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26 Dez

COPENHAGA E SEUS “ARREDORES SUECOS” MALMO

 

Copenhaga e seus “arredores Suecos “Malmö”

Texto & Fotos de Mário Menezes

 

A última grande viagem que fiz pela Europa foi em 2014. Uma viagem onde conheci a Europa dos ricos e a dos pobres. Desde o Norte, os países ricos evoluídos e civilizados até aos países mais pobres com problemas de corrupção e onde imperavam as manifestações contra a União Europeia ou contra a Rússia. Em duas semanas e meia, fui de Copenhaga (Dinamarca), depois Malmo (Suécia) até Paris, onde voltei quase 31 depois.

Pelo meio visitei Belgrado (Sérvia), Sófia (Bulgária), Kiev e Odessa (Ucrânia), Chisinau (Moldávia) e finalmente Bucareste (Roménia). A viagem onde soprei as 39 velas. Extremamente enriquecedora e inesquecível. Um itinerário programado no mês de Agosto anterior, as rotas que na altura eram praticadas, que incluiu seis voos, cinco em “low cost” que custaram pouco mais de 400€.

 

Copenhaga – canais

 

Copenhaga-Strøget, rua pedonal

 

Copenhaga-Estacionamento de bicicletas

 

Copenhaga-Estação central, não faltam parques de estacionamento…para bicicletas

 

Copenhaga (Dinamarca)

 

O voo direto de 4 horas, saído de Lisboa, aterrou no Aeroporto Kastrup em Copenhaga. Já era noite fazia algumas horas, vento forte e gélido e as temperaturas não estavam longe de zero graus. Em Janeiro pelas 4 da tarde começa a anoitecer e o Sol só para lá das 8 da manhã se volta a mostrar. Há que adaptar os horários a essas curtas horas de luz solar que o dia proporciona. Acordar pelas 6h30 da manhã e às 8 estar já na rua, e depois a partir das 17h, regressar ao hotel, tomar banho, descansar e dormir um pouco até à hora do jantar. Os dias seguintes foram muito intensos pois adquiri à chegada o “Copenhagen card” e visitei o máximo que pude.

 

Copenhaga-Estacionamento de bicicletas

 

Copenhaga é um dos locais mais caros do Mundo. A Dinamarca possui níveis salariais dos mais altos da União Europeia e a carga fiscal é elevadíssima, sobretudo no consumo. IVA igual a 25% em todos os produtos, o que faz com que os custos da alimentação e não só, sejam enormes! Alimentos que são maioritariamente de origem biológica, nomeadamente produtos hortícolas e carne. Automóveis são um luxo e muitas famílias Dinamarquesas nem sequer os possuem. Os impostos sobre estes bens são os mais elevados da União Europeia, assim como o preço do estacionamento e dos combustíveis. A bicicleta é o meio de locomoção generalizado. Existem em média duas bicicletas por habitante. Pela cidade vemos bicicletas por todo o lado, a maior parte nem sequer se encontram presas com correntes e cadeados! O país é plano, as cidades com muitas ciclovias, o que favorece este meio de transporte. De dia e de noite, mesmo com chuva e vento. Até mesmo mulheres de todas as idades, vestindo saias e meias de lã, pedalam por aquelas ruas. Estações de metro possuem parques de estacionamento cobertos e descobertos para guarda de bicicletas e os transportes públicos estão adaptados ao transporte das mesmas.

 

Copenhaga – canais

 

Copenhaga-Preço dos alimentos-pão em Coroas Dinamarquesas

 

Copenhaga-Preço dos alimentos-carne de vaca em Coroas Dinamarquesas e por cada 100g

 

