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1 Jun

SICÍLIA, TRANQUILIDADE NO MEDITERRÂNEO (PARTE 1)

 

Sicília, tranquilidade no mediterrâneo (parte 1)

Texto & Fotos de António Ribeiro

 

A Sicília que é a maior ilha do mediterrâneo, com cerca de 25. 460 km2, sendo também a mais populosa com aproximadamente 5 milhões de habitantes (algo que me deixou surpreso, pois esta ilha tem metade da população portuguesa), é uma ilha tranquila e que denota uma cultura vincada.

Esta ilha Italiana além de praias fantásticas (embora creio que a vizinha Sardenha possua as praias de melhor qualidade e beleza), uma identidade forte, onde a Máfia teve uma influência muito forte, achei uma ilha muito acolhedora com uma identidade mais aguerrida e que sabe receber, pela negativa aponto apenas o facto de notar que podia estar mais bem cuidada e limpa; oferece uma complexidade boa, que permite ter muito para conhecer, com cidades bem distintas.

Desta vez fui de viagem com uma amiga, que desde já saúdo, pois foi uma excelente companhia de viagem, a Teres R. , que conheci aquando da minha viagem a Benidorm.

Conheci basicamente a metade mais ocidental, desde Palermo, fazendo um pequena paragem pela linda cidade de Cefalu, que embora não tenha visto na sua plenitude pois chovia, é uma cidade que tem um encanto fantástico; mais a sul fui a Agrigento, e na zona mais ocidental estive em Trapani, que foi onde estive mais dias; além de Trapani que também é uma cidade muito simpática, fui até um dos locais que mais me encantou, que foi San Vito lo Capo, uma cidade que além de muito bonita, tem uma praia absolutamente soberba, rodeada de montanhas, uma montanha que fica próxima da praia, dá uma foto de cartão postal absolutamente fantástica.

Nesta região Trapani fui ainda até uma das pequenas ilhas ao redor da Sicília (que fazem parte da mesma), no caso fui até Favignana, passei ainda numa pequena vila medieval próxima de Trapani que merece uma visita, Erice.

 

San Vito lo Capo

 

Estive 5 dias na ilha da Sicília, montei a minha base em Trapani, o alojamento era um pouco mais barato, e geograficamente achei mais interessante para conhecer outras cidades e para ir às ilhas mais pequenas; desde aqui fui à ilha de Favignana, de bus visitei Erice e San Vito lo Capo; indo depois daqui na viagem mais longa que fiz que foi para Agrigento, uma das cidades mais a sul nesta “metade” da ilha que visitei.

Talvez mais dois dias bastariam, para visitar o outro lado da ilha, e visitar por exemplo Catânia, Taormina, Siracusa ou Messina; caso por exemplo aluguem um carro, podem ter uma mobilidade maior, por isso acho que 5/7 dias será o ideal para conhecer o essencial da ilha. ou claro podem ver um pouco menos e desfrutar das praias e da tranquilidade que aqui se vive.

Uma vez que estive em vários locais, vou dividir o artigo sobre a Sicília, em duas partes, primeiro vou falar de Trapani (e ilha Favignana), Erice e San Vito lo Capo; sendo que no próximo artigo falarei de Agrigento, Cefalú e Palermo.

 

porto de Favignana

 

Trapani 

 

A cidade portuária de Trapani é uma cidade relativamente grande, embora no âmbito turístico tudo se concentre no centro histórico; embora ache que numa tarde/manhã se conheça quase tudo, é agradável percorrer o centro histórico desta cidade, as ruelas apertadas (que me fizeram lembrar a minha viagem á região sul de Itália de Apúlia), a cada 500 metros encontra-se uma igreja, embora muitas se encontrassem fechadas (permanentemente), além claro de uma par de monumentos, galerias de arte, e outros locais de interesse, bem como a zona junto ao mar, uma visita bem agradável.

De entre os vários locais que visitei, destaco: a Catedral de Trapani ( Catedral di san Lorenzo), uma bonita igreja inicialmente construída em 1102, passando mais tarde a Catedral, vale a pena visitar (achei mais bonito o interior), a entrada é gratuita; podemos caminhar ao longo da costa, desde a paragem do porto ( de onde saem os ferrys e onde fica uma das paragens de bus dos vários operadores), até junto da zona dos pescadores, aqui podemos ver os pescadores com as suas bancas, com os antigos “tri-car”, a servirem de montra (algo curioso, pois algo que quer eu e Teres, já não víamos há muito tempo; aqui nesta zona dos pescadores, temos no horizonte uma ilhota, a Isolla della Colombaia, com o seu castelo que sobressai bastante, nota ainda para aqui próximo ( também com vista privilegiada para o castelo), fica Lazzaretto, uma espécie de fortificação que serviu de local de isolamento para doenças contagiosas.

