17 Jun

CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NA ALEMANHA E POLÓNIA

 

– Dois dos locais mais horríveis na terra –

Campos de concentração de Sachsenhausen (Alemanha) e Auschwitz-Birkenau (Polónia)

Texto & Fotos de Mário Menezes

 

Há locais para onde viajei que jamais quero repetir. Não tenho coragem para voltar.

São locais onde todos nós pelo menos uma vez na vida deveremos ir. Locais onde nos poderemos conhecer melhor. A natureza humana no seu pior. Difícil entender como alguém consegue arquitetar tamanha atrocidade para o seu semelhante. O mais grave é que esta é a nossa natureza e isso me fez sentir muito mal e com nojo de mim próprio. Nós seres humanos somos capazes de fazer aquilo que vi. O limite da maldade e que em cada um de nós há pelo menos um pouco!

 

Sachsenhausen-Entrada com a inscrição de que o trabalho liberta

 

Estes dois locais são apenas dois de muitos que existiram na Europa. Hoje muitos deles são mantidos de pé para que a memória não se apague. Ali milhões de seres humanos inocentes foram sacrificados. A chamada “Solução final” que Hitler implementou. E Hitler nem sequer foi na História da Humanidade o maior genocida, mas provavelmente as suas atrocidades são as que estão mais presentes e evidentes.

 

Auschwitz- local de enforcamentos públicos

 

Campo de concentração de Sachsenhausen (Alemanha)

 

Em Janeiro de 2009 visitei Berlim e tinha em mente visitar um bunker, os túneis da Guerra fria e um campo de concentração. Consegui realizar estes dois objetivos, e visitei o Campo de concentração de Sachsenhausen.  Localizado em Oranienburg, cidade que dista cerca de 30Km de Berlim e acessível de comboio suburbano S-bhan. Cerca de uma hora de viagem. Depois uma caminhada com cerca de 2Km. A entrada é gratuita.

 

Sachsenhausen-exterior

 

Sachsenhausen-Memorial às vítimas

 

Entre 1936 e 1945 funcionou como campo de concentração Alemão. Foi a primeira de uma série de instalações construídas pelos nazis, para confinar ou liquidar em massa opositores políticos, judeus, ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová, e, posteriormente, milhares de prisioneiros de guerra. Posteriormente serviu como acampamento especial soviético.

 

Sachsenhausen-ruínas do crematório

 

A experiência de visitar este local já de si é dolorosa. Apesar de muitas das edificações estarem destruídas, ainda é possível ver as barracas onde os prisioneiros viviam em condições desumanas, a seção “Z” onde as execuções por fuzilamento eram levadas a cabo. “Z”, à boa maneira do sadismo nazi, por ser a última letra do alfabeto, assim chamado aquele local, por significar o final, onde se morria e tudo acabava. Também as ruínas do crematório onde depois das execuções os corpos eram incinerados, se podem visitar.

 

Sachsenhausen-Secção Z

Sachsenhausen-Barracas

 

Existem um museu e um centro de exposições onde podemos aprender mais sobre este local. Uma manhã é suficiente e recomendo de tarde fazer algo lúdico e divertido pois sairão dali bastante cabisbaixos com o que viram e com o que leram…

A minha escolha para essa tarde foi visitar o Madamme Taussaud´s de Berlim e deste modo consegui recuperar do “trauma”. Depois de me divertir com as figuras lá expostas, fiquei mais animado.

 

Sachsenhausen- vedação

Sachsenhausen-Barracas

 

Campos de concentração – Auschwitz-Birkenau (Polónia)

 

A cerca de 80 Km de Cracóvia, acessível de autocarro ou comboio  suburbano, a viagem dura cerca de 90 minutos. Atualmente é aconselhável visitar em tour organizado, marcado com antecedência, uma vez que o número de visitantes diários passou a ser limitado.

Auschwitz-vedação

Auschwitz, o nome em Alemão por o qual é conhecida internacionalmente a localidade onde fica este antigo campo de extermínio, é chamado na Língua Polaca de “Oświęcim”.

 

Auschwitz – complexo – pavilhões

 

Auschwitz – complexo – pavilhões

 

Se Sachsenhausen que visitei dois anos antes me impressionou, então o que dizer de Auschwitz. Aqui tudo permanece praticamente igual ao que era nos tempos do Holocausto. Mal cruzamos a placa ” Arbeit macht frei”, veremos que a mesma é apenas a primeira de muitas manifestações de sadismo por ali existentes. Uma placa que existe em todos os campos de concentração. Trabalhando até morrer, de doenças e subnutrição, é a única forma de escapar dali, é esse o significado.

Auschwitz – complexo – pavilhões

 

Auschwitz- local de fuzilamentos

 

A visita ao local é uma experiência que nos amedronta e nos marca para sempre. Um local que é horrível, um verdadeiro inferno. Cada objeto, cada descrição do mesmo, cada pavilhão em que entramos nos deixa mais fracos e cada vez mais fracos. A quantidade de visitantes que choram é impressionante. Muitos deles tiveram antepassados que fizeram parte dos mais de 1 milhão que morreram ali.

 

Auschwitz-Crematório-Sistema de carga dos corpos muitos deles ainda vivos

 

Auschwitz-Crematório

 

Auschwitz-Um dos objetos mais horríveis uma forca amovível para execuções sumárias

 

Auschwitz-Marcas-dos-prisioneiros

 

A cerca de 3Km e acessível de autocarro “Shuttle” gratuito, temos Birkenau. A fábrica da morte onde ainda existe a linha de comboio que conduzia ao seu interior. Uma cena do filme “A lista de Schindler” é ali passada e mostra como era o procedimento. Essa cena foi rodada no exterior, à entrada desse edifício, numa réplica construída propositadamente, pois Spielberg não foi autorizado a filmar lá dentro. A visita aos Campos de concentração – Auschwitz-Birkenau toma um dia completo. Quando nos sentamos no autocarro para regressar a Cracóvia estamos completamente estupefactos, cansados física e psicologicamente, atónitos, revoltados e com um profundo sentimento de culpa pois quem arquitetou semelhantes locais, afinal foram seres vivos como nós.

 

Birkenau-Comboio de transporte de prisioneiros para as câmaras de gás

Birkenau – A linha por onde o comboio entrava no edifício da morte

 

Birkenau-complexo

 

Birkenau-complexo

 

Birkenau-Chaminés dos crematórios

 

Birkenau-Sanitários das camaratas com condições desumanas

 

Este foi para mim um dia de férias muito triste e muito sentido. Foi uma grande lição de vida. Nesse dia fiquei a ter bem mais apreço pelos animais que pelos seres humanos.

 

Birkenau-Camaratas com condições desumanas

 

Quando estudamos filosofia pela primeira vez, ouvimos falar que no tempo da Grécia antiga, um pensador proferiu a frase “conhece a ti mesmo”. Passando um dia em Auschwitz teremos essa experiência.

 

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João Almeida

Chamo-me João Almeida, moro em Sintra (Portugal), e sou um AMANTE DE VIAGENS. Uma paixão que existe faz longos anos. A minha missão com esta página é de ajudá-lo a realizar o seu próximo destino! Saiba mais sobre mim e sobre o site.

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