O nível de civismo daquele povo e o seu fino trato deixou-me surpreendido. Nunca na vida tinha visto nada igual! Quando referi isso numa loja, disseram, “experimenta ir para a província que vais ver o nível das pessoas, pois aqui na Capital tem gente de muito país estrangeiro a viver e não têm os nossos hábitos”. Os valores da sociedade Nórdica, a cidadania e respeito pelos outros, estão bem enraizados. Pagar impostos é fulcral para que o Estado (ali visto como um “pai”) possa ministrar Educação (todos os níveis), cuidados de saúde de forma gratuita e de forma igualitária, e também suportar o sistema de assistência social, pensões de reforma e a “flexigurança” no mercado laboral. Fugir aos impostos é tido como um ato desprezável, criminoso e anti social contrariamente aos países do Sul da Europa, onde quem foge aos impostos e prejudica o Estado é apreciado. O cidadão sabe bem como o Estado gasta o dinheiro dos seus contribuintes e como os níveis de corrupção são baixos, os políticos são pessoas consideradas de bem e em quem se pode confiar. Por exemplo “fazer biscates” estando a receber subsídio de desemprego é gravíssimo! Quem prevarica é imediatamente denunciado às autoridades que atuam no imediato. Isto é um dos fatores que colocam a Dinamarca entre os países mais felizes do Mundo.

 

Copenhaga-smørrebrød, prato Nacional. Quantas coisas daquelas seriam necessárias para matar a fome a um tipo do meu calibre.

 

Copenhaga-smørrebrød, prato Nacional.

 

No país que trouxe ao Mundo a “Lego”, a Dinamarca, que pertence ao Reino da Dinamarca, assim chamada aquela comunidade de nações que inclui também as Ilhas Faroe e a Gronelândia, a Monarquia é admirada e aceite por mais de 90% da população, ao contrário do Sul da Europa onde os escândalos de corrupção fazem os seus habitantes suspirarem pela República. A figura do Rei na Dinamarca limita-se ao poder Representativo.

 

Copenhaga-Loja da Lego, uma marca Nacional

 

Copenhaga-Loja da Lego, uma marca Nacional

 

Em 3 dias facilmente se conhece bem Copenhaga, uma cidade colorida, limpa, segura e servida por modernos meios de transporte, com destaque para o metropolitano que circula sem maquinista e opera a toda a hora, possuindo sistema anti suicídio nas estações. Os comboios suburbanos e de longo curso, linhas com destino a Malmo (Suécia), autocarros, incluindo os noturnos, e também as linhas 991,  992 e 993 os “autocarros portuários” que são barcos que circulam de cais a cais em alguns canais, complementam a oferta.

 

Copenhaga-Metro – Interior da carruagem

 

A famosa Pequena Sereia foi o ponto de partida. Um monumento dedicado ao famoso escritor Dinamarquês de contos infantis, entre muitos, “O Patinho feio”, Hans Christian Andersen. No meio da água de um dos canais, o monumento faz juz ao nome. É de facto pequeno, fica fora do centro da cidade e desilude bastante as espetativas, mesmo que esteja sem turistas nas proximidades. O símbolo de Copenhaga não fosse a sua fama no Mundo inteiro e passaria despercebido. A cerca de 2Km de “Nyhavn”, outro dos locais que aparece nos postais turísticos de Copenhaga. Um dos canais ao estilo de Amsterdão, cercado de edifícios coloridos. Por aqueles lados, existia o terminal de ferries para a Suécia, já desativado devido à abertura da Ponte do Øresund.

 

Copenhaga – Pequena Sereia

 

Copenhaga – Pequena Sereia

 

Na outra margem, o moderníssimo e extravagante edifício da Opera acessível de “autocarro portuário”.

 

Copenhaga – Edifício da Ópera visto a bordo de um autocarro portuário

 

Hans Christian Andersen cuja estátua, é bem maior que a Pequena Sereia, encontra-se na Avenida batizada com o seu nome, que passa junto da Rådhuspladsen, a Praça do Município, onde se encontra o edifício da “Rathaus”, a Câmara Municipal. Hans Christian Andersen sentado, olhando para a sua esquerda, do outro lado da estrada para os Jardins de Tivoli onde se encontra um parque de diversões, para miúdos e graúdos, uma Feira Popular. Em Copenhaga, Feira Popular e Câmara Municipal vivem lado a lado e em perfeita sintonia, ao contrário de Lisboa. Lá como cá acontecia, no Inverno estava encerrada.

 

Copenhaga-Estátua do escritor Hans Christian Andersen

 

Copenhaga – Jardins de Tivoli – entrada

 

O centro de Copenhaga é dominado pela “Strøget”,uma via pedonal com mais de 1 Km. Ali se encontram muitas lojas, restaurantes e é também o centro da vida noturna, com vários bares e discotecas pelas imediações.

