram-se três estátuas de Buda que representam o passado, o presente e o futuro, e diversas inscrições Budistas. Por lá também circulam livremente vacas. A minha primeira reação foi medo, mas depois verifiquei que são animais dóceis e afáveis…
É possível aceder ao local de teleférico ou de autocarro. Infelizmente não tive escolha, o teleférico encontrava-se parado para manutenção. Um dia que regressar a Hong Kong terei de voltar a Ngong Ping e fazer essa viagem de teleférico. Dura cerca de 25 minutos a avaliar pelo cenário envolvente, deve ser encantadora…

 

Grande Buda (Tian Tan), Ngong Ping, Hong Kong

 

Grande Buda (Tian Tan), Ngong Ping, Hong Kong

 

Ruínas de S. Paulo – Macau 

 

Tal como Hong Kong, Macau é outro território com estatuto de Região Administrativa Especial da China. Foi território Português até 1999. Nos últimos anos transformou-se numa meca dos jogos de azar, recebendo os seus casinos mais visitantes que os de Las Vegas. Normalmente os turistas Portugueses visitam Macau em um dia num bate volta desde Hong Kong. Em 2017 de Catamarã a viagem durava cerca de 1 hora. É necessário apresentar o passaporte e preencher o formulário de emigração, tanto na chegada a Macau como a Hong Kong no regresso. Macau, tem os seus encantos, sobretudo para nós Portugueses. Existem diversos Monumentos e Igrejas espalhados pelo Centro Histórico, percorrido por turistas Chineses ávidos de conhecer a Europa, que afinal por ali existe uma pequena amostra do seu sul. Mesmo sem encontrar por aqueles lados quem fale a língua de Camões, quando percorremos aquelas ruas, algumas com calçada Portuguesa e com indicações em Língua Portuguesa, sentimos que chegamos a uma pequena cidade em Portugal, quando na realidade nos encontramos a milhares de quilómetros e num fuso horário bem diferente. Fora do Centro Histórico, na Ilha de Taipa, encontram-se os Casinos.

Como viajante orgulho-me de ter juntado Macau ao meu rol de países visitados, apesar de não ser dos locais que mais me encantou. Muitas vezes digo a brincar que comparar Macau com Hong Kong, é como comparar Lisboa com Loures…
As Ruínas de São Paulo são o ex-libris de Macau. Estão inscritas como Património Mundial da Humanidade da UNESCO. Trata-se das ruínas da antiga Igreja da Madre de Deus e do Colégio de S. Paulo, importante complexo do século XVI destruído por um incêndio em 1835. Foram construídas pelos Jesuítas, sendo o lugar alcunhado como a “Acrópole de Macau”. A fachada de granito, daquela que foi a maior e a mais bela das igrejas de Macau, e a sua escadaria monumental de 68 degraus é o que podemos observar. E mesmo ali ao lado vendem-se bifanas e pastéis de nata, como se diz por lá, “pork chop bon” e “Portuguese egg tart”, o que nos faz sentir em casa!
Em Lisboa, no ano de 1998 ocorreu uma Exposição Universal, a “Expo´98”. O Pavilhão de Macau possuía entrada uma réplica deste monumento que fez imenso sucesso. Desde 2004 o mesmo foi transferido para o Parque da Cidade de Loures e hoje é considerado o ex-libris da cidade de Loures.

 

Ruinas de S Paulo, Macau

 

Kinkaku-ji (Pavilhão Dourado) – Quioto – Japão 

 

O Japão é um país que nos encanta, mas em beleza perde para a China. As cidades gigantescas de Tóquio e Osaka cansam-nos de tão modernas que são, com arranha céus, com milhares de pessoas pelas ruas, com uma organização e um conceito de cidadania como não há igual no Mundo. No Japão até uma casa de banho pode ser considerada uma lição de tecnologia, de vida e de boas maneiras. Casas de banho no Japão, não são monumentos, mas são monumentais!