Não muito longe daqui, num dos extremos da cidade junto do mar, fica o  Museu Cívico Torre di Ligny , é uma torre de vigia, que alberga também um pequeno museu, com esculturas e réplicas de barcos, entre outros; a vista do topo é bem agradável, não me recordo bem, mas acho que a entrada era cerca de 2€, deixo aqui link para mais informações.

Daqui podemos percorrer esta zona pedonal junto do mar e seguir um pouco mais por esta zona amuralhada, indo até Bastione Conca, que é uma antiga fortificação (aqui perto, ao fundo fica uma zona de praias), seguindo um pouco mais passamos por uma zona muito agradável, a Mura di Tramontana, ótima para desfrutar de uma bebida ao por do sol; daqui seguimos até à Piazza Mercato del Pesce, onde ficam alguns vendedores de arte local ( e numa noite vimos um concerto no âmbito de uma campanha partidária).

Basilica di Maria Santíssima, o Palazzo Senatorio um dos edifícios com a fachada mais bonita para mim, um edifício de estilo barroco com dois relógios que se destaca numa das ruas principais de Trapani ( corso Vittorio Emanuele). Próximo fica a Porta Oscura, ou também não muito longe, outra igreja em destaque, a Chiesa del Collegio dei Gesuiti (muito bonita por dentro).

Por certo visitei (e podem visitar mais) alguns locais que aqui não referi, como algumas galerias de arte e mais algumas igrejas, entre outros, é apenas amostra do que podem visitar em Trapani, como o levantar da ponta do véu.

 

castelo na Isolla della Colombaia, Trapani

 

Trapani

 

vista no topo da Torre di Ligny, Trapani

 

um jardim em Trapani

 

Museu Cívico Torre di Ligny, Trapani

 

mercato del peche, Trapani

 

interior Museu Cívico Torre di Ligny, Trapani

 

Catedral de Trapani ( Catedral di san Lorenzo)

 

Catedral de Trapani ( Catedral di san Lorenzo)

 

Um dos locais de visita obrigatória é ir a uma das ilhas mais pequenas próximas de Trapani (também podem aqui chegar desde San Vito), as mais famosas são Favignana e Levanzo, sendo que a primeira, é a maior e a que tem mais procura; existem como já referi, vários tours que passam pelas duas ilhas, outros ainda com atividades aquáticas, nós decidimos simplesmente apanhar o ferry para Favignana e partir à descoberta, o ferry funciona muito bem, com boas frequências, sendo que a viagem dura cerca de 30 minutos; na ilha podem alugar uma bicicleta (creio que eram 5€ por dia), para descobrir um pouco mais da mesma, mas caminhando um pouco, descobrem muita coisa, as ruas são bem agradáveis de desbravar, sendo muito pitorescas;  o especial destaque vai para a praça onde fica a igreja Madre Maria Santíssima Imacolata, e também nota de destaque para a antiga fábrica com arcos que se vê logo junto do porto na chegada do ferry, o  ex Stabilimento Florido di Favignana, esta antiga fábrica, que também é museu, encontrava-se fechado na altura, mas creio que pode ser algo de interessante para visitar em Favignana.

Podemos ainda caminhar até zonas costeiras (que são rochosas), como a punta larga, e por exemplo apreciar um bom café italiano; caso tenham a bicicleta, podem conhecer um pouco mais à volta da ilha; algo que pode ser interessante é pernoitar uma noite aqui para desfrutar desta tranquilidade fantástica.

No ponto mais alto da ilha, algo que se destaca logo assim que chegamos a Favignana, é o Castello di Santa Caterina, pelo que soube com os locais a subida até aqui leva cerca de 40 minutos a pé, algo que caso tenham tempo podem fazer.