A Rundetarn uma torre do século XVII também marca a zona central da cidade. Construída como um observatório astronómico. Subindo pela sua escada helicoidal de 7 voltas e meia chegamos ao topo e daí podemos desfrutar de bonitas vistas sobre a cidade.

 

Copenhaga-vista do topo da Rundetarn

 

Copenhaga-Rundetarn

 

Existe por aqueles lados o “Museu dos Records do Guinness” que deve ser bastante interessante de visitar, porém o “Copenhagen card” não o incluía e a minha prioridade foi para as atrações turísticas que o mesmo me proporcionasse visitar gratuitamente, dado “investimento” ser bastante avolumado, deveria usar ao máximo esse cartão.  Uma foto com a estátua do homem mais alto do Mundo que se encontrava na porta de entrada, serviu para matar a curiosidade.

 

Copenhaga-Museu dos records do Guiness – Estátua do Homem mais alto do Mundo

 

O Palácio de Christiansborg, um edifício que é único no Mundo que alberga os três poderes simultâneamente: Além do Legislativo e do Executivo, ou seja o Parlamento Dinamarquês (Folketinget)  e o Escritório do Primeiro Ministro,  a sede da Suprema Corte da Dinamarca, sendo algumas partes do palácio usadas pelo Monarca, nomeadamente para  Recepções Reais.

 

Copenhaga – Palácio de Christiansborg

 

O Castelo de Rosenborg que em tempos longínquos foi residência da família Real. É lá que estão guardadas as Jóias da Coroa, e vários objetos pertencentes aos Monarcas.

 

Copenhaga-Castelo de Rosenborg – Guardas

 

Copenhaga-Castelo de Rosenborg – Joias da Coroa

 

Copenhaga-Castelo de Rosenborg – Joias da Coroa

Copenhaga-Castelo de Rosenborg

 

O Museu Nacional da Dinamarca merece ser visitado. A Dinamarca é um dos países mais antigos da Europa, com uma história ligada não só a invasões Vikings mas também à Pré História  com vários achados arqueológicos deste período. Arte Dinamarquesa também não é esquecida. Considero Estocolmo, uma cidade mais bonita que Copenhaga, mas o Museu Nacional da Dinamarca, é muitíssimo superior e bem mais rico e completo que o da Suécia.

 

Copenhaga-Rathaus

 

A galeria de arte “Ny Carlsberg Glyptotek”  possui a maior coleção de arte antiga no norte da Europa, onde os “experts” se sentirão no paraíso! Destaca-se o famoso quadro que Vincent Van Gogh  pintou em 1889, a “Paisagem de Saint-Rémy”.

 

Copenhaga – Ny Carlsberg Glyptotek – Paisagem de Saint-Rémy de Vincent Van Gogh

 

A outra “Carlsberg”, a mais conhecida, é a marca da cerveja Nacional. O  Museu Carlsberg é dos locais de visita obrigatório dos amantes da cerveja! Visitar a Carlsberg online também é possível mas o Museu é mesmo um must! Este tipo de atrações, infelizmente são mais turísticas que técnicas mas o legado histórico da marca está presente. A cervejaria, fundada em  1847 por  J.C. Jacobsen com a intenção de homenagear seu filho Carl. A Dinamarca é um país plano,e  uma pequena elevação já pode ser considerada um monte (“berg”, em Dinamarquês) logo nome “Carlsberg”,  significa “Monte de Carl”.

 

Copenhaga-Museu Carlsberg

 

A visita mostra o local onde os operários dormiam,  o escritório de Carl, e onde as cervejas eram produzidas, uma espécie de caverna onde a cerveja era maturada e armazenada na temperatura ideal. E como  Carl era apaixonado por cavalos, um estábulo também existe, onde atualmente são guardados os cavalos que circulam nas ruas em eventos públicos e as carroças que puxam.

A visita à maior coleção de garrafas de cerveja do Mundo reconhecida pelo “Guinness Book of Records”, onde não faltam marcas Portuguesas, também é ponto de passagem.  E no final da visita, como não poderia mesmo deixar de ser, a degustação de uma cerveja da marca no bar temático!