Quando chegamos a Quioto sentimos um enorme alívio pois “finalmente” encontramos uma cidade “bonita”, com cultura ancestral e histórica, ou não se trate de uma antiga capital do Japão. Foi esse facto que em 1945 a salvou da bomba nuclear.
Quioto, a cidade das gueishas, possui cerca de 3000 templos e santuários budistas e xintoístas, sendo 16 registrados como Património da Humanidade pela UNESCO. O Templo do Pavilhão Dourado, o “Kinkaku-ji”, é o mais importante e provavelmente o edifício mais procurado do Japão. Faz jus ao nome, grande parte é forrado a folha dourada. Um templo com muita História e de uma beleza sem igual.  Possui no telhado uma “fenghuang” (Fénix Chinesa) dourada. Fica localizado no meio de um lago espelhado (Kyōko-chi), dentro de um complexo constituído por um jardim. A vista de qualquer lado é impressionante e cada imagem vale mesmo por mil palavras.

 

Kinkaku-ji (Pavilhão Dourado), Quioto, Japão

 

Parque Memorial da Paz – Hiroshima – Japão 

 

Nos tempos que correm, o apelo à paz deve ser uma constante. Assim, introduzir este memorial neste rol é obrigatório. Visitar Hiroshima é dedicar parte do nosso tempo a refletir sobre a paz.  As armas nucleares foram utilizadas pelo Homem contra o seu semelhante por duas vezes. Em 1945, Hiroshima foi a primeira cidade do Mundo a sofrer um ataque nuclear, Nagasaki foi a outra. Só em Hiroshima, a bomba matou instantaneamente mais de 70.000 pessoas e outras tantas morreram devido a ferimentos graves e à radiação, e ainda hoje muita gente sofre as consequências físicas e mentais.

O Parque Memorial da Paz é um parque urbano que contém diversos memoriais, para que as consequências da Guerra Nuclear em Hiroshima nunca sejam esquecidas e sejam sempre lembradas, apelando assim a uma reflexão profunda de todos os visitantes.  Ao percorrê-lo encontramos por exemplo, o Sino da paz, que somos convidados a tocar para que seja ouvido por toda a gente em todo o Mundo e para que armas nucleares não voltem a ser usadas pelo Homem contra o seu semelhante. De todos estes memoriais e monumentos presentes, o mais famoso é o Monumento em Memória das Vítimas Coreanas da Bomba Atómica, que além destas também homenageia as vítimas do colonialismo Nipónico. Um local onde as homenagens protocolares são anualmente realizadas e começam com um minuto de silêncio à hora exata em que a bomba atómica foi lançada pelos Estados Unidos. Dada a sua forma em “U” invertido, através dele, consegue-se ver a Chama da paz que está permanentemente acesa e o “Genbaku”. O “Gembaku” é o local que mais chama a atenção. São as ruínas de um edifício construído para a promoção industrial da cidade. Foi mantido assim como forma de homenagear as vítimas desta tragédia. A bomba explodiu a cerca de 150 metros do mesmo.

Junto ao Parque Memorial da Paz, existe o Museu Memorial da Paz que é obrigatório visitar.

 

Parque Memorial da Paz, Hiroshima, Japão

 

Parque Memorial da Paz, Gembaku, Hiroshima, Japão

 

Taj Mahal – Agra – Índia 

 

Cada viajante tem o direito a ter a sua opinião, os outros só terão que aceitar. Puxando pelos “meus galões”, com mais de 50 países estrangeiros que visitei e com dezenas de crónicas de viagem que tenho escrito, tenho estatuto para afirmar que viajar para a Índia só se justifica para visitar Goa, Mumbai e o Taj Mahal, pois o resto é muito sofrível. A cidade de Agra, onde o Taj Mahal se encontra, pouco mais possui que interesse visitar. É uma cidade superpovoada, escura, suja e poluída. Nas imediações do monumento não é permitida a circulação de veículos que não sejam de tração elétrica. Muitas vezes são colocados andaimes nos minaretes do Taj Mahal para se proceder a limpezas, pois devido à poluição, os mesmos ficam com tonalidade amarela. Tive sorte pois encontrei o monumento intacto.