 

ex Stabilimento Florido di Favignana

 

Castello di santa Caterina, Favignana

 

Favignana, arte urbana

 

municipo de Favignana

 

Igreja Santa Maria, Favignana

 

Favignana

 

Outro local de interesse, que embora não tenha visitado, que acho que pode ser de grande interesse, é o Museu do Sal fica a sensivelmente 10 km do centro (paragem de Trapani port), existem alguns tours com a visita ao museu; não tenho a certeza quanto a transporte público,  mas acho que o táxi (ou um Uber/Bolt/ similar), não será caro e claro, caso tenham carro facilmente aqui chegam.

 

Erice

 

Esta bonita aldeia medieval, no topo de uma montanha, quase toda em pedra de granito, fica a apenas 15 km de Trapani, a viagem de bus é um pouco demorada, pois faz várias paragens, em alternativa podem ir até junto do teleférico, que fica a cerca de 4 km da paragem do porto (para aqui há um bus local), o teleférico Trapani-Erice leva cerca de 10 minutos em cada trajeto, sendo o bilhete de ida e volta 9.5€  (uma vez que o tempo não era o melhor, sendo que inclusive depois encerrou, uma vez que não seria possível desfrutar da vista, optei pela viagem de bus até às portas da vila.

Erice (que foi uma ideia de Teres, e foi uma boa aposta), facilmente se visita num par de horas, contudo não deixa de ser uma cidade apaixonante; não é preciso muita orientação, simplesmente partir à descoberta por entre as ruelas, a subir, repletas da porcelana tradicional; chegando à zona no oposto da entrada, vamos encontrar o Parque del Balio  , aqui em destaque além da vista fantástica sobre Trapani, com o mediterrâneo como pano de fundo, fica junto do penhasco, o castello di venere , um belo castelo do século XII (encontrava-se encerrado na altura), junto do castelo fica ainda a torre torretta pepoli.

Voltando para o centro desta antiga vila medieval, vamos encontrar mais locais de beleza substancial, além de várias igrejas (pois erice é apelidada como a cidade das 100 igrejas), vamos encontrar um bom punhado de atrações, a maioria destas é paga, sendo o valor de cada uma de 2.5€, contudo caso queiram visitar todas, podem adquirir esse “pack”, que custa salvo erro 6€.

Ao entrar em Erice, pela porta Trapani, temos logo dois locais de destaque, a torre e a igreja principal (Duomo), na minha app de mapas, no maps.me, e em sites de turismo da Sicília, aparece também como  igreja Maria santíssima Assunta; continuando a nossa descoberta, temos a Chiesa de san Martino; Chiesa sant’Alberto degli Abbati; Chiesa di san Pietro; a praça principal onde fica o município e o museu cívico Antonio Cordici; uma zona que chamam de bairro Espanhol,  ir até à porta Spada, de onde temos também mais bom local bom para ter uma perspetiva desde o cimo da encosta onde fica esta vila e a Chiesa di San Giuliano; são alguns dos “ingredientes” que esta vila nos oferece.

 

castello di venere, Erice

 

Erice

 

Erice

 

Erice

 

Erice

 

uma das torres no Jardim del Balio, Erice

 

torre de Erice

 

interior da igreja (Duomo) de Erice

 

interior da igreja (Duomo) de Erice

 

Igreja (duomo) Erice

 

San Vito Lo Capo

 

Também simplesmente chamado como San Vito, este foi para mim o melhor local que visitei (muito renhido com Cefalú), embora sinceramente não haja muito a escrever, pois não existem muitos locais turísticos, a magia é simplesmente desfrutar deste belo local cuja praia pinta um cenário simplesmente deslumbrante.

Notei aqui uma harmonia e tranquilidade excelentes, que apaixona e encanta quem visita San Vito.

A zona central conta com umas ruas bem bonitas e pitorescas, repletas de restaurantes e cafés, e comércio local, com claro destaque para souvenires e porcelana típica da ilha, uma nota de destaque vai para a igreja (santuário) de San Vito, bem bonita e peculiar. É sem dúvida um local lindíssimo, muito pitoresco, sobretudo, junto da praia, onde o cenário é encantador, sendo que a praia é do melhor para ver e desfrutar.

Para quem quer ficar uns dias simplesmente a desfrutar da praia na Sicília, na minha perspetiva é um local perfeito, neste que é um cenário relaxante, com paz e tranquilidade, onde a praia lindíssima, com o rochedo (montanha), como pano de fundo, areia fina, águas cristalinas; torna sem dúvida este local de visita obrigatória.