Copenhaga-Museu Carlsberg-Maior coleção de garrafas de cerveja do Mundo

 

Copenhaga-Museu Carlsberg-Maior conjunto de garrafas de cerveja do Mundo

 

Copenhaga-Museu Carlsberg- veículo usado em eventos públicos

Na Dinamarca o manjar Nacional é o “smørrebrød”. Um género de pequenos “canapés” feitos com pão de forma escuro, chamado “rugbrød”, cobertos com diversos tipos de recheios, tais como saladas, frango, atum, pasta de fígado, rodelas de tomate, carne de bovino, salmão ou arenque. O “smørrebrød” é uma das sandwiches mais célebres do Mundo, estando incluída nesta lista o “Donner kebab” e a nossa “Francesinha”. Matar a fome a um tipo do meu calibre com “smørrebrød” na Dinamarca é pior que “sustentar um burro a pão de ló”, pois o preço dos bens alimentares naquele país  é caríssimo.
As salsichas também abundam na Dinamarca, sendo a “Rød pølse” que é de côr vermelha e a “Medisterpølse” de côr esbranquiçada, tidas como as salsichas Nacionais. São compridas. Até dá a impressão que por aqueles lados no Norte da Europa, eles se orgulham do tamanho das salsichas que servem. Ainda bem que ali na Dinamarca são grandes, pois uma refeição daquelas, salsicha, pão e cebola frita (Ristede løg), acompanhado com uma cerveja, custa em Copenhaga sensivelmente o dobro do que custaria numa cidade Alemã qualquer.

 

Copenhaga-Salsicha Medisterpølse

 

Devido à emigração de origem Turca e Síria, a gastronomia destes países também está presente em muitos restaurantes de fast food, o que nos sustenta quando estamos de passagem por muitos países e sobretudo por aqueles países do Norte da Europa.

 

Copenhaga – canais

 

Viajar é um mundo de experiências novas e a facilidade com que se constroem amizades é gritante. Em Copenhaga ocasionalmente fiz amizade com um Luso Canadiano. Pediu-me para lhe tirar uma foto e depois quando começamos a falar foi engraçadíssimo porque ambos éramos Portugueses e ambos nos chamávamos Mário e ambos estávamos ali de passagem. Ele é comissário da “Air Canada” e conhece o Mundo inteiro, chega a estar em vários países, até mesmo em vários continentes, em apenas uma semana! Foi casado com uma Sueca, já é avô, os pais vivem em Portugal (o pai recentemente nos deixou…) e no ano seguinte, juntamente com a minha mãe, acabamos por nos encontrar todos em família, em Fernão Ferro, com a presença dos seus pais e a da sua filha. A mãe dele até ficou surpreendida e trata-me carinhosamente por “Marinho”. “O meu filho é tão reservado e como é que vocês se conheceram?”. “Talvez porque quando fui comprar uma T-shirt de Copenhaga, referi que a minha mãe gosta de lavar roupa à mão e aquilo ia durar muito tempo”. Afinal “mãe há só uma”!

Foi o Mário que mais tarde me proporcionou visitar o Canadá. Um país gigantesco e encantador e com um povo extremamente hospitaleiro e afável!

 

Copenhaga-Encontro de Mários. Fazendo amizades pelo Mudo fora

Nesse dia fomos conhecer a “Christiania”. Interessante que nunca tinha ouvido falar de tal coisa. Não fiz bem o trabalho de casa antes de viajar para Copenhaga…Afinal passar pela Christiania é imperdível para quem visita a Dinamarca!