 

O Taj Mahal normalmente é visitado ao nascer do Sol e é local para passarmos no mínimo uma manhã. Ali o tempo passa muito rápido. Quando pela primeira vez vemos o monumento, construído em mármore branco, a aparecer perante nós no meio da neblina matinal, sentimos que todos os “sofrimentos” para ali chegar valeram a pena!  Existe também a possibilidade de visitar em noite de Lua cheia. Dizem que é um sonho…
A visita ao Taj Mahal dispensa apresentações, mas o seu interior, onde curiosamente não deixam fotografar, não tem interesse algum, pois além do mausoléu, a decoração nada nos diz e o espólio é inexistente.

Trata-se de um monumento ao amor! Embora para nós esse “amor” seja difícil de entender…Mandado construir pelo Imperador Shah Jahan em memória de sua (leiam bem ) esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal . Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna. A obra foi efetuada entre 1632 e 1653 com a mão de obra de 20 mil homens trazidos de várias cidades do Oriente.
A Índia é um país mormente Indu, mas em Agra reina o Islamismo. Inclusivamente o monumento possui nas fachadas, diversas inscrições em Árabe, retiradas do Alcorão.

Taj Mahal, Agra, Índia

 

Palácio Real – Banguecoque – Tailândia 

 

Em língua Tailandesa é chamado de “Phra Borom Maha Ratcha Wang”, aquele que é certamente o local mais importante de Banguecoque. Um conto de fadas ao estilo Oriental dado a arquitetura dos edifícios presentes, à sua decoração, à cor amarela dourada predominante e também aos Templos Budistas, sendo o Esmeralda (Wat Phra Kaeo) o de maior destaque. Um complexo gigantesco carregado de magia onde se inclui o “Phra Maha Monthienm”, um grupo de edifícios onde ficava a residência do Rei, a “Phra Thinang Amarin Winit chai”, onde se localiza a sala do trono e o “Phra Thinang Chakri Maha Prasat”, um salão real construído por um arquiteto Inglês, que mistura os estilos Europeu e Tailandês. O Museu e o templo do Buda Esmeralda, com dois andares, que guarda artefatos dos anos de construção e ocupação do Grande Palácio, assim como esculturas e outros objetos artísticos, e o Pavilhão de Regalia, onde se encontra parte do Tesouro Nacional. Na Tailândia o Rei tem uma adoração extrema e qualquer forma de crítica ou sátira à sua figura é um considerado um crime grave e severamente punido.
Um local que marca a minha história de vida e de viajante, ali passei parte do dia do meu 40º aniversário. O “país dos sorrisos” foi o primeiro país do continente Asiático que visitei.

 

Palácio Real, Banguecoque, Tailândia

 

Palácio Real, Banguecoque, Tailândia

 

Estátua da Liberdade – Nova Iorque – EUA

 

Nova Iorque é uma selva de pedra, mas é também uma cidade encantadora com uma atmosfera única. Vemo-la no cinema recorrentemente. Visitarmos aquela que Frank Sinatra imortalizou numa das suas músicas, como a “Cidade que nunca dorme”, percorrermos esses cenários dos filmes da nossa imaginação é um sonho tornado realidade. Nova Iorque é uma megalópole, com pouca História, moderna, com grandes avenidas e arranha-céus de arquitetura retilínea e mesmo assim consegue ostentar um dos monumentos mais importantes do Mundo.

