21 Mai

MONTEVIDEU (URUGUAI) – UM HINO AO FUTEBOL!

 

Montevideu – Um hino ao futebol

Texto & Fotos de Mário Menezes

 

Montevideu, a capital do Uruguai fechou com chave dourada a minha viagem de 3 semanas pela América do Sul.

De Buenos Aires, para Puerto Iguazu, com uma curta passagem pelo Paraguai e Brasil. Depois até ao Fim do Mundo e daí para a Patagónia Argentina . Em seguida a Patagónia Chilena. Daí para Valparaíso e Santiago do Chile de onde saí para  aqui aterrar já perto da 1h da manhã. No dia seguinte ao final da tarde regressaria novamente a Buenos Aires, o ponto de partida e de chegada desta volta maravilhosa.

 

Uma curta passagem, poucas horas, em que metade do tempo foi dedicado ao futebol.  Todo fora previsto no programa inicial!

 

Montevidéo-Centro histórico-Palácio da Justiça- arquitetura colonial

 

Montevidéo-Marginal

 

Montevidéo-Marginal

Uma cidade que respira  futebol e que deu ao Mundo nomes como Enzo Francescoli, Diego Forlán, Rodolfo Rodríguez, Álvaro Recoba e Alcides Ghiggia, este último o maior de todos! São vários clubes aqui sediados, sendo os maiores, o “Club Nacional de Football”, conhecido como o “Nacional de Montevidéo” e o Club Atlético Peñarol. Ambos o seu histórial cruza com o dos maiores clubes do futebol Português.

 

Montevidéo-Centro histórico-arte urbana e política…

 

Montevidéo-Centro histórico-arte urbana

Visita obrigatória em Montevideu é seu velhinho Estádio Centenário e o Museu do futebol que dele faz parte. Um estádio cheio de História  que foi eleito património cultural da humanidade. Ali foi realizado o primeiro campeonato do Mundo de futebol em 1930 ganho pelo país organizador. Construído para esse evento, este estádio mantém a sua arquitetura original. Longe dos padrões de conforto e segurança dos estádios do Velho Continente, a sua mística não fica afetada. É a casa da Seleção do Uruguai e o palco dos clássicos entre as duas maiores equipas da cidade.

 

Montevidéu-Estádio Centenário

 

Montevideo-Museu do futebol-troféus da Seleção Nacional do Uruguai

 

Montevideo-Estádio centenário-placa do Mundial sub20 1991 em Lisboa. Uma seleção que não deixou saudades..

 

Montevideo-Museu do futebol- foto do jogo da final do Mundial 1950, lugar central do Museu

 

Montevideo-Museu do futebol-antigas relíquias

 

Montevideo-Museu do futebol-Golo do século, o golo de Ghiggia na final do Mundial 1950

 

Montevideo-Museu do futebol

 

Montevideo-Museu do futebol

 

Montevideo-Museu do futebol -Hurst, o herói do Mundial 1966 autor de um golo polémico em que ainda hoje não sabemos se a bola entrou

 

Montevideo-Museu do futebol-Camisola de Lilian Thuran, defesa da Seleção da França, utilizada no Mundial 1998

 

Montevideo-Museu do futebol-antigas relíquias

 

Montevideo-Museu do futebo-Seleção Uruguai vendedora da Copa América 2011

 

A vista das bancadas impressiona. Subindo por elas, o relvado vai ficando cada vez mais lá ao fundo!  É um estádio com uma conceção arquitetónica ultrapassada. Ele  “alarga”, o relvado fica “longe” das bancadas, contrariamente aos modernos palcos em que as bancadas “sobem” e em qualquer ponto a distância para o relvado é relativamente curta e os espetadores sentados não conseguem ver os anéis inferiores. Na Europa, muitos estádios Olímpicos estão sendo transformados neste conceito, chamado em alguns casos de “Arena”, onde o futebol é a principal prática desportiva, e tanto o público como as câmaras de televisão que transmitem os jogos têm a vista para o relvado cada vez mais próxima.

 

Montevidéu-Estádio Centenário-velhinho e pouco confortável

 

Montevidéu-Estádio Centenário

 

Montevidéu-Estádio Centenário-a famosa Torre das homenagens, que é possível em certos dias subir

 

O museu do futebol é um “must” para o adepto do Desporto rei. Imensas relíquias, como botas e camisolas de famosos jogadores, e até árbitros, taças e fotografias de momentos marcantes da História do futebol e dos dois maiores clubes da cidade.