Gostava de dar um destaque especial para um local fantástico para comer, o Tasty Paninoteca, praticamente em frente à praia, é um local que faz sandwiches típicas (panini), com uma qualidade excelente e a um preço ótimo, os empregados são excelentes (bem simpáticos e falam inglês) aconselho vivamente.

 

San Vito

 

San Vito lo Capo, cartão postal

 

San Vito

 

praia em San Vito

 

ruas de San Vito

 

rua em san Vito

 

praia em San Vito

 

souvenirs em San Vito

 

San vito

 

igreja San Vito

 

interior igreja San Vito

 

Viagens Felizes

 

Dicas e Notas

 

A Sicília tem dois aeroportos principais, nas cidades de Palermo e Catânia, existe um mais pequeno em Trapani, que agora vai começar a receber voos operados pela Ryanair, sendo que tem voos desde o Porto, após uma breve pesquisa, temos voos do Porto para Trapani, no verão (junho, julho, agosto e setembro); para Palermo, temos pela Easyjet,voos também desde a cidade do Porto, (aqui com voos somente em julho e agosto).

Eu fui desde a cidade de Madrid, que pode ser uma boa alternativa, pois tem uma maior oferta de ligações e horários; e dependendo de onde estão, além de voos baratos de Portugal até à capital espanhola, podem ir de bus, as operadoras como a Rede Expressos e Alsa (operada em simultâneo); Flixbus ou Gipsy bus, entre outras, oferecem ligações baratas, que inclusive vão até ao aeroporto.

Do aeroporto de Palermo, temos o bus da Segesta a viagem demora cerca de 1h (pára em vários locais em Trapani), podem comprar o bilhete no motorista, este custa 9.6€ (podem consultar horários e também comprar os bilhetes no site).

Para o centro da cidade de Palermo a empresa de bus PrestiaComande faz a ligação desde a estação de bus, que é ao lado da de comboio (fazendo ainda várias paragens ao longo da cidade), a viagem desde a estação principal demora 50 minutos, e os bilhetes custam 6€, a frequência é a cada 30 minutos.

acho que é a forma mais prática, contudo também podem ir de comboio a TrenItalia liga a estação central ao aeroporto em 1h, o bilhete custa 6.5€.

 

comida no Tasty, San Vito

 

Trapani à noite

 

De Trapani, para Erice e para San Vito lo Capo, fui de bus, pela AST (empresa de transportes suburbanos), temos horários diferentes dos dias de semana, para os fins de semana, creio que são suficientes (apenas têm muitas paragens, pois são locais e não turísticos), a viagem para Erice, era de quase 1h e para San Vito, perto de 1h e 30 minutos; os bilhetes podem ser comprados diretamente pelo motorista, ou o caso da paragem no porto de Trapani  também podia ser num pequenos quiosque do outro lado da rua ( os bilhetes eram baratos, salvo erro foi cerca de 5€ ida e volta para Erice, para San Vito não me recordo bem, mas creio que menos de 8 € ida e volta)

O barco (ferry) para a ilha de Favignana, da Liberty Lines oferece várias ligações diárias, a viagem demora cerca de 30 minutos, o bilhete de ida e volta, dependendo dos horários, custa pouco mais de 20€.

Existem vários tours que proporcionam passeios à volta desta ilha, e que passam ainda pela outra ilha, que fica também muito próxima, a ilha de Levanzo, podem ver operadores em vários pontos da cidade, no nosso parceiro Getyourguide, vão encontrar também várias ofertas (na página irão aparecer links com algumas ofertas).

site turismo Sicília  » Aqui

 

por do sol em Trapani

 

Todas as cidades onde estive, me pareceram tranquilas e seguras, á fácil comunicar, pois na maioria dos locais se fala em Inglês, e uma vez que o Italiano não tenha uma diferença tão substancial ao Português, creio que comunicar será fácil.

Em Itália, o fuso horário é de mais 1h que em Portugal, a moeda, claro é o euro; o indicativo telefónico é: +39 e o domínio de internet é .it

 

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Chamo-me João Almeida, moro em Sintra (Portugal), e sou um AMANTE DE VIAGENS. Uma paixão que existe faz longos anos. A minha missão com esta página é de ajudá-lo a realizar o seu próximo destino! Saiba mais sobre mim e sobre o site.

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