“Cidade Livre de Christiania”  (Em Dinamarquês “Fristaden Christiania”) é um local autoproclamado autónomo onde, entre outras coisas, a venda de drogas é comum. Apesar de ilegar na Dinamarca, a posse, consumo e venda de narcóticos, ali o haxixe abunda. Uma feira ambulante onde as “tabletes” se vendem nas bancas  como se chocolates se tratassem. Ali os visitantes estrangeiros curiosos não são bem vindos, “buy something or go”, “no photo” são algumas das muitas frases ouvidas dos vendedores ambulantes, pouco simpáticos. Ao pé da  Christiania, Amsterdão “é para meninos”! Ali dentro é suposto existirem leis que permitem ou toleram, as drogas, mas fora daquele perímetro conforme a famosa placa menciona “you are now entering the EU”  a “coisa pia fininho” pois basta caminharmos uns metros e vêem-se rusgas policiais com cães pisteiros  a veículos que passam por aqueles lados. As autoridades ali dentro supostamente não entram, pois isso poderia causar pânico entre os visitantes e residentes, mas cá fora cercam os caminhos onde as remessas podem passar.

 

Copenhaga-Christiania

O futebol faz parte da vida deste país, cuja Seleção Nacional de futebol em 1992 atingiu a glória, na Suécia, no campeonato da Europa. Chamada à última hora para ocupar a vaga da Jugoslávia, que havia sido desqualificada pela UEFA devido à Guerra dos Balcãs, a equipa da Dinamarca, contra todas as previsões foi a grande vencedora, batendo na final a “toda poderosa” campeã do Mundo, Alemanha por 2-0. Schmeichel,  Vilfort, Laudrup (os irmãos), Poulsen eram alguns dos nomes sonantes que brilharam nos relvados Suecos, país organizador.
O “Parken Stadion” é a casa da Seleção Nacional Dinamarquesa e também do clube “Football Club København”. Estádio moderno classificado como “4 estrelas” pela UEFA e de conceção semelhante ao Estádio do Bessa Séc. XXI (Porto) e ao Estádio Luigi Ferraris (Génova), existindo 4 torres que separam as bancadas laterais das bancadas de topo. Infelizmente não tive oportunidade de visitar o seu interior, com muita pena minha, limitei-me a tirar-lhe fotos cá fora. Dos muitos estádios de futebol que tenho visitado permanece essa lacuna, nunca ter visto ao vivo o interior de um estádio com estas caraterísticas.

 

Copenhaga-Parken Stadion

 

O Casino é um local interessante para passar parte do início da noite e o “Copenhagen card” oferecia entrada gratuita.  Ao lado, caso queiram desfrutar de belas vistas sobre a cidade, de forma gratuita, aconselho a “infiltrarem-se discretamente”  (ou pernoitarem…) no “Hotel Radisson Blu Scandinavia” e subirem ao 25º andar.  Foi daqui que fiz o meu ritual de despedida de Copenhaga!

A caminho de Belgrado, onde dormi nessa noite, segui para Malmo (Suécia) de comboio, atravessando a Ponte do Øresund.

 

Copenhaga-Nyhavn, Janeiro às 16h30

 

Malmö (Suécia)

Atravessar a Ponte do Øresund era um desejo antigo. Esta obra de engenharia é uma das mais fantásticas que existem na Europa, foi inaugurada em 2000 e une os dois países Dinamarca e Suécia. Do lado Dinamarquês é isso mesmo, uma ponte, do lado Sueco, é um túnel. As duas partes unem-se no meio do Estreito de Øresund que liga o Mar Báltico ao Estreito de Categate a caminho do Mar do Norte. Por aqui circulam veículos rodoviários e comboios. Atravessando-a de comboio não nos apercebemos da grandiosidade da obra, pois a via férrea circula pelo tabuleiro inferior. Recomendo que, caso regressem a Copenhaga, o façam de autocarro.

 

Malmo-vista para a ponte de Øresund

 

Em Malmö, na parte nova da cidade, quando ao longe avistamos a  Ponte do Øresund, até nos faz lembrar a nossa Ponte Vasco da Gama, que recentemente perdeu o título da maior ponte da Europa para a Ponte da Crimeia, que liga a Rússia à Península da Crimeia.

A ponte Ponte do Øresund aproximou os dois países e transformou Malmö numa espécie de arredores de Copenhaga, pois existem muitas pessoas que residem em Malmö, onde a propriedade é mais barata, e trabalham na Dinamarca, atravessando-a quase todos os dias.