 

Montevideo-Museu do futebol-relíquias-camisolas de Pelé e de Vavá

 

Montevideo-Museu do futebol-Camisola de Maradona utilizada no Mundial 86

 

Montevideo-Museu do futebol -momento da passagem do Presidente da FIFA

 

Não poderiam faltar as referências ao campeonato do Mundo de 1950. Aquele célebre jogo da final. Com o Maracana cheio. Mais de 200.000 espetadores esperavam ver o Brasil campeão do Mundo. O empate servia, pois o torneio disputava-se em moldes diferentes dos atuais. O Brasil esteve a ganhar 1-0. O Uruguai empatou por um jogador chamado Schiaffino. Mas o pior estava para vir. Alcides Edgardo Ghiggia Pereyra, conhecido no Mundo do futebol por Ghiggia, fez o golo da vitória a 11 minutos do fim. O Brasil chorou! Uma tragédia nacional batizada como “Maracanazo”. Os jornais já tinham as manchetes preparadas para sair com o Brasil campeão e os relatores tiveram de passar a noite a reescrever a história. Dizem os presentes nesse jogo que se fez um “silêncio ensurdecedor”.Ghiggia  foi um das 3 pessoas que conseguiram calar o Maracana. As outras foram Frank Sinatra e o Papa!  Ghiggia que sempre foi acarinhado por Brasileiros inclusivamente, tendo a sua marca no passeio da fama no novo estádio do Maracana, faleceu em 2015 com 88 anos e na miséria.  Posar com a estátua de Ghiggia, foi um dos pontos mais altos da minha passagem por Montevideu.

 

Montevideo-Museu do futebol-antigas relíquias

 

Montevideo-Museu do futebol-antigas relíquias

 

O resto da cidade precisa de mais dias para ser visitada. Limitei-me a um passeio pela marginal, onde há muitos anos Dário Silva, um goleador da Seleção do Uruguai e que jogou em vários clubes Espanhois, teve um grave acidente e teve de amputar parte de uma perna, terminando assim tragicamente a carreira. O centro histórico é interessante e acolhedor e está enquadrado com a zona portuária. Com vários edifícios de arquitetura Colonial, e várias lojas que vendem canabis, pois o Uruguai é um dos países que a sua venda é permitida. “O Mercado del Puerto” é um ponto de paragem obrigatória para os amantes da carne! Um mercado em que as lojas são churrasqueiras. A carne é deliciosa e o aconselhado é a “tira de asado” e só me arrependo de não ter comido mais. Foi talvez o melhor local para comer carne, de todos os que estive nestas semanas.

 

Montevidéo-O Mercado del Puerto, paraíso da carne

 

Montevidéo-O Mercado del Puerto, paraíso da carne

 

Montevidéo-O Mercado del Puerto, paraíso da carne-tira de asado

 

Montevidéo-O Mercado del Puerto, paraíso da carne

 

Ainda tive tempo de entrar visitar a Catedral de Montevideo e fazer o meu ritual de agradecimento Divino que é habitual mas minhas viagens sempre que visito locais religiosos.

Entrei então em um daqueles cafés e pedi um copo de vinho Uruguaio,para provar mais um néctar dos Deuses de um novo país estrangeiro. Longe da fama e da qualidade dos vinhos Argentinos e Chilenos, mas serviu perfeitamente para daquela forma me despedir do Uruguai que ficou marcado como o 50º país estrangeiro que visitei.

 

Montevidéo-Centro histórico-O Mercado del Puerto ao fundo

 

Daí segui para o terminal de autocarros, para ir embora. Por terra, de autocarro até Colónia del Sacramento e daí de ferry-boat até Buenos Aires, para o mesmo hotel, onde dormi a última noite. No dia seguinte regressei a casa, ao meu país, ao meu trabalho e à minha vida habitual.

 

Montevideo-Museu do futebol-Estátua de Ghiggia, o herói da final do Mundial 1950. Posar com ela foi um momento alto!

 

Links:

Voo: Companhia aérea low cost que utilizei para viajar de Santiago do Chile para Montevideo

Hotel: Fiquei no hotel HTC, bem localizado, muito perto do terminal rodoviário e bastante razoável, o preço e o serviço

Transporte de Montevideu para Buenos Aires: Esta é a companhia marítima e rodoviária.A forma mais económica é comprar um bilhete integrado, autocarro e ferry-boat. A viagem até Colónia del Sacramento de autocarro dura cerca de 3 horas, e daqui até Buenos Aires há transbordo para o ferry-boat. A travessia do Rio La Plata dura cerca de 1h30. O controlo de fronteiras (dos dois países)  é feito todo em solo Uruguaio. A bagagem segue diretamente para Buenos Aires.

Golo de Ghiggia na final do Mundial 1950, contado na primeira pessoa:

Jogo realizado no estádio Centenário, Uruguai-Argentina em 2009 que motivou insultos aos jornalistas de Maradona na sala de imprensa após o jogo

Notícia sobre Ghiggia no passeio da fama no Maracanã.

 

 

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João Almeida

Chamo-me João Almeida, moro em Sintra (Portugal), e sou um AMANTE DE VIAGENS. Uma paixão que existe faz longos anos. A minha missão com esta página é de ajudá-lo a realizar o seu próximo destino! Saiba mais sobre mim e sobre o site.

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