4 Abr

FESTIVIDADES DE BRAGA

 

S. JOÃO DE BRAGA

AS MAIORES FESTAS DE BRAGA

As Festas de S. João em Braga são o maior evento do calendário anual dos bracarenses. Fenómeno de tradição e envolvimento comunitário, estas celebrações manifestam as mais autênticas características do povo minhoto, região que tem em Braga uma centralidade ancestral.

Se podemos apontar uma data para o início de festejos significativos em honra de S. João em Braga, somos obrigados a apontar o ano de 1150, data em que foi fundada uma igreja dedicada a este santo. Desde esse ano, vai ser do crescimento e desenvolvimento da paróquia e da sua confraria, ambas devotadas e este orago, que irão evoluir os festejos sanjoaninos em Braga.

Se é certo que, apenas a partir de 1489, surgem notícias que atestam que as festas já se realizavam com dimensão pública, é difícil não conjecturar que as mesmas já se realizavam desde a fundação deste templo e, com maior propriedade, desde a fundação da confraria que lhe é coeva.

Ao longo do seculo XVI, temos a convicção, a partir da análise de diversas atas municipais, que as festas de S. João, para alem de serem um dos sete festejos estatutários da cidade, seriam provavelmente um dos que mais contava adesão popular. A corrida do porco era, por esse tempo, o epicentro dos festejos, que passaram, mais tarde, a ter na procissão e nas exibições de cariz medieval, o seu principal evento. As informações que detemos, relativas á procissão nos finais do seculo XVIII, indicam-nos que seria um momento relevante no calendário anual das celebrações que se realizavam na cidade. A confirmação dessa relevância vem em meados do seculo XVIII quando já se reconhece o São João como os maiores festejos citadinos a par do Corpo de Deus, que, por essa altura, já era demasiado religioso para a efusividade e excesso impostos pelos cânones sociais dos tempos barrocos. Apesar da depuração das exibições pagãs, exigidas durante o reinado de D. João V, o S. João conservou detalhes festivos que entusiasmavam os bracarenses. Vão ser esses detalhes, conservados ao longo de décadas, nomeadamente entre os finais do seculo XVIII e meados do seculo XIX, que vão garantir o ressurgimento em força dos festejos.

Na segunda metade do seculo XIX, Braga, como qualquer localidade minhota, fervilhava de festas e romarias. Qualquer capelania, paroquia ou confraria queria destacar-se das demais pela qualidade dos seus festejos. Nesse âmbito, nas décadas de 1850 e 1860, a cidade de Braga registava cerca de 34 romarias, das quais se destacavam o Senhor da Saúde das Carvalheiras, o Esprito santo no Bom Jesus, santa felicidade na Ponte e o São João, que detinha duas festas: São João do Souto e São João da Ponte. A primeira mantinha a procissão, na qual se inseriam as danças do Rei David e os cânticos dos pastores, quadros que vão sendo devidamente reformulados nesta época. Na capelania sediada na coutada dos arcebispos realizava-se uma feira no dia do santo, que era acompanhada de uma romaria mais popular, potenciada pelo vasto espaço exterior à capela dedicada a São João.

Festividades de Portugal

Festas do São João de Braga

 

As exibições do Rei David e dos Pastores vão ser decisivas para que o S. João mantivesse uma originalidade e um nível de atracção de forasteiros, que lhe permitiu destacar-se dos demais festejos que abundavam na cidade. Por isso mesmo, em 1893 vai ser instituída a primeira comissão de festas, que vai unificar os dois festejos sanjoaninos e dar-lhes um impulso ainda maior no que ao número de visitantes diz respeito, numero esse que já era significativo por estes tempos. A partir daí, jamais algum cronista ou jornal se atreveu a questionar se alguma outra romaria se teria sobreposto ao S. João que, ainda assim, era sempre o termo de comparação, o que já deduz o reconhecimento da sua grandiosidade perante os restantes festejos anuais.

O percurso palmilhado até aos nossos dias confirma este evento como o maior do calendário anual dos bracarenses urbanos e rurais e a centralidade destes festejos na região em que se insere, porém, retira-lhe a importância mediática e turística que vigorou entre a segunda metade do seculo XIX e o primeiro quartel do seculo XX. O surgimento dos festejos portuenses, principalmente a partir da década de 30 do seculo passado, cidade com maior importância demográfica e mediática, acabou por relegar o S. João de Braga para uma posição secundaria no que à notoriedade diz respeito.

Apesar disso, os festejos bracarenses continuam a apresentar-se com uma originalidade identitária que os individualiza entre os demais festejos. Portugueses em honra de S. João Baptista.

Por isso mesmo, a análise da história e desenvolvimento destas festas é um imperativo para iniciar um caminho de valorização desta essencial herança patrimonial, histórica e etnográfica da cidade de Braga.