Da Ilha da Estátua da Liberdade, onde acedemos em tours, podemos observar ao longe as vistas sobre a “Big Apple” e ao perto um dos maiores símbolos do poder Americano.  Foi uma oferta da França aos EUA, em 1876 para comemorar o centenário da sua Independência do Reino Unido. Foi construída em solo Francês pelo escultor Frederic-Auguste Bartholdi sobre uma estrutura projetada por Eugene Emmanuel Viollet-le-Duc e Gustave Eiffel. Consta-se que o rosto da mulher representada na estátua foi inspirado na mãe do escultor. A obra foi concluída em 1884. Foi posteriormente desmontada em 350 peças e embalada em 214 caixas, tendo sido transportada para os EUA pela fragata Francesa “Isere”, onde a sua montagem no pedestal durou cerca de 4 meses. Foi inaugurada em 1886 pelo Presidente Grover Cleveland.
Pesa 225 toneladas e mede 47 m de altura, alcançando com o pedestal os 93 m. O fogo da tocha erguida pela mulher representa a liberdade do povo. Na sua coroa existem 25 janelas, que simbolizam as jóias encontradas naquelas terras, e 7 raios  que representam os 7 continentes e os 7 mares do Mundo. Na mão esquerda segura uma tábua, na qual está escrito em numeração Romana a data de “4 de Julho de 1776”.
Existem várias Estátuas da Liberdade pelo Mundo fora, inclusive em Paris. Essa, foram os Americanos que “devolveram a gentileza” aos Franceses. Para comemorar os 100 anos da Revolução Francesa, a comunidade Estadunidense em Paris ofereceu à cidade uma réplica em bronze, de 22 m de altura, da famosa estátua Nova Iorquina. Mas como é óbvio é apenas uma réplica como as demais…

Parte do dia do meu 41º aniversário passado pela Ilha da Estátua da Liberdade, tendo a revista do Sport Lisboa e Benfica, “Mística”, na secção “Benfiquistas pelo Mundo” publicado uma foto minha em grande comemoração!

 

Estátua da Liberdade, Nova Iorque, EUA

 

Estátua da Liberdade, Nova Iorque, EUA

 

Mesquita do Sheikh Zayed – Abu-Dhabi – EAU 

 

Os Emirados Árabes Unidos, país que há cerca de 40 anos era constituído por pequenas aldeias de pescadores e pelo Deserto, são nos dias de hoje conhecidos pelo Dubai, a sua maior cidade, pelas suas extravagâncias que desafiam a natureza. A sua capital é Abu-Dhabi, que é outra selva de pedra. No entanto, o país tem uma História e uma cultura bastante interessante e que vai muito além das suas grandes cidades que cresceram desmesuradamente na orla marítima do Golfo Pérsico à custa do “petrodolar”.
A visita a Abu-Dhabi, a cerca de 140 Km do Dubai, vale sobretudo pela Mesquita do Sheikh Zayed. Estamos num país Muçulmano, que recebe bem quem o visita. Assim, devemos respeitar a lei, os costumes e as regras de etiqueta. Uma mesquita é um local de oração e devemos ter isso em conta. É uma benesse ser permitido a um turista visitar gratuitamente um local desta natureza e com esta grandeza, pois pelo Mundo fora há locais deste nível, em Meca na Arábia Saudita por exemplo, que por motivos religiosos são vedados ao turismo.

Inaugurada em finais de 2007, é uma das mesquitas mais impressionantes do Mundo, pelas suas dimensões e pela sua beleza. Rodeada de jardins, possui 4 minaretes com mais de 100 m de altura, 80 cúpulas de mármore que se elevam sobre um teto suportado por 1000 pilares. Para a construção foram necessárias cerca de 90 mil toneladas de mármore branco, no qual se realizaram vários desenhos florais com incrustações de pedras semipreciosas.

A obra é uma mescla de estilos arquitetónicos: Mameluco, Otomano, Mourisco, Indo-islâmico e Fatímida. No salão principal, sobressaem os enormes candeeiros de cristal “Swarovski” decorados com ouro de 24 quilates, o maior possui 40 quilos de ouro e pesa 11 toneladas. O tapete que cobre a sala principal é o maior do Mundo e para o fabricar foram necessários 1200 artesãos que durante dois anos, teceram bilhões de nós com os melhores algodões trazidos do Irão e da Nova Zelândia.

Guardo as memórias para a posteridade e a minha foto com um turbante e a Mesquita do Sheikh Zayed como pano de fundo.