 

Malmo-vista para a ponte de Øresund

 

A zona nova de Malmö, foi o programa para essa tarde, pois daí a poucas horas iria voar para Belgrado e continuar assim a minha tournée pela Europa. Malmö possui um centro histórico, que não tive oportunidade de conhecer e também vários bairros sociais perigosos, onde vive a classe mais pobre da sociedade Sueca, muitos emigrantes.

Nascido em Malmö, criado no violento bairro de “Rosengard”,o futebolista Zlatan Ibrahimovic,  filho de pai Bósnio e de mãe Croata é um exemplo de superação e tido como um símbolo para quem procura uma vida melhor na Suécia, onde alguns emigrantes não são bem vistos.

A rota aérea de Malmö para Belgrado é bastante movimentada, o meu voo ia cheio, dado o número de emigrantes na Suécia, oriundos de países da antiga Jugoslávia. Notava-se inclusivamente algum desprezo por parte dos funcionários do aeroporto, ao verificarem os documentos dos passageiros na porta de embarque, pedindo mesmo o passaporte, quando para viajar para a Sérvia qualquer cidadão da UE o pode fazer somente com o cartão de cidadão. No meu caso como o meu passeio incluía a Ucrânia não foi problema…

 

Malmo

 

Antes de Zlatan Ibrahimovic, outro internacional Sueco, Stefan Schwarz conhecido por ter jogado no Benfica e por ter brilhado no Campeonato do Mundo de futebol em 1994, filho de pais Alemães, nasceu em Malmö. Ambos iniciaram a carreira profissional no mesmo clube, o “Malmö Fotbollförening”, assim como os outros internacionais Suecos, Mats Magnusson e Jonas Thern que em Portugal vestiram de vermelho e branco. O trio de antigos internacionais Suecos está sempre no coração dos adeptos Benfiquistas pois foram dos melhores jogadores estrangeiros que por lá passaram e fizeram vibrar mais de 120.000 adeptos em muitos jogos.

 

Malmo

 

E no moderno bairro de “Fullriggaren” até parece que estamos em Alcochete a olhar o nosso Rio Tejo e para a Ponte Vasco da Gama. Um dos edifícios que se destaca é o “Turning Torso” projetado por Santiago Calatrava. Um edifício de negócios, que não permite visitantes turistas. Visto de fora, podemos ver a sua fachada “em giro”, uma torção de 90 graus, desde o piso térreo até ao topo. Uma obra de elevada complexidade técnica pois os cálculos estruturais na fase de projeto e da sua execução em obra tiveram em conta uma sua localização, a região de ventos fortes e temperaturas que chegam a –20 ºC.

 

Malmo-Turning Torso

 

E com esta vista me despedi destes dias na Escandinávia!

 

Links

Alojamento em Copenhaga

Fiquei alojado no “City Hotel Nebo”. Hotel de 2 estrelas, com pequeno almoço buffet incluído e com um preço em conta, dado o nível de vida da cidade. Excelente qualidade para a classificação atribuída. Localizado junto à estação de comboio, com ligação direta ao Aeroporto Kastrup e a Malmo.

 

Estação de metro-Parque de estacionamento de bicicletas

 

Voos (low cost)

De momento a rota direta entre Lisboa e Copenhaga da Easyjet foi descontinuada, mas esta companhia continua a voar de e para Copenhaga.

De e para Copenhaga ou Malmo, a Wizzair e a Ryanair têm rotas diretas para diversos pontos da Europa.

O aeroporto de Malmo localiza-se a cerca de 30 Km da Estação de comboios central. Serve sobretudo companhias aéreas “low cost”. A companhia de autocarros “Ffygbussarna” efetua o transfer, podendo adquirir-se os bilhetes online.

O Aeroporto de Copenhaga “Kastrup” localiza-se a cerca de 10Km de Copenhaga e a cerca de 30Km de Malmö. Possui ligações ferroviárias diretas a ambas as cidades.

 

De comboio atravessando a Ponte de Ponte do Øresund

 

Para alojamento em Copenhaga – Consulte Aqui

 

Reservas (click):

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Chamo-me João Almeida, moro em Sintra (Portugal), e sou um AMANTE DE VIAGENS. Uma paixão que existe faz longos anos. A minha missão com esta página é de ajudá-lo a realizar o seu próximo destino! Saiba mais sobre mim e sobre o site.

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