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Festas do São João de Braga

 

 

 

S. JOÃO

Os Quadros Bíblicos

Nascido de um milagre, agraciado com as feições de um iluminado e com o dom da palavra, encarregado da extraordinária missão de preparar o caminho do Senhor, o epílogo da sua vida veio após um longo e doloroso martírio. Eis, S. João Baptista, o Santo Percursor.

S. João Baptista escolheu as margens do Rio Jordão para pregar a palavra divina. Era aí que baptizava, com as águas límpidas do Rio quem queria purificar-se. Foi também na pureza dessas águas que, num acto de submissão, Jesus Cristo foi baptizado pelo seu percursor. Encontramos na tradição das seculares Festas de S. João de Braga um quadro bíblico por S. João Baptista.

É no Rio Este, em S. João da Ponte, que este quadro é representado. O povo bracarense decidiu então «transformar» a margem esquerda do Este na memória viva do Santo Percursor, rendendo esta singela homenagem não apenas a S. João Baptista mas também a Jesus Cristo, ou não fosse Braga uma das mais antigas cidades cristãs

 

S. CRISTÓVÃO E O MENINO

A imagem colossal de S. Cristóvão, carregando ao ombro o menino, desperta a curiosidade de todos os visitantes que chegam a Braga por ocasião do S, João. A história é tão singela quanto doce:

S. Cristovão, homem de estatura de gigante e força poderosa fora um pescador. Redimia-se dos seus pecados praticando a caridade nas margens do Jordão, auxiliando, com a ajuda de um vau, os viandantes a atravessar o rio às cavalitas .

Um dia, uma criança apareceu pedindo-lhe que o transportasse à outra margem. Prazenteiro, acedeu ao pedido. Como a débil criança lhe pesasse muito, e já a meio do percurso, comentou:

– «Menino tu pesas muito! Parece que levo o mundo às costas».

-«Não te admires, Cristóvão! Levas ao ombro Aquele que fez o mundo.

-Mas tu virás comigo para casa do meu Pai.

O Santo, que não era chamado assim, passou a ser dominado Cristóvão, que significa «portador de Cristo».

 

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S. Cristóvão e o Menino

 

A princípio a estátua era transportada pelos barqueiros que operavam em em algumas áreas fluviais de Braga numa majestosa Procissão. A honra de representar o Menino Jesus que na Procissão ia aos ombros da estátua cabia a um menino que era escolhido para tal função. A estes meninos, que passaram a ser chamados de «Meninos de S. Cristovão», eram concedidos importantes privilégios legais o que levou muitos pais a registar os seus filhos na Câmara como «Menino de S. Cristóvão»

Há alguns anos atrás surgiu a ideia de, para recuperar a grandeza e o brilho das festas, colocar a imponente figura do caridoso Santo, garbosamente enfeitada e carregando aos ombros o Salvador do Mundo no cenário onde desenvolveu a sua boa acção: O Rio Este que aqui simboliza o Jordão.

Cristóvão ficou para sempre ligado às festas de S. João.

 

CARRO DAS ERVAS

O Carro das Ervas é dos tempos medievais.

Nos itens do Senado da Câmara, esta obrigava anualmente de vésperas e até determinada hora as freguesias rurais do concelho, por ocasião das Festas de S. João, umas a fazerem limpeza à cidade e outras, para no dia do «Bautista», trazerem à cidade, carros de juncos, ervas cheirosas e flores, com a recomendação de que, se não cumprissem a determinação, eram punidos pecuniariamente a favor do concelho.

Depois, num carro de bois ornamentado, nos locais por onde iam passar as procissões e os cortejos, espalhavam no chão as flores e as ervas aromáticas, que, para além de dar um ar festivo eram pisadas pelas procissões e cortejos, largando um intenso perfume.

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Carro das Ervas- Festas de São João

 

CARRO DOS PASTORES

Admite-se que o seu aparecimento remonte à hora em que Portugal atinge o seu apogeu no Teatro Moderno com os autos e óperas que na época estiveram em grande voga, como força devotiva, proporcionando em toda a Península Hispânica momentos de alta riqueza cultural. Eram essencialmente peças teatrais representando temas religiosos e profanos, outrora executados nos Templos e nos Adros segundo conveniências e critérios estabelecidos.

Assim se protagonizou na Bracara Augusta uma peça com o objectivo de se celebrar um acto religioso concebido para o filho de Zacarias e Isabel, vindo a tornar-se ao longo dos anos um número admirável e imprescindível nas Seculares Festas de S. João.

Pela sua vivacidade e história vale a pena deixar nestas páginas alguns vestígios da sua tradição e opulência que hoje, conjuntamente com o Carro do Rei David e Carro das Ervas, se torna no mais rico e monumental quadro Bíblico com uma característica representação do Auto Medieval ímpar nas festividades.