 

Mesquita do Sheikh Zayed, Abu-Dhabi, EAU

 

Mesquita do Sheikh Zayed, Abu-Dhabi, EAU

 

Mesquita do Sheikh Zayed, Abu-Dhabi, EAU

 

Mesquita do Sheikh Zayed, Abu-Dhabi, EAU

 

Mesquita Azul – Istambul – Turquia 

 

Istambul é um local mágico que nos conquista desde o primeiro momento. Possui muitas parecenças com Lisboa, apesar de ser no mínimo umas 10 vezes maior. A cidade distribui-se por várias colinas e é banhada pelo Bósforo, com várias pontes a atravessá-lo. Foi por esse motivo que Calouste Gulbenkian, um Arménio, que ali nasceu, escolheu Lisboa para viver. Possui uma excelente oferta de monumentos, nomeadamente palácios, onde o Topkapi e o Dolmabahçe se destacam, e mesquitas, cerca de 3000, na Turquia a religião predominante é a Muçulmana.

A Mesquita Azul é o cartão postal de Istambul. Oficialmente chamada de Mesquita Sultão Ahmed (Sultanahmet Camii). Construída em estilo Clássico Otomano, possui 43 m de altura e destaca-se pelos seus seis minaretes. O seu interior, com os 20 mil azulejos azuis que adornam a cúpula e a parte superior da mesquita, tal como os mais de 200 vitrais e lustres pendurados no teto que o iluminam, é impressionante
A mesquita ocupa uma parte da área outrora ocupada pelo Grande Palácio de Constantinopla, a residência dos Imperadores Bizantinos entre 330 e 1081. Em 1606 o Sultão Ahmed quis construir uma mesquita maior, mais imponente e mais bonita do que a Santa Sofia.

A Mesquita Azul encontra-se no centro nevrálgico de Istambul, por onde os turistas passam grande parte dos dias. Dali facilmente se acedem a muitas das principais atrações turísticas da cidade, como por exemplo o Grande Bazar, a Santa Sofia e o Palácio Topkapi onde as suas varandas nos proporcionam vistas soberbas sobre as partes da cidade nos dois continentes, Europa e Ásia separados pelo Bósforo.
Em Istambul o pôr do sol tem mais encanto, sobretudo com a Mesquita Azul no horizonte.

 

Mesquita Azul, Istambul, Turquia

 

Mesquita Azul, Istambul, Turquia

 

Cristo Redentor – Rio de Janeiro – Brasil 

 

O Rio de Janeiro não é a capital do Brasil, mas é a “Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil”. O Cristo Redentor é o monumento mais emblemático da cidade e do Brasil. A estátua encontra-se situada no Morro do Corcovado a 709 metros de altura. O local, que também é um santuário, proporciona vistas panorâmicas de sonho, sobre o Rio de Janeiro, sobre a Baía de Guanabara, sobre Niterói e também sobre o Oceano Atlântico. Nos muitos países que visitei, ainda não encontrei um local tão belo como este, facto que colocou o Brasil no meu “top 10”.

O monumento é procurado sobretudo pela vista que proporciona, mas o Cristo Redentor, que no alto do seu pedestal abraça a cidade, é uma enorme obra de arte, tendo já sido considerado uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno.  A estátua do Cristo Redentor do Rio de Janeiro foi inaugurada em 1931, possui 30 m de altura, cada braço tem uma área de 88 m² e o pé mede 1,35 m. Só a cabeça pesa 30 toneladas.
Os criadores da obra são o engenheiro Heitor da Silva Costa, o pintor Carlos Oswald e o escultor Maximilian Paul Landowski, que esculpiu a cabeça e as mãos. A estátua que está preparada para resistir a rajadas de vento até 250 km/h, foi construída no Brasil, à exceção da cabeça e das mãos, que foram moldadas em Paris. O corpo foi feito em pedra de talco cortada em milhares de triângulos, que foram colados à mão sobre um tecido e posteriormente aplicados na estátua.

O interior da estátua, que não é visitável, é composto por vários patamares ligados por escadarias, formando andares que se abrem nos braços e na cabeça. Ele contém o coração do Cristo Redentor, que mede 1,30 m.

 

Cristo Redentor, Rio de Janeiro, Brasil

 

No Chile existe o Santuário da Imaculada Conceição de onde no alto do Cerro San Cristóbal, a Virgem da imaculada Conceição abraça a cidade de Santiago, podendo “de grosso modo” considerar-se a versão feminina do Corcovado do Rio de Janeiro. Mas jamais poderemos comparar a beleza do Rio de Janeiro com a de Santiago…

 

Elizabeth Tower (Big Ben) e Casas do Parlamento – Londres – Inglaterra 

 

Seria imperdoável não incluir o que quer que fosse, de Londres, onde recentemente tive oportunidade de regressar ao fim de quase 24 anos, nesta lista de monumentos.

O maior símbolo da cidade, o relógio mais famoso do Mundo, o edifício que por todo o lado tem servido de modelo a outros, a Elizabeth Tower, assim se passou a chamar em 2012 para marcar o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II. A torre contém o maior relógio de 4 lados do Mundo. Big Ben, apesar de ser assim erradamente chamada a torre, é de facto o nome dado ao seu enorme sino com quase 14 toneladas, cuja melodia que emite dando horas, é famosa em todo o lado. Todos os anos assistimos nas televisões, à entrada no ano novo em Londres, o mesmo horário de Lisboa, marcado pelo toque do Big Ben, na altura em que meio mundo já se encontrava no ano seguinte.

Junto à torre (Big Ben) localizam-se as Casas do Parlamento, onde estão instaladas as duas Câmaras do Parlamento do Reino Unido: a Câmara dos Comuns e a Câmara dos Lordes. Atravessar a Ponte de Westminster, uma das várias que atravessa o Rio Tamisa, e contemplar este monumento e o seu enquadramento na paisagem é o momento mais marcante de uma viagem a Londres.

 

Tower Bridge – Londres – Inglaterra

 

E por falar em pontes sobre o Tamisa, seria imperdoável não referir a mais famosa. Aquela que é a ponte mais famosa em todo o Mundo. Uma ponte basculante, construída em 1894. O seu enquadramento paisagístico é extraordinário, com a famosa e antiga Torre de Londres, contrastando com a modernidade dos edifícios do centro financeiro, a “city of London” e dos outros localizados na margem contrária. Sugiro uma ida ao Sky Garden, que é gratuito (mas convém marcar online) e do lá alto, do 35º andar, observar toda esta zona envolvente e deste modo tornarão a vossa estada em Londres como inesquecível.

 

Catedral de São Paulo – Londres – Inglaterra 

 

O facto de Londres não possuir arranha céus em grande parte da cidade, é a vista das zonas históricas para a Catedral de São Paulo não ser obstruída. Localizada próxima do centro financeiro, esta Catedral Anglicana foi construída em 1710 no local onde sempre existiram templos religiosos. Ali existiu um dólmen e posteriormente um templo Grego. Este templo foi substituído pela igreja mais antiga da Inglaterra, construída no ano 604. Dada a sua construção em madeira, foi um dos diversos edifícios afetados pelo incêndio de 1666. Reconstruída em diferentes ocasiões acabou por se tornar no enorme edifício atual. A sua arquitetura destaca-se pela enorme cúpula visível a larga distância.
Ali foram levadas a cabo as cerimónias do casamento do Príncipe Carlos com a Princesa Diana, e do funeral de Winston Churchill.

 

Catedral de São Paulo e Ponte do Milénio, Londres, Inglaterra

 

Catedral de São Paulo vista desde o Sky Garden, Londres, Inglaterra

 

Catedral de São Paulo, Londres, Inglaterra

 

Elizabeth Tower (Big Ben) e Casas do Parlamento, Londres, Inglaterra

 

Elizabeth Tower (Big Ben), Londres, Inglaterra

 

Tower Bridge vista do Sky Garden, Londres, Inglaterra

 

Tower Bridge, Londres, Inglaterra

 

Tower Bridge, Londres, Inglaterra

 

 

to be continued…

 

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Chamo-me João Almeida, moro em Sintra (Portugal), e sou um AMANTE DE VIAGENS. Uma paixão que existe faz longos anos. A minha missão com esta página é de ajudá-lo a realizar o seu próximo destino! Saiba mais sobre mim e sobre o site.

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