Prevalecendo ao longo das décadas, o Carro dos Pastores teria surgido possivelmente entre os séculos XVI e XVII, já que versões dadas a conhecer diferem entre estas. Curiosamente Artur Caldeira dá-nos como certo o seu surgimento no século XVIII com a representação teatral do auto em Landim – Vila Nova de Famalicão. Já o Dr. José Gomes no seu livro diz-nos ter o Carro dos Pastores acompanhando a procissão de CORPUS CHRISTI, posteriormente afastado por proibição da Igreja Católica, facto ocorrido no século XVII, ficando-se assim com a ideia da sua existência no séculi XVI.

Com todo este vazio informativo sabe-se no entanto através de documentos que efectivamente aparece no século XVIII um auto sob o nome de « S. João de Landim» com letra e música de José da Silva Abreu Guedes.

Em Braga a letra e música primitiva perderam-se, sabendo-se, no entanto, que a actual possivelmente já com alguns arranjos musicais é da autoria de Fernando José Paiva, natural de Vila Nova de Famalicão, que depois de militar na Guerra Peninsular se instalou definitivamente em Braga, vindo a falecer em 1874.

Sabe-se tratar de uma rica alegoria ao nascimento de S. João Baptista, filho de Zacarias e Isabel, o Santo Percursor de Cristo «aquele que veio preparar os Caminhos de Cristo» inspirado no «Evangelho de S. Lucas, quando a breve trecho nos diz:

Não temas Zacarias porque foi

Ouvida a tua prece e de Isabel

Tua mulher parirá um filho e

Pôr-lhe-ás o nome de João

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Carro dos Pastores – Festas de São João de Braga

 

DANÇA DO REI DAVID

É uma dança mourisca, de tipo palaciano, uma das muito raras lembranças dos mouros na nossa região – o que aliás se compreende, pois aqui não fizeram ocupação civil e foi breve a ocupação militar.

Foi conservada por uma família de camponeses dos subúrbios da cidade, que a transmitiram de pais a filhos, como título de orgulho familiar, o que não é inédito em etnografia. Até ao século XVII chamou-se «Dança do Rei Mouro» e os dançarinos cobertos de manto branco exibiam-se na Procissão do Corpus Christi. Então a Igreja proibiu as exibições profanas nesta procissão de tão elevado significado cristão.

Na ânsia de continuarem o já velho costume, o «Rei Mouro» foi transformado em «Rei David», e os fatos brancos em fatos hebraicos.

Como nem com esta mutação lhes fosse dado o sentimento, passou a dança a ser exibida por ocasião das festas do S. João, conservando camuflada a sua origem herética.

É na verdade, uma dança curiosa, cuja inclusão nas Festas Sanjoaninas se justifica, pele força da tradição que constitui uma verdadeira exigência popular.

O «Rei» tocando lira – inicia a dança com os seus passavantes, para terminar numa coreia geral com intervenção dos tocadores. Tudo decorre de forma ingénua e simples, como é natural, dada a sua antiquíssima origem.

Autor – Programa do S. João – 2003

 

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Dança do Rei David- Festas São João de Braga

 

 

O TRAJE DA CIDADE DE BRAGA

Traje do Vale do Cávado, Romeira ou Capotilha

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Traje de Capotilha- Festas do S. João de Braga

 

Trata-se de um traje que seguramente é o mais emblemático do vale do Cávado cuja característica mais saliente é a capotilha em vermelho vivo para as moças e azul escuro ou preto para as casadas e mais idosas.

Designado por “traje de capotilha” ou “do Vale do Cávado”, o “traje da senhora” foi usado até ao início do século XX em diferentes terras do Minho, com predominância no vale do Cávado, de onde tomou o nome e é considerado como o traje mais representativo da cidade de Braga, não sendo embora o único.
Caracterizado pela cor garrida, este traje usado nas romarias é constituído por uma capotilha, em vermelho vivo para as moças e em azul escuro ou preto para as casadas e mais idosas, guarnecida de veludo, cordões, cetim e vidrilhos, com grandes pontas que, cruzando sobre o peito, iam atar ou prender nas ancas.
Sob a capotilha deixava ver a farta gola de renda da camisa branca de linho, bordada a branco, no peito, ombros e punhos. Sobre a camisa usava um colete de tecido de cor ou linho, bordado a cordões ou lãs, com grandes decotes e “rabos”.

A saia de baetilha preta, possuía uma grande roda, guarnecida de veludo liso ou lavrado, fitas, cetim e vidrilhos.

Do conjunto, ressalta o colorido do avental tecido em cores vivas, com tirados de lã, debruados a veludo.

Na cabeça, um lenço branco, em cambraia ou tule, bordado, cujas pontas se prendiam ou atavam sobre o colo.

Calçava meias brancas, rendadas, de linho ou algodão; usaram-se, também meias riscadas a branco e vermelho e chinelas pretas, pespontadas a branco.
Como é hábito da região a abundância de ouro adorna as orelhas e o peito.

Preso cintura trazia o “lenço de pedidos”, fartamente marcado a ponto de cruz, com quadras ou frases amorosas.

 

Fonte»  Rancho Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio e o seu Museu do Traje – responsável Manuela Sá Fernandes, email: gf.dr.goncalosampaio@gmail.com, contactos: 253 612 307 | 960 397 504

– Rusga de S. Vicente – responsável Sr. José Pinto, email: rusgasvicente@sapo.pt, contacto: 961203178.

 

 

FESTAS/EVENTOS TRADICIONAIS DE BRAGA

 

5 de Janeiro – Encontro de cantares de “Reis e Janeiras” – O cantar dos Reis e Janeiras é uma tradição que está fortemente enraizada no concelho de Braga, em que os grupos participantes demonstram as suas tradições e o que de melhor têm, desde instrumentos musicais, repertório e vestuário

 

13 a 20 de Abril – Semana Santa – Braga é a cidade portuguesa que celebra a Semana Santa com maior solenidade e esplendor. Decoradas com motivos alusivos à quadra pascal, as ruas enchem-se de visitantes que se deslocam para assistir às majestosas procissões, nomeadamente, a da Penitência, que para junto a cada «Passo» e dá lugar a uma piedosa alocução do momento, o Cortejo Bíblico, Vós Sereis o Meu Povo (mais conhecida por Procissão da Burrinha), a Procissão do Senhor Ecce-Homo e a Procissão do Enterro do Senhor, que ocorre na sexta-feira santa e encerra o ciclo de procissões.

 

14 e 15 de Junho – Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos – Evento única na Península Ibérica que conta com a exposição dos próprios gigantones e cabeçudos, um sarau cultural e o desfile.

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Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos em Braga

 

14 a 24 de Junho – Festas de S. João – O S. João é a maior festa concelhia. As primeiras referências remontam ao ano de 1489, ignorando-se, já nessa época, quando terá ocorrido a primeira das festividades. A programação é rica e variada com muita música popular, ranchos folclóricos, iluminações artísticas, sessões de fogo de artifício e uma série de manifestações culturais, desportivas e de âmbito religioso. É festejada com os martelinhos, alho porro, o cheiro dos manjericos, saltos à fogueira e arraiais com os seus tradicionais bailaricos. Festa popular e religiosa que conta com a presença indispensável de ranchos folclóricos, bandas de música, grupos de Gigantes ou Cabeçudos, de bombos e “Zés Pereiras”, teatro, jogos tradicionais, concertos e a grande festa da noite de 23.

 

Domingos de Julho e Agosto – Tardes de Domingo – O programa  de animação folclórica “Tardes de Domingo”, decorre no palco da Avenida e contempla a actuação de grupos folclóricos do concelho.

 

25 e 26 de Julho – Festival Internacional de Folclore de Braga – Orientado para a música e a dança dos grupos folclóricos, constitui uma grande manifestação da cultura etnográfica local, regional, nacional e internacional, em obediência aos princípios que estruturam a identidade cultural bracarense, a qual é sujeita a interpretação substantiva de conteúdos e formas das práticas culturais locais, em situação de convivência com outras expressões socioculturais substantivamente diferentes, em cenário de grandes ressonâncias cívicas, humanas e monumentais.

 

29 de JulhoRomaria de Santa Marta – Esta é uma das mais famosas romarias minhotas, com o seu programa tradicional, religioso e profano, a quem andam ligados rumores de velhas lendas. Realiza-se nos Montes da Falperra e Santa Marta.

 

29 e 30 de AgostoFestival de Música Tradicional – O Festival de Música Tradicional é consagrado, especialmente, aos grupos do concelho de Braga que desenvolvem projetos na área da tradição musical local. Participa, ainda, um grupo de renome nacional.

 

5 de DezembroDia do Padroeiro da Cidade – Celebra-se o dia de São Geraldo, padroeiro da cidade de Braga. É uma celebração de cariz oficial, com sessão solene e entrega de medalhas da cidade, não havendo festa popular. De salientar ainda a especial decoração da Capela de São Geraldo na Sé Catedral, que neste dia é enfeitada com fruta.

 

Agradecimentos ao DAAE – Divisão de Apoio às Atividades Económicas -Turismo de Braga

 

João Almeida

Chamo-me João Almeida, moro em Sintra (Portugal), e sou um AMANTE DE VIAGENS. Uma paixão que existe faz longos anos. A minha missão com esta página é de ajudá-lo a realizar o seu próximo destino! Saiba mais sobre mim e sobre o site.

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